
há uma desarrumação na minha mente causada por epiléticos esforços dos neurônios encefálicos, equalizando um sensualismo nas palavras, apodrecendo fatos alucinados, montando em dedos, lápis, papéis que arremessam desejos e desesperos para um possível coadjuvante
sábado, 31 de maio de 2008
... e o mundo ainda não acabou.

domingo, 18 de maio de 2008
Eu posso te alfinetar também
Eu tinha percebido que você vestiu-se diferente na última noite. Eu senti que o seu cheiro era outro. Não que fosse melhor, até porque, nenhum perfume tira de você o cheiro natural. Aquele seu vestido você nunca tinha me mostrado. Os anéis então...
Você me intimou a ir àquele restaurante para conversarmos sobre algo misterioso. Eu lembro bem das palavras: “Oi, querido. Túlio, precisamos ter uma conversinha... Algo sobre ‘metamorfose’!” Metamorfose? Quando ouço essa palavra vêm a minha mente borboletas azuis que tinham acabado de se transformar em fadas. Mas Túlio, jardim escola já passou!
O meu dia tinha sido bem agitado. Muitos problemas no trabalho, uma correria tremenda. Achei que não fosse sobrar tempo para ouvir sua voz. E antes que eu pegasse o telefone e ligasse para você, o contrário ocorreu. No restaurante eu estava tão ansioso para saber que ‘metamorfose’ era, que meu coração acelerava. Juro! Minha mãe sempre diz: “não crie muitas expectativas, meu filho.” Mas eu não crio muitas expectativas. Porém, quando se trata de relacionamento, fico com as mãos soando... Coração acelerado.
“Os meus sentimentos por você não estão sendo mais os mesmos, Túlio”. Foi assim que você me surpreendeu. Foi assim que tomei minha última taça de vinho. Senti-me desnorteado naquele minuto. Precisava você ter pego nas minhas mãos e acariciado como se eu fosse o último cachorro do mundo? Precisava me olhar como se eu fosse um moleque que fica triste porque não ganhou um brinquedo, ou um doce dos pais? Francamente! Depois das reuniões que eu tive naquele dia, depois dos empecilhos que houve durante todas elas, os seus gestos foram as piores coisas que aconteceram!
Eu sou um grosso, então? E você é uma sem noção, né? Sim. Eu não tenho mais 15 anos, Camila. Acho que você deveria ao menos ter conversado com mais maturidade. Não precisava ter feito àquelas caras e bocas de mulher chorona. Bem, se eu tivesse te traído, ou se você tivesse saído com o novo chefe do financeiro lá da sua empresa, tudo bem. Mas não foi isso...
Todos os 3 meses que vivemos juntinhos, foram como um casamento. Sim, porque você dormia direto lá em casa. Gostei muito das nossas noites quentes, das noites frias e do seu jeito de fazer carinho em mim. Não tinha encontrado mulher alguma que fizesse o que você fazia comigo. Isso não é tudo, viu? Comporte-se como MULHER da próxima vez que for dar um pé-na-bunda de um outro homem.
Deixo para você aqui no meu blog, este desabafo, que de mais nada irá te servir. Apenas adocicará o meu fervor. Ambigüidade? Ah, até os seus gestos têm...

segunda-feira, 5 de maio de 2008
Lembranças no Inverno
Fui até o banheiro, peguei o novo sabonete que comprei em uma loja de cosméticos do shopping e entrei no box. Tudo cheirava a hortelã, até os meus pensamentos cheiravam a hortelã. Era uma veleidade tudo aquilo que percorria em meus cabelos, descia no meu pescoço, parava nos meus seios e adentrava no coração. Este, batendo cada vez mais veloz. Parecia que, não, não parecia. Era verdade! Ele batia tanto, queimava de prazer, ia decolar. Depois essa veleidade desceu para a minha barriga, para minhas partes sensuais e não mais inocentes... Nesta parte eu parei. Continuei acariciando as pernas e lembrava dos dias que fiquei ao lado de um dos homens mais perfeitos que já conheci.
Após o banho, sentei-me na poltrona ao lado da cama. Eu tinha em mãos a caixa onde dormiam as cartas e algumas fotos dele. Como é lindo! Sim, eu disse LINDO! Lindo segundo o dicionário significa: adj. Agradável à vista ou ao ESPÍRITO; belo, formoso, gracioso, delicado, perfeito. Não era só a beleza exterior, juro! Ele possuía um coração tão elegante. Eu sonhava todos os dias em poder tocá-lo. Eu tinha sido flechada pelo anjinho do amor. (que coisa mais infantil para uma mulher prestes a se formar!) Será que ao menos não posso declarar tudo que eu realmente vivia naquela época? Tremia todo o corpo quando eu o via de longe na universidade. Mas uma vez ele estava com os amigos em frente à biblioteca. Há três semanas eu tinha pegado dois livros de literatura francesa e fingi estar indo devolvê-los. Sim, sim. Eu toquei nele! O meu braço direito tocou nele. Tocou o braço dele. Olhou para mim e disse: “Nossa, quanta pressa em devolver os livros!” Ué, como ele sabia que eu tinha pegado? “Ué, como você sabe?” “A menina do controle de livros ficou surpresa quando viu uma aluna de fisioterapia pegando livros de literatura francesa. Ela comentou comigo” “Ah, sim. Quer dizer, não. Bem, eu me interesso tanto por literatura! O que é do homem sem a companhia de um livro? Ah, desculpe-me... Estou atrasada para a aula!”
O que foi aquilo?! Siiiiiimmm! EU ESTAVA TREMENDO por dentro! Corri para o banheiro e chorei, sorri, beijei meu braço que tinha recebido o toque daquele menino. Onde meus pensamentos foram parar?! Parecia um conto de fadas. Sei lá!
Passaram-se oito meses para acontecer o nosso primeiro beijo. Foi tudo. Toquei aquele rosto com um pouco de barba. Acariciei seus braços, seu pescoço, seu cabelo. Um cheiro inexplicável vinha daqueles cabelos também castanhos. Os olhos dele cintilavam como aquelas estrelas que se mostram lá no céu exibindo seus mistérios. A boca dele tocava a minha de forma harmoniosa levando-me para outra galáxia, outro planeta TOTALMENTE DISTANTE. O meu exagero passava do limite. Minhas amigas não entendiam todo esse desespero amoroso. Desespero não. A MINHA FORMA DE AMAR.
Por maldade do destino, ou sabe-se lá por bondade, nós nos separamos. Separamos-nos mesmo. Há 2 meses ele está na Irlanda. Recebeu um contrato para ir trabalhar lá. É, eu estou sim me programando para encontrá-lo e matar essa saudade. Deixou apenas ótimas, lindas e sinceras recordações no meu corpo. Deixou fotos, que muitas eu roubei às escondidas! Hehehe.
Vejo ali fora, no jardim, a chuva caindo e trazendo muitas saudades. Às vezes é melhor a gente não pensar nisso. Bate uma tristeza... Às vezes é bom ocupar a mente com outras coisas. Ou melhor, é melhor, sim, a gente pensar em tudo de bom que aconteceu. Tornamos-nos mais felizes.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Tempo
mudar cada situação
amenizar fatos
rir de quem
não ir
mais
a
l
é
m
do que um simples
TEMPO
que
se
foi
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Um recado ao leitor (ponto)
Leeds, 16 de junho de 2005
quinta-feira, 27 de março de 2008
Felaspitógeno Augustus
Praia do Desespero, 18 de novembro de 1997
quarta-feira, 19 de março de 2008
Mais uma Relação

- Patrícia! Patrícia! Cê tá aqui? – ele entrou no apartamento.
- O que há, Roberto? Por que essa gritaria toda?
- Quem é o Alex? – paciente. Roberto a questiona.
- Alex? – ela faz uma cara de surpresa.
- Sim, Patrícia. Alex. A-L-E-X!
- Ah, Roberto... Ele trabalha com a Júlia.
- Sim. E aquelas fotos na sua máquina?
- Nós saímos semana retrasada com a Júlia, Roberto. Não há nada demais.
- Ah, lógico que não há nada demais. Até porque você só saiu com ele, só recebeu mensagens no celular, quando você me falou que era lembrete, só tirou fotos com o rosto encostado no dele e da Júlia, só não me comunicou da tal saída, só... – ela o interrompeu.
- Pára, Beto! Pára! Que ciúmes são esses, cara?
- Porra, Patrícia! Não se faz, hein. Não se faz! – ele senta-se na cama e põe as mãos na cabeça.
- Não estou me fazendo, Beto. Já disse. Saímos, jantamos...
- Jantaram, se comeram, fizeram sexo a três por quatro, né?
- Beto, que grosseria! – ela começa a chorar.
- Grosseria foi isso que você fez, Patrícia. Grosseria é você ter uma mulher, e depois saber às escondidas que ela tá saindo com outro. Grosseria é você trabalhar, juntar cada grana que recebe para fazer uma viagem, comprar um móvel pra dentro de casa, marcar um fim de semana na praia, e descobrir que sua mulher está com outro, poxa! – ele também começa a chorar.
- Você é um bruto, um grosso!
- Ah, eu?
- Sim, Beto! Você! Sabe por que eu fiz isso?
- Devo imaginar... Por que eu sai com outras? Por que eu nunca mais transei como no início? Por que eu te dei motivos para tal?
- Você não me trata mais como antes, Beto. Você não manda mais mensagens. Você não diz mais “eu te amo”, não beija-me mais como antes. – ela enxuga as lágrimas.
- Espera, espera, espera. Essas coisas são motivos fortes para uma traição? Quantas mensagens eu te mandei desde a semana passada pra cá, Patrícia? E no final de todas eu disse “amo-te, amor”. Beijo-te sim como antes. Acontece que você já não sente mais o mesmo gosto, o mesmo toque. Você tá apaixonada por esse Alex, Patrícia. A questão é essa. E eu vou deixar você ficar à vontade pra pensar no que tá fazendo. Percebeu que seu marido não é como muitos outros que chegam bêbados em casa e até agridem suas esposas? Porra, Patrícia! Por que tu não me contaste? Por que ce tá enganando a si, ao seu esposo e esse seu amigo?
- Porra, Beto! Pára com isso! Eu ia te contar... Quer dizer, não ia falar nada demais, porque não aconteceu nada demais.
- Patrícia, olha: eu vou dormir fora, tá? Não tô suportando ouvir isso de você. Incrível como você acha tudo muito normal.
- Não houve beijo, sexo, carinho, Beto!
- Tudo bem se não aconteceu isso. Mas to incrivelmente passado com essa tua inocência.
- “incrivelmente passado...”. HA-HA-HA, né Beto?
- Isso, Patrícia. Ria bem muito. Seja irônica.
- Beto, vai à merda! Tu chega aqui em casa me fuzilando com ciúmes bestas. Ele é apenas meu amigo.
- Amigo, esse, que você nunca falou para mim. Simples, “Pati”.
- Para que?
- Caramba! Como para que? Nós temos uma aliança na mão! Somos casados! Não há conversa, trocas de “não-segredos”? Prefere viver assim? Mentindo, sendo enganada, não dividindo seus sentimentos comigo, né?
- As mulheres preferem às vezes não falar tudo que sentem para os homens. Chega uma hora que você se magoa com certas atitudes deles, sabe? E uma das coisas que magoaram a sua “mulherzinha” aqui, foi o lance das mensagens, o jeito como me beija hoje em dia.
- Desde quando namorávamos você contava-me tudo. Os mínimos detalhes.
- As pessoas mudam, Beto. Os sentimentos mudam.
- Para que fingir? Eu sempre te contei quem dava em cima de mim, quem dizia isso e aquilo outro. Sempre apresentei você com muito carinho às pessoas que me rodeavam.
- Certo. Eu devo agir do mesmo jeito? Ser igual a você? – ela um tom de ironia.
- Não é a questão de ser igual a mim, Patrícia! É você ter o mínimo de sensibilidade e perceber que moramos juntos, que somos casados, que só existe eu e você nessa cidade, que temos uma união!
- Hahaha...
- Que porra é essa?! Esse cara te transformou? Está tirando a minha mulher de mim? – ele abre bem os olhos, gesticula com as mãos apontando para si.
- Transformou, Beto. Ele me enfeitiçou!
- Sua grossa! Descontrolada! Infantil! Estúpida! – ele saiu do quarto em direção à sala, pegou as chaves do carro.
- Beto... Beto! – ela chamava-o aos gritos – Pra onde cê vai?
- Ah, Patrícia... Vou sair por ai. Vou pensar nisso tudo. Vou tentar também aliviar minha cabeça. – ele falou já abrindo a porta: - E por favor, não me liga, tá? Esqueça-me por esta noite. Vai sonhar com seu “apenas amigo” Alex.
- Beto, não é assim... Beto!
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Meus deuses! Quanta correria da semana passada pra cá. Bem, ótimo feriado a todos que visitarem este blog pra lá de alucinógeno!
=]
Abraços!
domingo, 9 de março de 2008
Correspondência
Minhas angústias de nada mais adiantam. Minhas palavras de amor, de dor, de tristeza, de fúria, não adiantam mais ser ditas pra você. Fostes como se fora um pássaro. Não mais irás voltar pros meus braços, nem tampouco pra minha boca fina cheia de desejos incalculáveis.
Vivo aqui, querido. Esperando que uma luz, de não sei onde, apareça para dar uma alegria em minha vida. Vivo com menos ousadia. Vivo e ao mesmo tempo não vivo. Não sei como continuar essa jornada sem ter você perto de mim. É tão difícil, Augustino.
Fui anteontem à Catedral de São Virgílio. Rezei para que o Nosso Senhor Jesus Cristo leve-me daqui. Tenho uma paixão, agora, de querer cometer um suicídio. Mas é só uma paixão. É um querer platônico, sabe? Suas filhas tentam ajudar-me o quanto pode. Porém, continuo querendo morrer. Será que você irá responder esta carta, meu amor? Já estou tão velha, e penso que isso pode acontecer. Estranho...
Sento-me ainda na cadeira que fica ao lado do nosso piano. Sento-me, e vejo aquele nosso retrato tão antigo, do tempo da guerra. Os dois sérios, porém escondiam debaixo daqueles rostos uma felicidade comparada à galáxia! Estávamos tão felizes, mesmo estando rodeados de bombardeios no mundo. Mesmo estando com medo de tudo... E agora? Cadê você?
De sua eterna mulher,
Flora.
domingo, 2 de março de 2008
Conversa na biblioteca
- Não é tão simples assim, meu caro. Estou em dúvida entre você e os outros...
Outra voz gritou:
- Olha lá, hein! Eu tenho tantas fotografias pra te mostrar, leitor! Há tempos que estou preso nesta biblioteca esperando por alguém que me dê o máximo de valor!
- Não, não, não! Aqui quem tem vez são os livros de História. – falou o colega da estante.
- Como assim? Não tem isso aqui, seu metido! Presta atenção nisso: “As pessoas fazem a História, mas raramente se dão conta do que estão fazendo”, Cristopher Lee. Pense nisso.
- E daí? Problema delas que não se dão conta. Mas tenho coisas belíssimas que aconteceram em todo o mundo, e ficaria honrado em mostrar isso pro moço, certo?!
- Certo, livro de História!
O homem olhou pra um, olhou pra outro e continuou com a dúvida. Eram tantos livros que lhe chamavam a atenção. Eram tantos que estavam desesperados para serem tocados... Eis que ele falou:
- Estou precisando refletir com um de vocês. Não quero que fiquem ai discutindo, brigando, implorando para eu pegar um. Já disse, não é fácil assim. Alguém tem poesias pra mostrar-me?
Um livro de Augusto dos Anjos gritou:
- Senhor, senhor! Poderia eu citar um poema que faz parte deste meu corpo já tão velho e esquecido nesta estante?
- Sim, claro!
E o livro declamou:
“A fome e o amor
Receando outras mandíbulas a esbangem,
Os dentes antropófagos que rangem,
Antes da refeição sanguinolenta!
Rugindo, enquanto as almas se confrangem,
Todas as danações sexuais que abrangem
A apolínica besta famulenta!
No desembestamento que os arrasta,
Superexcitadíssimos, os dois
A alegoria do que outrora fomos
E a imagem bronca do que inda hoje sois!”
O leitor ficou surpreso ao ouvir tudo aquilo. Tão sagaz, tão feroz! Era isso que ele procurava. Seria o livro escolhido entre tantos outros que também são recheados de cultura, exemplos, histórias fantásticas!- Ora, ora... Vamos comigo?! Quero lê-lo. – E olhando para os outros que puxavam sua camisa, disse: - Nem tudo está acabado. Aguardem, e voltarei para matar a minha e a sede de vocês! Boa noite...
O moço saiu da sala, deixou a porta entre aberta, e a guerra continuou lá dentro. Mas enfim a calmaria chegou. Aquietaram-se. E sabiam que mais cedo ou mais tarde teriam o mesmo prazer do livro que foi pego pelo leitor.
Livros! Oh, livros... “livros livres... porque cultura não é mercadoria”.

Obrigado, Verônica!
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
. i hear you, of course .

Same Mistake - James Blunt
So while I'm turning in my sheets
And once again, I cannot sleep
Walk out the door and up the street
Look at the stars beneath my feet
Remember rights that I did wrong
So here I go
Hello, hello
There is no place I cannot go
My mind is muddy but
My heart is heavy, does it show
I lose the track that loses me
So here I go
Oo oooooo ooo ooo oo oooo...
And so I sent some men to fight,
And one came back at dead of night,
Said "Have you seen my enemy?"
Said "he looked just like me"
So I set out to cut myself
And here I go
Oo oooooo ooo ooo oo oooo...
I'm not calling for a second chance,
I'm screaming at the top of my voice,
Give me reason, but don't give me choice,
Cos I'll just make
The same mistake again,
Oo oooooo ooo ooo oo oooo...
And maybe someday we will meet
And maybe talk and not just speak
Don't buy the promises 'cause
There are no promises I keep,
And my reflection troubles me
So here I go
Oo oooooo ooo ooo oo oooo...
I'm not calling for a second chance,
I'm screaming at the top of my voice,
Give me reason, but don't give me choice,
Cos I'll just make the same mistake
I'm not calling for a second chance,
I'm screaming at the top of my voice,
Give me reason, but don't give me choice,
Cos I'll just make the same mistake...Again
Oo oooooo ooo ooo oo oooo...
So while I'm turning in my sheets
And once again, I cannot sleep
Walk out the door and up the street
Look at the stars
Look at the stars, falling down,
And I wonder where, did I go wrong.
Quero aprov
eitar e dizer que ganhei do meu leitor Critical Watcher, estes selos:


Frau Dias, meine freund;
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
[ MEME ] ... ?
Sem muito papo, vou ao que me interessa expor aqui, hoje, agora... Nesta noite tão gélida ao som de Insensatez na voz da Takai.

Ótima noite. Durma bem!
Tchau, tchau, anjo da guarda...
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
H ã ?

1. estou com saudades de um protagonista;
2. estou preso em pensamentos estranhos (como já disse numa poesia, eu sou estranho);
3. estou querendo terminar dois livros que mal comecei de ler;
4. quero ir para Londres;
5. quero um beijo daqueles!;
6. quero um abraço daqueles!;
7. quero poder esquecer algumas coisas imbecis;
8. estou prestes a ter uma síncope!
Estou no começo de uma nova aventura. Estou namorando com Arthur Schopenhauer e, mais uma vez, com Bernard Cornwell. Eles são bons. São gênios. Um é louco, o outro, leve.
Ah, estou sem um pingo de paciência pra escrever. Só vim mesmo desabafar com você, meu caro blog!
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Caso

Estou grávida. Como diz a Marina Lima “Eu tô grávida / De uma nota musical /De um automóvel / De uma árvore de Natal / E vou parir”. Já fiz o teste na farmácia, e resolvi contar pra Clarice. Fui ao consultório de Dona Lucília. Ela está chocada com a notícia... Mas pelo menos os meus pais já sabem! Pode ser que isso não lhe agrade. Assim que vi o resultado, acreditei. Assim que soube, senti algo dentro de mim. Não, não foram as chutadas do bebê. Ainda é muito cedo para tamanha afobação. Mas senti algo bom. Algo que estava me transformando em uma mulher mesmo com 16 anos.
Nós transamos naquela noite porque os dois quiseram. Disso você também tem certeza. Já estou a ouvir sua voz dizendo: “Isa! Estás maluca? Eu não forcei a barra, garota!”. Mas não tem problema, Davi. Ou tem. Não quero fazer com que se sintas culpado. Apenas, queria que pudéssemos fazer com o nosso bebê, o que, no começo do namoro, conversamos. Acho que não lembras, por isso irás dizer-me coisas desagradáveis.
Agora estou aqui na minha cama, sentada, ouvindo aquele cd que você presenteou-me no meu aniversário, do Chico Buarque. Foi um dos presentes que mais adorei receber entre os meus 12 e 16 anos. É, nos conhecemos por acaso, ou seria sem acaso? Você com seus amigos do 2º colegial, e eu com minhas amigas do 1º ano. Lembro do jeito como examinava meu corpo, deixou-me tímida diante das meninas! Ai, Davi... Como foi bom! E começamos uma linda história de amor...
Onze meses de muita paixão, muita fidelidade, muito carinho. Então aconteceu o que aconteceu naquela tarde de junho. Meus pais, você lembra, sempre diziam que o que existia entre nós dois era intenso, era extrapolado. Precisávamos ir com mais calma, até porque ainda éramos dois “bebês”! Estranho eles usarem essas palavras. Somos tão grandinhos, tão inteligentes, quase tão ‘responsáveis’. Porém entendi o que de fato eles me alertavam.
Eu não conhecia aquela garota. Depois as meninas me disseram que ela morava no seu prédio. Aquilo partiu meu coração, Davi. Sério! Não estava acreditando, pensava que era conversa fiada delas. E vi você ali naquela praia com a Yasmim. As meninas me seguraram para não estragar mais ainda meu espírito. O sangue subia fervorosamente em minhas veias e artérias. Fiquei vermelha, chorei horrores, tremia como um trovão. Passei mal.
Elas chamaram um homem que estava com uma prancha de surf na praia, pra me levar até um bar distante de onde vocês “namoravam”. Ligaram pros meus pais, eles vieram, levaram-nos pra casa, e lá eu vos contei tudo que aconteceu, e estava acontecendo.
- Isadora! Meu amor! Onde que os dois pirralhos estavam com a cabeça?
- Pai, não foi um erro. Nós dois sabíamos que iria dar nisso. Quer dizer, não sabíamos. Eu tomei a pílula do dia seguinte...
- Mas não resolveu, não é? Você acha o que? Que se ficasse grávida, ou melhor, que se está grávida, tudo bem. Seu papai, sua mamãe, os pais do Davi vão bancar tudo? Ah, lógico... “papai e mamãe me amam e não irão me deixar na merda”!
- Júlio, olha o estado dela! Isso pode estar fazendo mal pro feto!
- Ah, Mariza! Só estou conversando com nossa filha. Vem cá, essas suas amiguinhas do jeito que são, todas ousadas, todas loucas, fizeram com que isso acontecesse com você.
- Pai, pára! Eu não sou santa! Eu não quero que tratem-me como uma santinha, como a filhinha que sempre ganhou bonecas Barbie, ursinhos, sempre teve dvds infantis! Não quero! Desde os meus 12 anos vocês percebem como tenho mudado. Como tenho me tornado mais mulher, mesmo com 12 anos! Pai, pode pôr-me pra longe daqui. Mandar pra casa de alguém, sei lá...
- Espera, espera, espera! Você está louca, Isadora? Está louca? Que pai é esse que vai abandonar a filha logo numa fase linda de sua vida? Minha filha, só estou surpreso com o fato. Só estou triste comigo mesmo... Só estou triste por não ter percebido com tanta força, como minha filha amadureceu. Nem eu nem muito menos sua mãe iremos abandonar você.
- Ow, pai...
- Filha, apenas queremos conversar com o Davi. Saber dessa traição de adolescente, saber sobre o que ele acha da gravidez...
Isso me cansou, Davi. Por isso só resolvi contar agora pra você sobre o nosso bebê. Por isso sumi da escola, por isso mudei o número do meu celular, para não mais atendê-lo. E sei que estás aliviado em estar lendo todas essas minhas palavras idiotas de uma mãe boba pelo seu filhote. É uma menina. Chamar-se-à Flor. Simples como o da mãe e do pai. A única coisa que quero que faça é: registrar a Flor.
Ai, Davi... A verdade que eu ainda o amo muito. Mas não tenho forças pra voltar pra ti. Deixo você com um trecho da nossa música.
“Como o meu jeito de amar se ajeitava com você
Louco, eu não imaginava uma noite sem você
Como é sincero poder
Querer os pulsos cortar
Como é bolero chegar
E perder a coragem
Foi tão bonito você me emprestar a vida assim
Ver que eu não tinha saída e seguir por onde eu vim
Como eu adoro você
Quando você me sorri
Quando sabemos que aqui
Termina nossa viagem” - (Nosso Bolero) Chico Buarque de Holanda
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Eu

Sou chato, sou briguento, não me toleras.
Sou pouco inteligente, escritor, falo coisas sem pensar.
Sou puto com tudo isso aqui, sou uma patacoada.
Sou eu, sou teu, e às vezes prefiro não ser.
Sou ao contrário, sou alarmante, não precisas.
Sou coitado, não sou, fico feito um CÃO com dor.
Sou fresco, sou puta, não te devo.
És a burrice e eu o desprazer.
Sou a calma, sou a totalidade, errada pra você.
Sou o que não quero ser. Sou o que vejo em você.
Sou o que sinto em te ler.
Sou a mentira, sou o enfadonho do endocarpo.
Sou a verdade que nunca quer ser dita.
Sou uma vergonha, sou um tugúrio.
Sou o errado. Tenho vergonha de o dizer...
Sou o que caminha horas e horas por ai.
Sou o indeciso. Sou o amor, a dor, a tristeza, a merda!
Sou estranho, campanudo, seco, calado diante de você.
Sou tímido, sou fino, sou um hino, que ainda vais conhecer.
Sou o adulto aborrecente. Sou com-vi-n-cente.
Sou libidinoso, talvez.
Sou sexy, sou alcoólatra, sou dançarino em Saturno.
Sou o que tem medo de te falar. O que tem medo de chegar.
Não mais o desprazer. Eu sou a pérola da família.
Sou louco, imbecil, sou uma negação, talvez.
Sou beduíno, digo-me que sou capaz. Não ligue.
Sou uma contra-adição. Sou tudo de bom, de ruim.
Sou personagem deste universo rútilo.
Sou o que você não quer ouvir. Sou amigo, salve.
Sou forte, mas não tenho corpo suficiente pra sustentar-te.
Sou indescritível. Vivo fantasiando as coisas.
Não vivo na realidade. Tapo os meus olhos para não
Viver isso aqui.
Sou ESCRANIFADO, e daí?
Sou um mamífero. Parente de extraterrestres.
Vivo a sonhar, sou daqui e sou de lá.
Sou de cá, e parece que estou pra ficar.
Então, sou um saco. Sou infantil.
Sou anti-séptico. Sou...
Sou a pessoa que gostaria de ouvir uma palavra.
Sou o que briga pela simples palavra.
Sou o que sente falta em te ver.
Sou o que precisa te tocar.
Sou sensual, e também, não sensual.
Sou o vazio, sou, mais uma vez, a totalidade.
Sou uma perdição, um furacão, não é isso não.
É difícil de explicar o que quero ser.
Sou um doce que destrói seu organismo.
Sou Michel Jackson, o que não come criancinhas.
Sou polênica. Sou o enjoado. Sou o que você não gosta.
Sou escandaloso, frio, alegre, o que não se entende.
Sou os fios que ligam o êmbolo até outros vasos.
Agora tenho a compunção.
Sou este. Que tanto escreve, que ainda não se liberta,
Que está esperando ouvir o que deseja,
Que ouve aquela música e lembra daquilo,
Que olha nos seus olhos e vê outras, e outras estrelas.
Sou um enigma. Sou um paradoxo. Sou um epígono.
Sou o Nobre Epígono!
Pronto!
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
[ meu refúgio literário há 4 dias ]

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
... Viajei em Saturno noite passada ...

Conheci um extraterrestre lá. Ou melhor, aqui. Ele é bem diferente dos terráqueos. Ele faz sonetos perfeitos na forma e na linguagem pra sua eterna órbita bucólica. Ele apresentou-me seus amigos, seus familiares, suas estrelas, suas guias, sua solidão, suas liberdades, seus sentimentos, seu noturno, seu otimismo, sua queixa, suas conquistas, seus anéis iguais aos de Saturno, suas luas, suas naves.
- São esses aí que estás a ver, Nobre Epígono! Vivo assim... Contente com a doce companhia dos que giram em torno do meu eu-lírico.
- Eles são assim mesmo? Vêem o que não vêem? Lêem o que não pode ler-se?
- Exatamente, Nobre. Hipérbole é o mais expressivo, como o nome já diz. Ele não guarda rancores, expressa o que pensa. Sente-se a criatura mais livre aqui em Saturno. Ele não tem medo de nada. Arrisca-se!
“– Gosto de sentir minha língua roçar na sua profusão de líquido insípido da glândula salivar!”
Eles não tinham vergonha de dizer aquelas coisas. Eles são inteligentíssimos! Parece que eu tinha dormido quinhentos anos, acordado em um mundo totalmente diferente do meu, onde “novas pessoas” apareceram na minha frente e possuíam um raciocínio cinco vezes multiplicado pelo meu. Impressionante! Eles altercavam uns com os outros. As fêmeas não são como as terráqueas. Elas são mais sensuais... Hipnotizaram-me fácil, fácil. Uma chamava-se Ipenizopalariagulástica. Pediram-me, então, para remi-la. Algo não emaranhado. Para mim, uma volúpia sintonia de palavras.
Os meus nervos pairavam sobre os anéis. Saturno agora é o meu ponto de refúgio. Eu disse para um ser animado, que acreditava no poder que aquele planeta me passa. Deixa-me leve, imaginário, louco, atrevido, bonito, gostoso, cheiroso... Enfim, tudo de bom. Hehehe. Lá é calmo, infindo, luminoso. É paralaxe!
Volto-me para os meus lençóis quentes e fortes. Volto silenciosamente para onde há amores, ódios, e paixões e beijos e pagãos e perfumes e olhares... Ah, os olhares! Volto-me para onde aprendi a ser criança. Onde aprendi a imaginar as coisas. Fantasiar.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Pra você .
Lembra da nossa primeira vez no cinema? Eu confesso que estava com vergonha de olhar nos seus olhos. Tinha guardado no bolso da minha calça gravações de músicas em um cd que fiz em especial pra você. Quando pus aquele presente nas tuas mãos, senti um alívio e vi o brilho nos seus olhos de tamanha alegria.Eu senti várias vezes aquele seu cheiro doce. Seu jeito meigo, suas preocupações com o relacionamento. Tenho certeza como amadureci nos últimos meses estando ao seu lado. Isso só contribuiu para a nossa evolução. Nossas declarações infantis, porém as mais lindas de todas as declarações já feitas entre um casal.
Aqui, repouso deitado na minha cama. Relembrando dos tempos em que arriscávamos nossas vidas para poder trocar saliva. Para poder trocar carícias. Para poder conversar sobre as nossas loucuras. Sentir a inalação na minha pele. Olhar você dizer “como és belo!”.
Continuo a querer voltar nos tempos do arrepio na espinha. Continuo querendo receber suas poesias pela caixa de correio. Receber suas poesias, declarações de amor por e-mails... Você nunca mais fez isso pra mim. Ou fez? Não chegou nada aqui, meu amor.
Ouvi várias vezes a nossa música. Você deve saber qual é. Um amor assim não se esquece fácil, fácil. Nossa música que tantas vezes me senti a pessoa mais feliz do mundo em ouvi-la. E ainda a sinto como se fosse a primeira vez. Você estava numa alegria só quando recebeu aquele presente, não era? Vieram mais coisas. Livros, brinquedos, festas, comidas... Momentos únicos e lindos, meu amor.
É, faz parte do relacionamento. O acúmulo de brigas, chateações, xingamentos, medos, incertezas... Tudo caiu como uma bomba pra cima de nós. Há uma força maligna querendo nos ver longe. Eu desconfio disso. Mas quero lutar junto a você para combatermos isso. - Olha tudo que construímos juntos!
- Eu sei, eu sei. Mas nada dura pra sempre. Isso um dia vai ter que acabar.
- Mas eu quero ficar feito um velhinho tendo você comigo.
- Você sabe que não é bem assim...
- Mas vai ser com a gente! Vamos tentar ser feliz... Poxa!
Amizade. Um fruto importantíssimo entre a gente. Não vai embora cedo. Mas poxa! Por que tudo tem que ser assim? Lá vem outro ser humano me dizer que é porque está escrito. Mas não! Eu quero viver mais contigo. Eu quero cuidar mais de você. Eu quero que você cuide mais de mim. Eu nunca senti algo tão forte como senti e estou sentindo por ti. És a proteção nas horas tristes e alegres de minha vida. Que tal fugirmos pra outro lugar?
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Amor Retilíneo

- Nossos planos falharam...
- Tinha de ser assim. Está escrito.
- Quando não estava junto a ti, senti frios de perca de sentimentos. Não sabia o que você estava pensando. Não sabia o que de fato sentia por mim. Apenas maneava-me na cama macia.
Eles passaram por tantas coisas juntos. Contaram estrelas. Viram os fogos no céu estrelado. Beijaram-se em momentos felizes, abraçaram-se em momentos tristes.
A troca de olhares chamou-me a atenção no dia em que os conheci. Ele caracterizava-se pário. Ela roubava a cena, e o enchia de carícias e elogios bobos. Os dois sentiam a transformação de substâncias corporais em outras substâncias.
Antes de viverem no mesmo teto, a mulher de sorrisos fantásticos, guardava um retrato dele na gaveta de sua cômoda. Depois do casório, centenas de porta retratos dispersavam-se pela casa de dois andares.
Viajaram para outras cidades, praias, casas, amigos, palavras, músicas. Criaram uma diversidade de gostos. Leram poesias, obras literárias. Caminharam por mundos sem realidade. De mãos dadas, conheceram uma floresta onde moravam bruxas, fadas, anões, feiticeiros, Branca de Neve, Alice, Sofia, Verönika, Jan, Georg, criaturas animáveis. Ela cansou no caminho desse tudo. Beliscou o homem nos momentos de ciúmes, Mas o amor? Ah, o amor... Ele é rizomatoso. Tudo se tornou um idílio. O homenzarrão continuou a amar a mulher fantástica. Um dia tudo deve acabar...
Não tinham filhos. Não tinham mais desejos ardentes. Não transavam mais como antes. Não davam mais o beijo vampiresco. Não lambiam mais a pele com a mesma feracidade. Não olhavam mais com o mesmo toque de olhar um para o outro. O trecho amoroso tornou-se um sentimento com apenas uma única luz: a amizade.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
[ weekend to gather thoughts ... ]
O destino: restaurante e cachaçaria de painho, no caminho para a praia do santo. Desde o começo da programação da viagem de “dois dias”, eu sabia que não ia curtir muito. Tinha que ajudar também no restaurante... Ficar no caixa e/ou servindo aos clientes. Mas o pouco tempo que fiquei lá no sábado e domingo, consegui fazer algumas coisas das quais eu havia calculado em mente.

Bem, abaixo uma parte das relíquias do meu pai. Sempre ganhando dos amigos dele, e outras coisinhas ele acha por ai... Entre o punhal e a arma, é uma máquina fotográfica “Yashica” dos anos 50 - parecida com esta. Acima da arma, uma lanterna dos anos 50. Abaixo do punhal, um cadeado antigão.
No mesmo móvel onde ficam guardados os objetos da foto acima, estão estes ai. A colherzinha da ponta foi da bisavó da mulher do meu pai. A outra dos anos 50 foi presente de um cliente. Esse quadradinho “banhado a ouro” é um isqueiro a pavio. Embaixo dele tem um molde de uma rosa, lógico. No cantinho esquerdo embaixo é um ferro – super pesado que servia para passar queijo.
Abaixo o NOSSO CAIXA ELETRÔNICO SUPER MODERNO! Como você pode ver, no cantinho da foto lá embaixo, notas de eras remotas.
Eu não queria continuar tirando fotos da casa naquela hora. Queria ir mesmo caminhar sozinho naquela praia deserta e pensar na vida, pensar em textos que pretendo produzir mais adiante, pensar nos meus planos pro futuro, pensar nas transformações que vêem ocorrendo nos últimos tempos, pensar em personagens que poderão surgir na minha vida. Enfim... Viajar noutro mundo! Abaixo, fotos de um lugar mágico, distante de tudo e de todos.
A próxima, marcas de transportes que vieram do sistema solar, controlados por extraterrestres chatos e feios. Láááá na frente ficam as falésias...
Nessa, eu estava no começo da minha aventura sozinho com anjos não-caidos do céu, pelas falésias. (estou de costas para as falésias)
Bem, eu achava que a maré estava secando... Mas na volta fui pego de surpresa. Aqui é totalmente deserto (às vezes).
À caminho do ápice!


Abaixo, uma cavernazinha onde moram morcegos metidos a fedorentos! (ui!)
Isso... Eu estava bem escondidinho. ( - nobre epígono pra dar trabalho! )
No ápice! Onde a paz reina... Onde os pensamentos fluem sem fingimento... Onde declarações podem ser feitas sem um pingo de vergonha.
... Mas eu continuei à deliciar-me com a paisagem.
Abaixo, foi no meu retorno ao mundo das cachaças... Realmente a maré estava enchendo.

Totalmente deserta...

Dei uma paradinha pra tomar um banho... Afinal, eu devo merecer. =]

Abaixo, já a noite, dentro da cachaçaria...
Também a noite, eu, meu pai e a mulher dele, resolvemos brindar um vinhozinho do Porto. Foi presente de um português. Estava guardado há tempos no baú de vinhos que tem no restaurante. Notem os charutos, todos tragados pelo papai, além do mais nos deliciando com umas raridades em vinil da música popular brasileira. Não é pra qualquer um, hein!
Antes de eu começar a ler 1808 e depois ir dormir, resolvi fotografar esse ventilador dos tempos da minha bisavó que decora o quarto no restaurante. E mais abaixo, uma foto da tela da artista plástica Nadja Souza.

Todas as fotos foram apenas no sábado. Lógico que cansou colocá-las aqui. Sei exatamente como cansou pra você ter que olhar foto por foto. E dai? Apresento-lhe meu mundo e olhe se quiser, stranger.Breve, virei até este mundo de imaginação... Trazendo mais algumas riquezas dos meus limpos, trágicos, melancólicos, sagazes e ferinos pensamentos.
Por hoje é só. Tenha uma ótima semana.
=]





