mudar cada situação
amenizar fatos
rir de quem
não ir
mais
a
l
é
m
do que um simples
TEMPO
que
se
foi
há uma desarrumação na minha mente causada por epiléticos esforços dos neurônios encefálicos, equalizando um sensualismo nas palavras, apodrecendo fatos alucinados, montando em dedos, lápis, papéis que arremessam desejos e desesperos para um possível coadjuvante
Leeds, 16 de junho de 2005
Praia do Desespero, 18 de novembro de 1997

- Patrícia! Patrícia! Cê tá aqui? – ele entrou no apartamento.
- O que há, Roberto? Por que essa gritaria toda?
- Quem é o Alex? – paciente. Roberto a questiona.
- Alex? – ela faz uma cara de surpresa.
- Sim, Patrícia. Alex. A-L-E-X!
- Ah, Roberto... Ele trabalha com a Júlia.
- Sim. E aquelas fotos na sua máquina?
- Nós saímos semana retrasada com a Júlia, Roberto. Não há nada demais.
- Ah, lógico que não há nada demais. Até porque você só saiu com ele, só recebeu mensagens no celular, quando você me falou que era lembrete, só tirou fotos com o rosto encostado no dele e da Júlia, só não me comunicou da tal saída, só... – ela o interrompeu.
- Pára, Beto! Pára! Que ciúmes são esses, cara?
- Porra, Patrícia! Não se faz, hein. Não se faz! – ele senta-se na cama e põe as mãos na cabeça.
- Não estou me fazendo, Beto. Já disse. Saímos, jantamos...
- Jantaram, se comeram, fizeram sexo a três por quatro, né?
- Beto, que grosseria! – ela começa a chorar.
- Grosseria foi isso que você fez, Patrícia. Grosseria é você ter uma mulher, e depois saber às escondidas que ela tá saindo com outro. Grosseria é você trabalhar, juntar cada grana que recebe para fazer uma viagem, comprar um móvel pra dentro de casa, marcar um fim de semana na praia, e descobrir que sua mulher está com outro, poxa! – ele também começa a chorar.
- Você é um bruto, um grosso!
- Ah, eu?
- Sim, Beto! Você! Sabe por que eu fiz isso?
- Devo imaginar... Por que eu sai com outras? Por que eu nunca mais transei como no início? Por que eu te dei motivos para tal?
- Você não me trata mais como antes, Beto. Você não manda mais mensagens. Você não diz mais “eu te amo”, não beija-me mais como antes. – ela enxuga as lágrimas.
- Espera, espera, espera. Essas coisas são motivos fortes para uma traição? Quantas mensagens eu te mandei desde a semana passada pra cá, Patrícia? E no final de todas eu disse “amo-te, amor”. Beijo-te sim como antes. Acontece que você já não sente mais o mesmo gosto, o mesmo toque. Você tá apaixonada por esse Alex, Patrícia. A questão é essa. E eu vou deixar você ficar à vontade pra pensar no que tá fazendo. Percebeu que seu marido não é como muitos outros que chegam bêbados em casa e até agridem suas esposas? Porra, Patrícia! Por que tu não me contaste? Por que ce tá enganando a si, ao seu esposo e esse seu amigo?
- Porra, Beto! Pára com isso! Eu ia te contar... Quer dizer, não ia falar nada demais, porque não aconteceu nada demais.
- Patrícia, olha: eu vou dormir fora, tá? Não tô suportando ouvir isso de você. Incrível como você acha tudo muito normal.
- Não houve beijo, sexo, carinho, Beto!
- Tudo bem se não aconteceu isso. Mas to incrivelmente passado com essa tua inocência.
- “incrivelmente passado...”. HA-HA-HA, né Beto?
- Isso, Patrícia. Ria bem muito. Seja irônica.
- Beto, vai à merda! Tu chega aqui em casa me fuzilando com ciúmes bestas. Ele é apenas meu amigo.
- Amigo, esse, que você nunca falou para mim. Simples, “Pati”.
- Para que?
- Caramba! Como para que? Nós temos uma aliança na mão! Somos casados! Não há conversa, trocas de “não-segredos”? Prefere viver assim? Mentindo, sendo enganada, não dividindo seus sentimentos comigo, né?
- As mulheres preferem às vezes não falar tudo que sentem para os homens. Chega uma hora que você se magoa com certas atitudes deles, sabe? E uma das coisas que magoaram a sua “mulherzinha” aqui, foi o lance das mensagens, o jeito como me beija hoje em dia.
- Desde quando namorávamos você contava-me tudo. Os mínimos detalhes.
- As pessoas mudam, Beto. Os sentimentos mudam.
- Para que fingir? Eu sempre te contei quem dava em cima de mim, quem dizia isso e aquilo outro. Sempre apresentei você com muito carinho às pessoas que me rodeavam.
- Certo. Eu devo agir do mesmo jeito? Ser igual a você? – ela um tom de ironia.
- Não é a questão de ser igual a mim, Patrícia! É você ter o mínimo de sensibilidade e perceber que moramos juntos, que somos casados, que só existe eu e você nessa cidade, que temos uma união!
- Hahaha...
- Que porra é essa?! Esse cara te transformou? Está tirando a minha mulher de mim? – ele abre bem os olhos, gesticula com as mãos apontando para si.
- Transformou, Beto. Ele me enfeitiçou!
- Sua grossa! Descontrolada! Infantil! Estúpida! – ele saiu do quarto em direção à sala, pegou as chaves do carro.
- Beto... Beto! – ela chamava-o aos gritos – Pra onde cê vai?
- Ah, Patrícia... Vou sair por ai. Vou pensar nisso tudo. Vou tentar também aliviar minha cabeça. – ele falou já abrindo a porta: - E por favor, não me liga, tá? Esqueça-me por esta noite. Vai sonhar com seu “apenas amigo” Alex.
- Beto, não é assim... Beto!
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Obrigado, Verônica!

So while I'm turning in my sheets
And once again, I cannot sleep
Walk out the door and up the street
Look at the stars beneath my feet
Remember rights that I did wrong
So here I go
Hello, hello
There is no place I cannot go
My mind is muddy but
My heart is heavy, does it show
I lose the track that loses me
So here I go
Oo oooooo ooo ooo oo oooo...
And so I sent some men to fight,
And one came back at dead of night,
Said "Have you seen my enemy?"
Said "he looked just like me"
So I set out to cut myself
And here I go
Oo oooooo ooo ooo oo oooo...
I'm not calling for a second chance,
I'm screaming at the top of my voice,
Give me reason, but don't give me choice,
Cos I'll just make
The same mistake again,
Oo oooooo ooo ooo oo oooo...
And maybe someday we will meet
And maybe talk and not just speak
Don't buy the promises 'cause
There are no promises I keep,
And my reflection troubles me
So here I go
Oo oooooo ooo ooo oo oooo...
I'm not calling for a second chance,
I'm screaming at the top of my voice,
Give me reason, but don't give me choice,
Cos I'll just make the same mistake
I'm not calling for a second chance,
I'm screaming at the top of my voice,
Give me reason, but don't give me choice,
Cos I'll just make the same mistake...Again
Oo oooooo ooo ooo oo oooo...
So while I'm turning in my sheets
And once again, I cannot sleep
Walk out the door and up the street
Look at the stars
Look at the stars, falling down,
And I wonder where, did I go wrong.



Ótima noite. Durma bem!
Tchau, tchau, anjo da guarda...





Lembra da nossa primeira vez no cinema? Eu confesso que estava com vergonha de olhar nos seus olhos. Tinha guardado no bolso da minha calça gravações de músicas em um cd que fiz em especial pra você. Quando pus aquele presente nas tuas mãos, senti um alívio e vi o brilho nos seus olhos de tamanha alegria.
O destino: restaurante e cachaçaria de painho, no caminho para a praia do santo. Desde o começo da programação da viagem de “dois dias”, eu sabia que não ia curtir muito. Tinha que ajudar também no restaurante... Ficar no caixa e/ou servindo aos clientes. Mas o pouco tempo que fiquei lá no sábado e domingo, consegui fazer algumas coisas das quais eu havia calculado em mente.

Bem, abaixo uma parte das relíquias do meu pai. Sempre ganhando dos amigos dele, e outras coisinhas ele acha por ai... Entre o punhal e a arma, é uma máquina fotográfica “Yashica” dos anos 50 - parecida com esta. Acima da arma, uma lanterna dos anos 50. Abaixo do punhal, um cadeado antigão.
No mesmo móvel onde ficam guardados os objetos da foto acima, estão estes ai. A colherzinha da ponta foi da bisavó da mulher do meu pai. A outra dos anos 50 foi presente de um cliente. Esse quadradinho “banhado a ouro” é um isqueiro a pavio. Embaixo dele tem um molde de uma rosa, lógico. No cantinho esquerdo embaixo é um ferro – super pesado que servia para passar queijo.
Abaixo o NOSSO CAIXA ELETRÔNICO SUPER MODERNO! Como você pode ver, no cantinho da foto lá embaixo, notas de eras remotas.
Eu não queria continuar tirando fotos da casa naquela hora. Queria ir mesmo caminhar sozinho naquela praia deserta e pensar na vida, pensar em textos que pretendo produzir mais adiante, pensar nos meus planos pro futuro, pensar nas transformações que vêem ocorrendo nos últimos tempos, pensar em personagens que poderão surgir na minha vida. Enfim... Viajar noutro mundo! Abaixo, fotos de um lugar mágico, distante de tudo e de todos.
A próxima, marcas de transportes que vieram do sistema solar, controlados por extraterrestres chatos e feios. Láááá na frente ficam as falésias...
Nessa, eu estava no começo da minha aventura sozinho com anjos não-caidos do céu, pelas falésias. (estou de costas para as falésias)
Bem, eu achava que a maré estava secando... Mas na volta fui pego de surpresa. Aqui é totalmente deserto (às vezes).
À caminho do ápice!


Abaixo, uma cavernazinha onde moram morcegos metidos a fedorentos! (ui!)
Isso... Eu estava bem escondidinho. ( - nobre epígono pra dar trabalho! )
No ápice! Onde a paz reina... Onde os pensamentos fluem sem fingimento... Onde declarações podem ser feitas sem um pingo de vergonha.
... Mas eu continuei à deliciar-me com a paisagem.
Abaixo, foi no meu retorno ao mundo das cachaças... Realmente a maré estava enchendo.

Totalmente deserta...

Dei uma paradinha pra tomar um banho... Afinal, eu devo merecer. =]

Também a noite, eu, meu pai e a mulher dele, resolvemos brindar um vinhozinho do Porto. Foi presente de um português. Estava guardado há tempos no baú de vinhos que tem no restaurante. Notem os charutos, todos tragados pelo papai, além do mais nos deliciando com umas raridades em vinil da música popular brasileira. Não é pra qualquer um, hein!
Antes de eu começar a ler 1808 e depois ir dormir, resolvi fotografar esse ventilador dos tempos da minha bisavó que decora o quarto no restaurante. E mais abaixo, uma foto da tela da artista plástica Nadja Souza.

Todas as fotos foram apenas no sábado. Lógico que cansou colocá-las aqui. Sei exatamente como cansou pra você ter que olhar foto por foto. E dai? Apresento-lhe meu mundo e olhe se quiser, stranger.
Em breve, farei um post "quase" especial sobre essa fantástica obra. Ah! Sobre Crônicas do Beco da Lama, também!
=)
