sábado, 16 de fevereiro de 2008

Caso


Estou grávida. Como diz a Marina Lima “Eu tô grávida / De uma nota musical /De um automóvel / De uma árvore de Natal / E vou parir”. Já fiz o teste na farmácia, e resolvi contar pra Clarice. Fui ao consultório de Dona Lucília. Ela está chocada com a notícia... Mas pelo menos os meus pais já sabem! Pode ser que isso não lhe agrade. Assim que vi o resultado, acreditei. Assim que soube, senti algo dentro de mim. Não, não foram as chutadas do bebê. Ainda é muito cedo para tamanha afobação. Mas senti algo bom. Algo que estava me transformando em uma mulher mesmo com 16 anos.

Nós transamos naquela noite porque os dois quiseram. Disso você também tem certeza. Já estou a ouvir sua voz dizendo: “Isa! Estás maluca? Eu não forcei a barra, garota!”. Mas não tem problema, Davi. Ou tem. Não quero fazer com que se sintas culpado. Apenas, queria que pudéssemos fazer com o nosso bebê, o que, no começo do namoro, conversamos. Acho que não lembras, por isso irás dizer-me coisas desagradáveis.

Agora estou aqui na minha cama, sentada, ouvindo aquele cd que você presenteou-me no meu aniversário, do Chico Buarque. Foi um dos presentes que mais adorei receber entre os meus 12 e 16 anos. É, nos conhecemos por acaso, ou seria sem acaso? Você com seus amigos do 2º colegial, e eu com minhas amigas do 1º ano. Lembro do jeito como examinava meu corpo, deixou-me tímida diante das meninas! Ai, Davi... Como foi bom! E começamos uma linda história de amor...

Onze meses de muita paixão, muita fidelidade, muito carinho. Então aconteceu o que aconteceu naquela tarde de junho. Meus pais, você lembra, sempre diziam que o que existia entre nós dois era intenso, era extrapolado. Precisávamos ir com mais calma, até porque ainda éramos dois “bebês”! Estranho eles usarem essas palavras. Somos tão grandinhos, tão inteligentes, quase tão ‘responsáveis’. Porém entendi o que de fato eles me alertavam.

Eu não conhecia aquela garota. Depois as meninas me disseram que ela morava no seu prédio. Aquilo partiu meu coração, Davi. Sério! Não estava acreditando, pensava que era conversa fiada delas. E vi você ali naquela praia com a Yasmim. As meninas me seguraram para não estragar mais ainda meu espírito. O sangue subia fervorosamente em minhas veias e artérias. Fiquei vermelha, chorei horrores, tremia como um trovão. Passei mal.

Elas chamaram um homem que estava com uma prancha de surf na praia, pra me levar até um bar distante de onde vocês “namoravam”. Ligaram pros meus pais, eles vieram, levaram-nos pra casa, e lá eu vos contei tudo que aconteceu, e estava acontecendo.

- Isadora! Meu amor! Onde que os dois pirralhos estavam com a cabeça?

- Pai, não foi um erro. Nós dois sabíamos que iria dar nisso. Quer dizer, não sabíamos. Eu tomei a pílula do dia seguinte...

- Mas não resolveu, não é? Você acha o que? Que se ficasse grávida, ou melhor, que se está grávida, tudo bem. Seu papai, sua mamãe, os pais do Davi vão bancar tudo? Ah, lógico... “papai e mamãe me amam e não irão me deixar na merda”!

- Júlio, olha o estado dela! Isso pode estar fazendo mal pro feto!

- Ah, Mariza! Só estou conversando com nossa filha. Vem cá, essas suas amiguinhas do jeito que são, todas ousadas, todas loucas, fizeram com que isso acontecesse com você.

- Pai, pára! Eu não sou santa! Eu não quero que tratem-me como uma santinha, como a filhinha que sempre ganhou bonecas Barbie, ursinhos, sempre teve dvds infantis! Não quero! Desde os meus 12 anos vocês percebem como tenho mudado. Como tenho me tornado mais mulher, mesmo com 12 anos! Pai, pode pôr-me pra longe daqui. Mandar pra casa de alguém, sei lá...

- Espera, espera, espera! Você está louca, Isadora? Está louca? Que pai é esse que vai abandonar a filha logo numa fase linda de sua vida? Minha filha, só estou surpreso com o fato. Só estou triste comigo mesmo... Só estou triste por não ter percebido com tanta força, como minha filha amadureceu. Nem eu nem muito menos sua mãe iremos abandonar você.

- Ow, pai...

- Filha, apenas queremos conversar com o Davi. Saber dessa traição de adolescente, saber sobre o que ele acha da gravidez...

Isso me cansou, Davi. Por isso só resolvi contar agora pra você sobre o nosso bebê. Por isso sumi da escola, por isso mudei o número do meu celular, para não mais atendê-lo. E sei que estás aliviado em estar lendo todas essas minhas palavras idiotas de uma mãe boba pelo seu filhote. É uma menina. Chamar-se-à Flor. Simples como o da mãe e do pai. A única coisa que quero que faça é: registrar a Flor.

Ai, Davi... A verdade que eu ainda o amo muito. Mas não tenho forças pra voltar pra ti. Deixo você com um trecho da nossa música.


“Como o meu jeito de amar se ajeitava com você
Louco, eu não imaginava uma noite sem você
Como é sincero poder
Querer os pulsos cortar
Como é bolero chegar
E perder a coragem
Foi tão bonito você me emprestar a vida assim
Ver que eu não tinha saída e seguir por onde eu vim
Como eu adoro você
Quando você me sorri
Quando sabemos que aqui
Termina nossa viagem”
- (Nosso Bolero) Chico Buarque de Holanda

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Eu


Sou bonito, sou feio, não lhe agrado.
Sou chato, sou briguento, não me toleras.
Sou pouco inteligente, escritor, falo coisas sem pensar.
Sou puto com tudo isso aqui, sou uma patacoada.

Sou eu, sou teu, e às vezes prefiro não ser.
Sou ao contrário, sou alarmante, não precisas.
Sou coitado, não sou, fico feito um CÃO com dor.
Sou fresco, sou puta, não te devo.

És a burrice e eu o desprazer.
Sou a calma, sou a totalidade, errada pra você.
Sou o que não quero ser. Sou o que vejo em você.
Sou o que sinto em te ler.

Sou a mentira, sou o enfadonho do endocarpo.
Sou a verdade que nunca quer ser dita.
Sou uma vergonha, sou um tugúrio.
Sou o errado. Tenho vergonha de o dizer...

Sou o que caminha horas e horas por ai.
Sou o indeciso. Sou o amor, a dor, a tristeza, a merda!
Sou estranho, campanudo, seco, calado diante de você.
Sou tímido, sou fino, sou um hino, que ainda vais conhecer.

Sou o adulto aborrecente. Sou com-vi-n-cente.
Sou libidinoso, talvez.
Sou sexy, sou alcoólatra, sou dançarino em Saturno.
Sou o que tem medo de te falar. O que tem medo de chegar.
Não mais o desprazer. Eu sou a pérola da família.
Sou louco, imbecil, sou uma negação, talvez.
Sou beduíno, digo-me que sou capaz. Não ligue.
Sou uma contra-adição. Sou tudo de bom, de ruim.

Sou personagem deste universo rútilo.
Sou o que você não quer ouvir. Sou amigo, salve.
Sou forte, mas não tenho corpo suficiente pra sustentar-te.
Sou indescritível. Vivo fantasiando as coisas.

Não vivo na realidade. Tapo os meus olhos para não
Viver isso aqui.
Sou ESCRANIFADO, e daí?
Sou um mamífero. Parente de extraterrestres.

Vivo a sonhar, sou daqui e sou de lá.
Sou de cá, e parece que estou pra ficar.
Então, sou um saco. Sou infantil.
Sou anti-séptico. Sou...

Sou a pessoa que gostaria de ouvir uma palavra.
Sou o que briga pela simples palavra.
Sou o que sente falta em te ver.
Sou o que precisa te tocar.
Sou sensual, e também, não sensual.

Sou o vazio, sou, mais uma vez, a totalidade.
Sou uma perdição, um furacão, não é isso não.
É difícil de explicar o que quero ser.
Sou um doce que destrói seu organismo.
Sou Michel Jackson, o que não come criancinhas.

Sou polênica. Sou o enjoado. Sou o que você não gosta.
Sou escandaloso, frio, alegre, o que não se entende.
Sou os fios que ligam o êmbolo até outros vasos.
Agora tenho a compunção.

Sou este. Que tanto escreve, que ainda não se liberta,
Que está esperando ouvir o que deseja,
Que ouve aquela música e lembra daquilo,
Que olha nos seus olhos e vê outras, e outras estrelas.
Sou um enigma. Sou um paradoxo. Sou um epígono.
Sou o Nobre Epígono!
Pronto!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

[ meu refúgio literário há 4 dias ]


Insensatez - Fernanda Takai
Composição: Tom Jobim / Vinícius de Moraes

Ah, insensatez que você fez
Coração mais sem cuidado
Fez chorar de dor
O seu amor
Um amor tão delicado
Ah, por que você foi fraco assim
Assim tão desalmado
Ah, meu coração, quem nunca amou
Não merece ser amado
Vai meu coração ouve a razão
Usa só sinceridade
Quem semeia vento, diz a razão
Colhe sempre tempestade
Vai, meu coração, pede perdão
Perdão apaixonado
Vai, porque quem não pede perdão
Não é nunca perdoado
___________________________________
Limpa minha alma. Leva-me mais uma vez para Saturno. Dá de presente pra algum extraterrestre. Perfeita música. Na voz da Fernanda está mais-que-perfeita! Ouçam... Baixem!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

... Viajei em Saturno noite passada ...


Eu fui pra Saturno. Mas ainda vou voltar. Peguei um carro emprestado de um ser humano amigável, porém fingido. Que paradoxo! Estou nele passeando na Via Láctea que tem tanto pra me mostrar. Fui pra Saturno a fim de tentar ficar bem naqueles anéis que são constituídos por uma mistura de gelo, poeiras e material rochoso e bem coloridos. Fui, e pensei em não mais voltar. Saturno é composto de hidrogênio, um pouco de hélio e outros elementos. E daí?

Conheci um extraterrestre lá. Ou melhor, aqui. Ele é bem diferente dos terráqueos. Ele faz sonetos perfeitos na forma e na linguagem pra sua eterna órbita bucólica. Ele apresentou-me seus amigos, seus familiares, suas estrelas, suas guias, sua solidão, suas liberdades, seus sentimentos, seu noturno, seu otimismo, sua queixa, suas conquistas, seus anéis iguais aos de Saturno, suas luas, suas naves.

- São esses aí que estás a ver, Nobre Epígono! Vivo assim... Contente com a doce companhia dos que giram em torno do meu eu-lírico.
- Eles são assim mesmo? Vêem o que não vêem? Lêem o que não pode ler-se?
- Exatamente, Nobre. Hipérbole é o mais expressivo, como o nome já diz. Ele não guarda rancores, expressa o que pensa. Sente-se a criatura mais livre aqui em Saturno. Ele não tem medo de nada. Arrisca-se!
Caminhei nos anéis coloridos. Tocou-me a alma vendo aquelas criaturas dando pulos de alegria pela minha presença unidirecional. Algumas mais estranhas que as do começo da viagem, chupavam-se como os teiídeos. Vi na minha frente, declarações de extras que nem conheciam outros extras que não viviam ali.

“– Gosto de sentir minha língua roçar na sua profusão de líquido insípido da glândula salivar!”

Eles não tinham vergonha de dizer aquelas coisas. Eles são inteligentíssimos! Parece que eu tinha dormido quinhentos anos, acordado em um mundo totalmente diferente do meu, onde “novas pessoas” apareceram na minha frente e possuíam um raciocínio cinco vezes multiplicado pelo meu. Impressionante! Eles altercavam uns com os outros. As fêmeas não são como as terráqueas. Elas são mais sensuais... Hipnotizaram-me fácil, fácil. Uma chamava-se Ipenizopalariagulástica. Pediram-me, então, para remi-la. Algo não emaranhado. Para mim, uma volúpia sintonia de palavras.

Os meus nervos pairavam sobre os anéis. Saturno agora é o meu ponto de refúgio. Eu disse para um ser animado, que acreditava no poder que aquele planeta me passa. Deixa-me leve, imaginário, louco, atrevido, bonito, gostoso, cheiroso... Enfim, tudo de bom. Hehehe. Lá é calmo, infindo, luminoso. É paralaxe!

Volto-me para os meus lençóis quentes e fortes. Volto silenciosamente para onde há amores, ódios, e paixões e beijos e pagãos e perfumes e olhares... Ah, os olhares! Volto-me para onde aprendi a ser criança. Onde aprendi a imaginar as coisas. Fantasiar.
A viagem foi muito boa. Entre tantos beijos e abraços e carícias, restou-me os papéis, a caneta, os livros. Lembrar-te-ás de mim quando estiveres noutra galáxia. Experimenta!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Pra você .

Lembra da nossa primeira vez no cinema? Eu confesso que estava com vergonha de olhar nos seus olhos. Tinha guardado no bolso da minha calça gravações de músicas em um cd que fiz em especial pra você. Quando pus aquele presente nas tuas mãos, senti um alívio e vi o brilho nos seus olhos de tamanha alegria.

Eu senti várias vezes aquele seu cheiro doce. Seu jeito meigo, suas preocupações com o relacionamento. Tenho certeza como amadureci nos últimos meses estando ao seu lado. Isso só contribuiu para a nossa evolução. Nossas declarações infantis, porém as mais lindas de todas as declarações já feitas entre um casal.

Aqui, repouso deitado na minha cama. Relembrando dos tempos em que arriscávamos nossas vidas para poder trocar saliva. Para poder trocar carícias. Para poder conversar sobre as nossas loucuras. Sentir a inalação na minha pele. Olhar você dizer “como és belo!”.

Continuo a querer voltar nos tempos do arrepio na espinha. Continuo querendo receber suas poesias pela caixa de correio. Receber suas poesias, declarações de amor por e-mails... Você nunca mais fez isso pra mim. Ou fez? Não chegou nada aqui, meu amor.

Ouvi várias vezes a nossa música. Você deve saber qual é. Um amor assim não se esquece fácil, fácil. Nossa música que tantas vezes me senti a pessoa mais feliz do mundo em ouvi-la. E ainda a sinto como se fosse a primeira vez. Você estava numa alegria só quando recebeu aquele presente, não era? Vieram mais coisas. Livros, brinquedos, festas, comidas... Momentos únicos e lindos, meu amor.

É, faz parte do relacionamento. O acúmulo de brigas, chateações, xingamentos, medos, incertezas... Tudo caiu como uma bomba pra cima de nós. Há uma força maligna querendo nos ver longe. Eu desconfio disso. Mas quero lutar junto a você para combatermos isso. - Olha tudo que construímos juntos!
- Eu sei, eu sei. Mas nada dura pra sempre. Isso um dia vai ter que acabar.
- Mas eu quero ficar feito um velhinho tendo você comigo.
- Você sabe que não é bem assim...
- Mas vai ser com a gente! Vamos tentar ser feliz... Poxa!

Amizade. Um fruto importantíssimo entre a gente. Não vai embora cedo. Mas poxa! Por que tudo tem que ser assim? Lá vem outro ser humano me dizer que é porque está escrito. Mas não! Eu quero viver mais contigo. Eu quero cuidar mais de você. Eu quero que você cuide mais de mim. Eu nunca senti algo tão forte como senti e estou sentindo por ti. És a proteção nas horas tristes e alegres de minha vida. Que tal fugirmos pra outro lugar?
Por mais que seja uma frase boba, mas amo-te muito. Muito! Continuo a te querer a cada minuto...
[ foto de Jorge Casais ]

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Amor Retilíneo



Duas almas. Dois corpos. Duas criaturas que trabalham com pensamentos diferentes. Às vezes é um amor como as criptógamas. Em traços bem desenhados, jogando desejos e palavras na cara, é como eles fazem. Dão exemplo de uso carnal. Declararam tantas cartas um para o outro, que em meio a todo este arroubo, já não nos servem mais.

Brigaram inúmeras vezes. Ofereceram-se mais inúmeras vezes. Libertaram o gozo dos artistas austríacos em noites de luas repletas de ilusões.

- Nossos planos falharam...
- Tinha de ser assim. Está escrito.
- Quando não estava junto a ti, senti frios de perca de sentimentos. Não sabia o que você estava pensando. Não sabia o que de fato sentia por mim. Apenas maneava-me na cama macia.

Eles passaram por tantas coisas juntos. Contaram estrelas. Viram os fogos no céu estrelado. Beijaram-se em momentos felizes, abraçaram-se em momentos tristes.

A troca de olhares chamou-me a atenção no dia em que os conheci. Ele caracterizava-se pário. Ela roubava a cena, e o enchia de carícias e elogios bobos. Os dois sentiam a transformação de substâncias corporais em outras substâncias.

Antes de viverem no mesmo teto, a mulher de sorrisos fantásticos, guardava um retrato dele na gaveta de sua cômoda. Depois do casório, centenas de porta retratos dispersavam-se pela casa de dois andares.

Viajaram para outras cidades, praias, casas, amigos, palavras, músicas. Criaram uma diversidade de gostos. Leram poesias, obras literárias. Caminharam por mundos sem realidade. De mãos dadas, conheceram uma floresta onde moravam bruxas, fadas, anões, feiticeiros, Branca de Neve, Alice, Sofia, Verönika, Jan, Georg, criaturas animáveis. Ela cansou no caminho desse tudo. Beliscou o homem nos momentos de ciúmes, Mas o amor? Ah, o amor... Ele é rizomatoso. Tudo se tornou um idílio. O homenzarrão continuou a amar a mulher fantástica. Um dia tudo deve acabar...

Não tinham filhos. Não tinham mais desejos ardentes. Não transavam mais como antes. Não davam mais o beijo vampiresco. Não lambiam mais a pele com a mesma feracidade. Não olhavam mais com o mesmo toque de olhar um para o outro. O trecho amoroso tornou-se um sentimento com apenas uma única luz: a amizade.
Foto: Nobre Epígono

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

[ weekend to gather thoughts ... ]

Um novo dia para mostrar-lhe coisas do meu coração... Um novo dia para pensar melhor sobre como tem sido meus últimos meses, semanas, dias, horas e minutos. Tive uma semana passada assoberbadíssima! Muita coisa pra fazer no meu trabalho, um pouco de chateações na vida, lágrimas derramadas na quinta e sexta-feira. Enfim, eis que o meu fim de semana chegou para eu poder refletir sobre várias coisas.

O destino: restaurante e cachaçaria de painho, no caminho para a praia do santo. Desde o começo da programação da viagem de “dois dias”, eu sabia que não ia curtir muito. Tinha que ajudar também no restaurante... Ficar no caixa e/ou servindo aos clientes. Mas o pouco tempo que fiquei lá no sábado e domingo, consegui fazer algumas coisas das quais eu havia calculado em mente.

Na rodoviária peguei um ônibus às 09h45, e só cheguei mesmo lá na praia às 13h10! Indo de carro se gasta em torno de 1h. O ônibus parava a todo instante. Porém, para não me tirar do sério, meu aparelho de som confortava meus tímpanos. Ouvindo Björk, Dido, Pearl Jam acústico, o novo cd da Paula Toller, Adriana Calcanhoto público. ( melhor do que ficar absorvendo os forrós da vida que saiam no tal bus )

Abaixo, minha chegada na praia. Foto tirada do bus.

A foto em seguida foi tirada em 2006 por mim, ou foi pelo meu irmão. Hoje está um pouco diferente. Nesse fim de semana não consegui tirar mais fotos porque minhas pilhas reservas não estavam carregadas. ( mãe! Ce disse que elas estavam alimentadas! )

Bem, abaixo uma parte das relíquias do meu pai. Sempre ganhando dos amigos dele, e outras coisinhas ele acha por ai... Entre o punhal e a arma, é uma máquina fotográfica “Yashica” dos anos 50 - parecida com esta. Acima da arma, uma lanterna dos anos 50. Abaixo do punhal, um cadeado antigão.

No mesmo móvel onde ficam guardados os objetos da foto acima, estão estes ai. A colherzinha da ponta foi da bisavó da mulher do meu pai. A outra dos anos 50 foi presente de um cliente. Esse quadradinho “banhado a ouro” é um isqueiro a pavio. Embaixo dele tem um molde de uma rosa, lógico. No cantinho esquerdo embaixo é um ferro – super pesado que servia para passar queijo.
Abaixo o NOSSO CAIXA ELETRÔNICO SUPER MODERNO! Como você pode ver, no cantinho da foto lá embaixo, notas de eras remotas.
Eu não queria continuar tirando fotos da casa naquela hora. Queria ir mesmo caminhar sozinho naquela praia deserta e pensar na vida, pensar em textos que pretendo produzir mais adiante, pensar nos meus planos pro futuro, pensar nas transformações que vêem ocorrendo nos últimos tempos, pensar em personagens que poderão surgir na minha vida. Enfim... Viajar noutro mundo! Abaixo, fotos de um lugar mágico, distante de tudo e de todos.

Lá na frente tem uma pousada, um pouco mais tem o local onde num período de carnaval, eu, a irmã da minha madrasta, e um amigo nosso íamos morrendo afogados. ( quantas coisas já vive aqui! ) Essa foto fica por trás do restaurante do filho do carbono e do amoníaco, meu Nobre pai.

A próxima, marcas de transportes que vieram do sistema solar, controlados por extraterrestres chatos e feios. Láááá na frente ficam as falésias...
Nessa, eu estava no começo da minha aventura sozinho com anjos não-caidos do céu, pelas falésias. (estou de costas para as falésias)

Bem, eu achava que a maré estava secando... Mas na volta fui pego de surpresa. Aqui é totalmente deserto (às vezes).


À caminho do ápice!




Abaixo, uma cavernazinha onde moram morcegos metidos a fedorentos! (ui!)

Isso... Eu estava bem escondidinho. ( - nobre epígono pra dar trabalho! )
No ápice! Onde a paz reina... Onde os pensamentos fluem sem fingimento... Onde declarações podem ser feitas sem um pingo de vergonha.

O belo do sol já estava quase indo embora... E os anjos não-caidos do céu também...

... Mas eu continuei à deliciar-me com a paisagem.

Abaixo, foi no meu retorno ao mundo das cachaças... Realmente a maré estava enchendo.


Totalmente deserta...


Dei uma paradinha pra tomar um banho... Afinal, eu devo merecer. =]


Abaixo, já a noite, dentro da cachaçaria...

Também a noite, eu, meu pai e a mulher dele, resolvemos brindar um vinhozinho do Porto. Foi presente de um português. Estava guardado há tempos no baú de vinhos que tem no restaurante. Notem os charutos, todos tragados pelo papai, além do mais nos deliciando com umas raridades em vinil da música popular brasileira. Não é pra qualquer um, hein!

Antes de eu começar a ler 1808 e depois ir dormir, resolvi fotografar esse ventilador dos tempos da minha bisavó que decora o quarto no restaurante. E mais abaixo, uma foto da tela da artista plástica Nadja Souza.


Todas as fotos foram apenas no sábado. Lógico que cansou colocá-las aqui. Sei exatamente como cansou pra você ter que olhar foto por foto. E dai? Apresento-lhe meu mundo e olhe se quiser, stranger.

Breve, virei até este mundo de imaginação... Trazendo mais algumas riquezas dos meus limpos, trágicos, melancólicos, sagazes e ferinos pensamentos.

Por hoje é só. Tenha uma ótima semana.

=]

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

* alguma coisa de não sei onde

Palavras cortadas com a saliva da nossa boca.
Apertadas sobre o corpo teu...
Papéis jogados em cima da mesa
Como negócios complexos envolvendo carícias
Entre humanos parnasianos

Feto! Nascimento! Paixão!
Gozação por entre feras...

Ohh!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

[ funda-se em arte ]

Depois de ter ido dormir ao som de "Just a Car Crash Away" do odiado Marilyn Manson ontem a noite, acordei muito bem nesta segunda-feira. Incrível! Tenho uma ligeira impressão que outras coisas que sucederam no fim de semana, deixou-me um tanto quanto o menino mais feliz de Parachutesópolis. Há quem saiba do que estou falando... Alguém que me completa.


Meu dia estava indo bem, até que recebi a visita do meu pai e sua esposa no meu trabalho hoje a tarde. Surgiu um prazer inesperado do meu pai. Ganhei um livro! Crônicas do Beco da Lama do jornalista e artista plástico Leonardo Sodré, veio tornar meus pensamentos recheados de fantasias com toques de realidade mais afortunados. De cara já gostei por ser livro de jornalista. Sei lá, essa profissão encanta-me. Muitos sabem disso.

Não vou começar a ler agora, porque ainda estou em anos passados. Descubrindo regalias e travessuras de uma família louca que veio pro Brasil em 1807. 1808 jornalista Laurentino Gomes, é contado de forma simples e autêntica o começo de toda nossa história.

Em breve, farei um post "quase" especial sobre essa fantástica obra. Ah! Sobre Crônicas do Beco da Lama, também!

=)

domingo, 13 de janeiro de 2008

música pra dormir em pleno domingo



Charmoso, inteligente e simpático. Hahahaha. Eu adoro! Há quem discorde e jogue-me na fogueira junto com ele. Vamos então, né?
Just a Car Crash Away - Marilyn Manson

Love is a fire. Burns down all that it sees.
Burns down everything. Everything you thinkBurns down...
everything you say. She blew me her death-kiss
And the mouth-marks bled down my eye,
Like her dying on my windshield.
I can already feel her worms
Eating my spine. So how can it be this lonely?
Is that all we getfor our lives?
Is love only sweeter whenone of us dies?
Then I knew that our love was just a car crash away.
I knew that our love was just a car crash away.
I knew that our love was just a car crash away.
I knew that our love was just a car crash away.
Love is a fire.
Burns down all that it sees. Burns down everything.
Everything you thinkBurns down... everything you say.
Love is a fire.
Burns down all that it sees.
Burns down everything. Everything you think
Burns down... everything you say.
I knew that our love was just a car crash away.
Knew that our love was just a car crash away.
Just a car crash away. I knew that our love was just a car crash away.
I knew that our love was just a car crash away.
Love is a fire.
Burns down all that it sees. Burns down everything.
Everything you thinkBurns down... everything you say.
Love is a fire. Burns down all that it sees.
Burns down everything.
Everything you think
Burns down... everything you say.
fuck you too

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

' de cor em cor '

Fina cor de tom anil,
Formando minhas sombras em desejos mil
Catando saliva sua em
Palavras doces.

Cor azul e tão só azul...

Que brilhava por tantos dias assim.
Deixava pra lá,
Segurando-me de cá em par em par.

"Nômadeou" pela aristocracia, verme?
Envelheceu com os sujos...
Tranzou com mulheres sevandijas.

Tudo passou por sujos lençóis,
destruidor de corações apaixonados.
Lançou-se como cor de raiva.
Vermelho vestido de preto...
Foi assim como lhe vi no último dia.
_____________________________

- ah, Luíz... Você ainda deseja isso?
- Não percebes que te quero de verdade?
- Gostas de me fazer de trouxa, querido.
- Júlia! Júlia! Não é isso! Dá uma chance pra nós dois, amor...
- Continuaremos na amizade, Luíz. Você lá e eu aqui.

[ acaba de acabar ]

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

' de fina flor

É florescendo como uma florzinha...
Cresceu e ficou linda.
Nós pensávamos em tantas coisas juntos...
Juntos já podemos não mais estar.

Luando e enaltecendo meus complexos..
Minhas queixas de mulher zangada.
Rouba-me àquele bêijo caliente..
E desgruda-se de mim por
Insegurança, falta de amor.

Leva um lenço,
Limpa meu rosto que também
Irá ficar sujo de mau gosto.

- Deve ter sido assim como te servi nos últimos tempos. Minhas amigas do colégio não estão acreditando no que aconteceu.
- Deve ser porque elas só vivem de bôca em bôca, Júlia.
- De boca em bôca até você já ficou, Luíz.

[ tenho ódio de você, Luíz. Mas mesmo assim continuarás nos meus escritos ]

. . . isso continua . . .

domingo, 6 de janeiro de 2008

Dizem que 2008 chegou...

... que lekal! Não sei porque vim até aqui postar algo que na verdade não tô querendo expor. É, tão dizendo por ai que 2008 chegou e pra valer! Confesso que eu mesmo disse isso no dia 01 de janeiro. Até às 13h do dia 04 eu pensava o mesmo. Porém, mudou. E por uns dias vou ficar assim.

Agradeço a todos os extraterrestres, seres inteligentes e animais selvagens que me ajudaram nessas 48(?) horas. Uhum. Eu sou mais um entre uns 30 e poucos mil canditados que não conseguiu entrar na universidade.

Um curso tão sonhado desde a 5ª série, mais um ano não foi realizado. Existia força, pensamentos positivos até a última gota, esforço total.

Será que adianta eu contar aqui todo o meu esforço no ano que se foi? Certo que é passado, e o passado fica pra lá de Mauá. Sim. Adianta eu contar, porque aqui é o meu lugar. [ enquanto o sono não chegar, eu conto tudo direitinho. Coragem para a leitura, meu caro extraterrestre! ]

Março de 2007 - foi o mês que começou a corrida quase inacabada para o vestibular. Cursinho, pessoas novas, amigos novos, professores no pé e comecinho de pensamentos negativos. Re-encontrei uma amiga que foi a minha "musa de força". Amiga fantástica, que quando eu tive de abandonar o turno da tarde pro da noite, entendeu perfeitamente meu lado. Amiga que deu-me forças em meados de agosto/setembro pra eu não desistir. Enfim, uma guerreira. Ela passou em 5º lugar pro curso de Psicologia. Foi o segundo ano que tentou. Estudava manhã, tarde, fazia isolado, e ainda faculdade de Ciências da Religião na estadual a noite! Parabéns, amore!

Junho de 2007 - no dia primeiro o meu contrato de "menor aprendiz", primeiro emprego, acabou. Dois anos trabalhando no horário da manhã como Auxiliar Administrativo. Aconteceu que, o gerente do DP conversou comigo perguntando-me se eu aceitava ser contratado. Isso, pra trabalhar os dois horários. [ e o cursinho? e o vestibular? ] Ele conversou com um dos diretores, tudo no acordo. Eu aceitei. Era o jeito. Ou eu trabalhava e estudava, teria minha grana, ajudaria minha mãe e me ajudaria, ou ficaria só no cursinho, e minha mãe não daria conta só. Painho é que às vezes ajuda... Mas...

Então mudei o horário. Manhã e tarde no trabalho, saindo às 17h40 indo direto pro cursinho. Entre 18h15 e 18h30 encontrava meus amigos da tarde. 18h30 às 19h ficava lendo "o livro do momento". Por vezes chorei com os livros, por vezes chorei com outras coisas que eu conciliei, por vezes pensei em desistir. Saia tarde da noite. Esquisito, perigoso. Enfrentei chuvas "tipo fim de mundo", algumas vezes não conseguia assistir todas as aulas, ou faltava algum dia. Então aquela minha amiga me consolou e muito. Minha mãe então... O marido dela que começou a ir me buscar de moto... Meus amigos de verdade? Lógico! Nessas horas eu sei quem tá comigo...

Aulões, aulas extras, tenho certo que tudo foi válido. Não me arrependo das coisas que fiz ou deixei de fazer.

Novembro - cheeeeeeeeeguem logo provinhas! Elas vieram como fadas nas minhas mãos. Teve o VestNatal... Muita vibração. Ah, e os pensamentos positivos até o dia do resultado estavam a mil!

Dezembro - primeira fase: passei, povo!

04 de janeiro de 2008: buáááá... Merda!.... &¨%!*&%¨&!%!&¨%!&¨%!.... Por quê?!
Eu não consegui entrar no curso de Jornalismo. E 2008 tá ai e não vou deixar passar assim sem fortes emoções. Vou à luta. Quero vencer isso. Vou conseguir. Porque já agora no começo, com essa derrota do ano anterior, eu acredito no meu potencial. Não foi o momento para passar. Dias melhores virão. Anos melhores virão. Vestibular não é tudo. Só faz parte de uma "formação acadêmica". Situações piores que esta, outras pessoas vivem.

Ah, era isso.

*parabéns pro meu pai que apagou velinhas no dia 05. [ obrigado pelas palavras, painho ] Eu sei que você nem sabe mecher em internet, e nem vai ler isso tudo que escrevi e esse parabéns, mas desde já seu filho te deseja tudo de bom.

Tchau, anjo da guarda.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Meu Amor se Mudou pra Lua - Paula Toller


Cai a tarde sobre os ombros
Da montanha onde me largo
O dia não foi!A noite o que será?
Meus cabelos pela grama
E eu sem nem querer saber
Por onde começoE onde vou parar?
...Na imensidão da manhã
Meu amor se mudou pra lua
Eu quis te ter como sou
Mas nem por isso ser sua...(2x)
Vou adiante como posso
Liberdade é do que gosto
O dia nasceu
Azul à sua forma
Já não quero mais ser posse
Fosse simples como fosse
Um dia partir
Sem ganchos nem correntes...
Façamos um brinde
Façamos um brinde
À noite que já vai chegar
Façamos um brinde
Façamos um brinde
Ao vento que veio dançar...
Na imensidão da manhã
Meu amor se mudou pra lua
Eu quis te ter como sou
Mas nem por isso ser sua...(4x)

Na imensidão da manhã...
_____________________________________
Muito boa. [ em todos os sentidos. Hahaha. ]
Eu teeeeeeeeeeenho o novo cd!

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

c a s o s d e t o d o s o s t e m p o s


"Pinta os lábios para escrever A sua boca em minha...
Pra eu te dar a mão nessa hora"


Guarda teu mel para a nossa nova trilha rolar.
Toma-me como eu te tomei naquele tempo.
Ah, não vai embora assim tão fácil.
Fica comigo mais essa noite,
Abraçando-me com mais carinho.

Tudo não pode estar acabado assim.
Pega o telefone. Liga pra mim.
Eu te espero. Espero o tempo que for preciso.
Agarra sua rainha. Enche o ego dela...
Deseje-a... Goza da vida louca, vida...

Não tenta traduzir os nossos olhares.
Beija! Lambe cada tecido cruzado do pescoço dela...
Sente o cheiro do prazer...
Devora esse amor tão forte e quente.
Vai para a rua. Grita por mais um!

- deve ser assim...
- podia ser diferente.

Larga as possibilidades. Deixa pra lá.
Viver desse jeito?
Não faz nada... Espera.
Corre pros livros daquela biblioteca..

Carinho, amor, paixão, felicidade, espectativa, coração acelerado, vontade, medo, tristeza, tudo, nada.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

some songs let me eletric

É. Ela me deixa bem elétrico. Dona Madonna Louise Ciccone Ritchie é uma mulher de muito valor, hein! Seu jeito agressivo e carismático ao mesmo tempo ( golpe de marketing? nem acho, hein.. ), e suas polêmicas super "trabalhadas" fazem com que eu e um monte de gente goste de seu estilo. E tô doidinho pra comprar o livro dela infantil (estilo menina, mas e dai?). O livro se chama As Rosas Inglesas.

Abaixo, duas músicas que não estão saindo da minha cabeça nos últimos meses:



Mother & Father

There was a time I was happy in my life
There was time I believed I'd live forever
There was a time that I prayed to Jesus Christ
There was a time I had a
mother
It was nice

Nobody else would ever take the
place of you
Nobody else could do the things
that you could do
No one else I guess could hurt me like you did
I didn't understand
I was just a kid

Oh mother why aren't you here with me
No one else saw the things that you could see
I'm trying hard to dry my tears
Yes father you know I'm not so
free

I got to give it up
Find someone to love me
I got to let it go
Find someone that I can
care for

I got to give it up
Find someone to love me
I got to let it go
Find someone that I can
care for

There was a time I was happy in my life
There was time I believed I'd live forever
There was a time that I prayed to Jesus Christ
There was a time I had a mother
It was nice

Oh mother why aren't you here with me
No one else saw the things that you could see
I'm trying hard to dry my tears
Yes father you know I'm not so
free

I got to give it up
Find someone to love me
I got to let it go
Find someone that I can
care for

I got to give it up
Find someone to love me
I got to let it go
Find someone that I
can care for

My mother died when I was
five
And all I did was sit and cry
I cried and cried and cried all day
Until the neighbours went away

They couldn't take my loneliness
I couldn't take their phoniness
My father had to go to work
I used to think he was a jerk

I didn't know his heart
was broken
And not another word was spoken
He became a shadow of
The father I was dreaming of

I made a vow that I would never need another person ever
Turned my heart into a cage a victim of a kind of rage

I gotta give it up

I've got to give it up
Find someone to love me
I've got to let it go
Find someone that
I can care for

I got to give it up
Find someone to love me

I got to let it go
Find someone that I can
care for
Find someone that I can
care for
Find someone that I can
care for

I got to give it up
I got to let it go
I got to give it up

Oh mother
Oh father
I give it up

[ em vermelho, os versos que mais adoro. Por que? Porque eu nunca consigo acompanhar. Hahaha. She's sing very fast! ]

Impressive Instant

Universe is full of stars
Nothing out there looks the same
You're the one that I've been waiting for
I don't even know your name

I'm in a trance
I'm in a trance

Cosmic systems intertwine
Astral bodies drip like wine
All of nature ebbs and flows
Comets shoot across the sky
Can't explain the reasons why
This is how creation goes

I don't want nobody else
All the others look the same
Galaxies are sliding into view
I don't even know your name

I'm in a trance
And the world is spinning
Spinning baby out of control
I'm in a trance
I let the music take me
Take me where my heart wants to go

Kiss me
Kiss me
Kiss me

I like to singy singy singy
Like a bird on a wingy wingy wingy
I like to rhumba rhumba rhumba
Dance to a samba samba samba

Trance
I'm in a trance
Universe is full of stars
Nothing out there looks the same
You're the one that I've been waiting for
I don't even know your name

domingo, 9 de dezembro de 2007

Amanhã isso tudo estará esquecido?

Mais uma vez eu estou em frente ao meu computador sem saber o que devo ou não escrever aqui no blog. Acabei de largar aqui do lado O Pássaro Raro. Estou querendo falar algo dele... Mas ao mesmo tempo não quero.

Parei de ler O Pássaro Raro por conta do vestibular. Depois que passou toda aquela "adrenalina", terminei o livro. Este, conta de forma poética, quase no estilo de O Mundo de Sofia, a existência dos seres humanos. O início de tudo, o fim de vidas rodeadas de amor, ódio, tristeza... É o mundo que surgiu do nada. Que muitas pessoas ficam entediadas.
Agora eu já nem sei mais o que dizer. Só sei o que senti tempos atrás... E o que senti volta de vez em quando para tentar me confortar. Não, não, não! Parece que nem conforta tanto assim. Poderia estar perto. E talvez se estivesse perto, nem fosse do mesmo jeito como se tivesse longe.
Estou tentando caminhar lentamente pra não cometer muitos erros. Estou tentando exercitar cada dia minha paciência. Amanhã, bem longe disso tudo aqui, já vai tá terminado. Já vai tá tudo esquecido. A não ser que os livros de história contem a minha longa longa vida.
Passei dias a ponto de perder a cabeça com imagens de um possível e frustrado romance. Possível romance? Como assim? Você cria, monta, imagina um romance dentro de uma história. Ora você quer ser do mesmo jeito que a personagem, ora você quer ser A personagem. Quer estar mesmo no lugar dela ali naquele conto tão apaixonante...
Talvez não role algo de bom depois de tantas palavras pensadas e postas num prato em cima da mesa. Talvez todos até lá já tenham entendido o que eu quis dizer aqui, hoje, neste domingo que parece com tantos outros: monótono.


* i wish not to come back.
"This has got to die
This has got to stop
This has got to lie down
Someone else on top..."

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Volcanoes

É meio incompreensível você tentar ousar entender algo do que escrevo neste blog, neste campo de refúgio de palavras tão esquisitas.


Dias que se passam rapidamente como cometas cintilantes... Dias que nos dão exemplos fantásticos de vida. Um relógio marcando o fim de mais uma hora, de mais um minuto, de mais um segundo. É tudo tão cíclico. É um estado de sentimentos tão cíclico.


Um mundo estranho tem rodeado meu corpo em 19 anos de existência. Para ser mais exato, tem rodeado meu corpo desde os meus 11 anos de idade. Tanta coisa aprendi. Tanta coisa senti por várias pessoas. Tanto que escrevi em meus papéis A4.


Sei lá! O cansaço surgiu assim no meio do nada. Ou no meio da semana passada pra cá. Enjoado da mesmice. Enjoado do meu lugar natal. O querer importunando meu juízo. Os sonhos sonhados tão frequentemente... A realização desses sonhos querendo ser logo concretizada.


Vontade de explodir! De jogar, derramar lágrimas de fogo na tua paz... Gritar pro mundo e dizer bem alto: PÁRA! NÃO DÁ MAIS! Aclamar por mais um pouco de atenção das pessoas. Implorar por algo melhor... Por criaturas melhores. Enfim, ser feliz.
Não sei não, hein! Que esquisito...


Don't drag my love around volcanoes melt me down

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

[ ... /// °°° ]


Uma alma penada fala:
- Oi, Epígono. Poste alguma coisa no seu mundo, menino feio!


Epígono fala quase morto:
- Estou sem um pingo de paciência de colocar algo aqui, alma. Mas resolvir mostrar para quem quiser ver, o novo dvd do Pearl Jam que ganhei de uma pessoa especial. Eis o Immagine in Cornice.

Alma:
- Que lindo!


Epígono:
- Perfeito. Agora tchau. Passe bem esse fim de ano.

Alma:
- Domingo tem bolo, né?


Epígono:
- É? Dizem...

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Acabou-se O Que Era Doce...


É. Por um tempo está acabado. Não sei quanto tempo vou conseguir ficar sem deliciar-me com tudo isso aqui.

Novas histórias virão. Sejam elas boas ou ruins.
Tchau-tchau, anjo da guarda.

=)

sábado, 17 de novembro de 2007

Levando o Epígono por ai...


White Flag - Dido

I know you think that I shouldn't still love you,
I'll tell you that.
But if I didn't say it, well I'd still have felt it
where's the sense in that?

I promise I'm not trying to make your life harder
Or return to where we were

But I will go down with this ship
And I won't put my hands up and surrender
There will be no white flag above my door
I'm in love and always will be

I know I left too much mess and
destruction to come back again
And I caused nothing but trouble
I understand if you can't talk to me again
And if you live by the rules of "it's over"
then I'm sure that makes sense

But I will go down with this ship
And I won't put my hands up and surrender
There will be no white flag above my door
I'm in love and always will be

And when we meet
Which I'm sure we will
All that was then
Will be there still
I'll let it pass
And hold my tongue
And you will think
That I've moved on....

I will go down with this ship
And I won't put my hands up and surrender
There will be no white flag above my door
I'm in love and always will be

I will go down with this ship
And I won't put my hands up and surrender
There will be no white flag above my door
I'm in love and always will be

I will go down with this ship
And I won't put my hands up and surrender
There will be no white flag above my door
I'm in love and always will be

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

[ ... vontade de dizer algo? ]

Vidinha pacata numa cidade quase que estranha no sudeste do Brasil.
Clarice havia posto algo em cima do caderno do menino novato na escola e pensou:
"será que ele vai dizer que sou louca? estranha? Enfim, vou arriscar!"
Minutos depois, quando todos retornaram do intervalo, Pedro observou já da porta que tinha algo de estranho em cima do seu caderno.
"hum?"
Com seus passos apressadinhos, chegou até o "mistério" e abriu o que tinha dentro do envelope.




"Você é o menino tão falado!
Não! Não é como esse bonequinho que desenhei. É bem diferente...


Oi, Pedro! Você gosta de poesias?


Ahahaha... eu estou tremendo. Quer dizer, estou escrevendo rápido, porque quero que leia isso antes de ir pra casa.


Eu fui embora por hoje, mas voltarei amanhã! Assim, se permitir, podemos conversar?

Com carinho, Clarice.

'quando a gente fica em frente ao mar, a gente se sente melhor'"



Pedro ficou boquiaberto com aquele bilhetinho tão, tão simples e lindo e resolveu responder, mesmo sabendo que só poderia pôr em cima da mesa da Clarice no dia seguinte.




"Oi, Clarice...
Você parece ser legal, então!
Adorei receber esse recadinho.
Pena que você foi embora...
=\

Até amanhã, menina-poesia.

Eu gosto dessa frase que você escreveu. Acho muito linda."



O tempo ainda vai mudar essa nova amizade da Clarice com o Pedro. Eles vão se dar bem mais na frente. Um possível romance? Quem sabe...

Às vezes eu fico aqui de frente pro computador, sabe? E não me vem nada à cabeça pra escrever aqui nesse meu mundinho um tanto "chato-controverso". Resolvo então criar histórias bestas, vindas direto de uma cabeça besta... O tédio hoje foi total aqui, hein! Eu quis que fosse assim. Não tava com o mínimo de vontade de sair, de fazer algo de "futuro".

U-hum. Confesso que fui varrer a casa, lavar duas pias de louça, quando minha mãe saiu. Liguei o som no último volume e "entrei" no transe! E só me vem isso: i'm in a trance! i'm in a trance!

Você deve saber quando a gente tá afim de sair por ai e dá um tempo em algumas coisas que anda fazendo, que andam tomando conta do teu corpo e te deixando de saco cheio. Talvez, quem sabe, acabar com algumas histórias verídicas, ou ao menos dar TEMPO ao TEMPO. Mas eu caio na real e vejo que esse dar TEMPO ao TEMPO, é pura sacanagem!

Está vendo? Eu não sei porque ainda estou aqui de frente pro PC escrevendo tamanhas bobagens. Ah, já são quase 22h, e eu podia tá aqui ao lado, na minha caminha estilosa, lendo uma revista da qual desenterrei do meu armário de coisas "importantes". Uma matéria bem histórica do "safado", "galinha" e "imperador" D. Pedro I. Eu já tava na parte da Independência do Brasil, mas dei um pause.

Quer saber? Eu vou acabar com isso agora. Salvar tudo aqui, postar, ver como ficou, clicar em sair, olhar se tem alguém de interessante no MSN (pelo visto nem tem), sair do Orkut também (quantos vícios cibernéticos!), desconectar tudo, desligar o PC e ir pra minha caminha.

Boa noite. Tenha bons sonhos.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

No Íntimo Feito

Seu jeito, seu peito, sua coxa
Cada um no meu,
Cada nu no seu... e até anel batendo
Soando como dois sinos.

Seu cheiro no meu, seu algodão no teu,
Os meus permanecem aos céus...
Perfume delicado e inocente,
Marcado sobre os meus textos.

Está desenhado e resplandecido na palma.
Erradicando as asas dos pássaros...
Suficientemente agarrados como um casal
De pura e divina cor.

Seu nariz, sua orelha, sua boca,
Seus desejos, seus eixos, seus queixos
Tudo em um .
Calados, molhados, abraçados, pintados.

Seu lido, meu lido, nosso escrito
Arrastados e odiados. Juntos na beira
De uma quase manifestação.
Seu coração, suas veias, suas teias.

Meu íntimo, meu hino, meu filho,
Em ódio, em amor, em dor
Passar assim por alto, de sobre-s-salto
Por entre o asfalto.

Sua vida, sua ida, seu sol.
Sua coxa, seu pé, joelho, seu corpo completo.
Sua mainha, minha inha, sua tinha.
Tua língua, tua saliva, teu mel.

E no véu, na saia, na cáia.
Vibrando forças ocultas em um material vivo.
E você deita e me enrola.
Suas costas, seus olhos, seus cílios, seus sóis...


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Inspirado no recente cd do Caetano Veloso: Cê

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Carta à ilusão

Vivência, 07 de novembro de 1988

Oi, ilusão. Meu nome é Guilhermina, e quero, talvez, fantasiar teu mundo junto ao meu. Alguma coisa pode dar errado nesta carta. Há uma possibilidade de eu parar de escrever numa interrogação. Até agora eu ainda não sei como irei “costurar” esse caminho contraditório no qual me perdi. Sonho a cada instante algo que já não está mais ao meu alcance. Tento me libertar por meio de um suicídio de textos que atravessam a ponta do lápis com o meu papel cor de pele.

Que nada. Eu quis tentar ser a mais carinhosa em todos esses anos. Quis tentar esquecer momentos que vivi embaixo de luzes coloridas. Mas não. Não foi nada disso que me aconteceu. Conheci um homem incrivelmente estúpido, depois do Rubens. Achava que ele tinha surgido na minha vida para dar-me tudo o que eu mais queria se o Rubens estivesse comigo. Sinto pena dessa minha aflição. Sinto nojo dos dias que fiquei com ele...

Foi o fim de um amor “fantasiado” – algumas fantasias são lindas, outras já me dão vontade de vomitar – e o começo de uma nova vida ao lado da Raquel. Hoje estou com exatos 39 anos e a Raquel com 12. Ela sabe o que aconteceu com seu pai. E aprende todos os dias comigo o que eu aprendi em pouco tempo com o Rubens sobre o que é amar.

Está bem. Confesso que você entrou na vida da minha filha semana passada e abalou a coitadinha de forma bruta! Eu sei bem dos seus truques, hein! Ilusão ligada ao amor, que liga à juventude, que às vezes não dá em nada e depois te enche de surpresa.

A Raquel foi vaiada na escola por ter feito uma declaração pro paquera dela. Ele, o menino, é o tipo daqueles rockeiros adolescentes revoltados. E nem se quer deu a mínima para a minha filha.

Agora há muita confusão, muitas questões, muitas opiniões vindo ao mesmo tempo na cabeça da Raquel. Ela está há três dias trancada no quarto, e daqui de baixo ouço o choro repetido da minha princesa. Preciso de ajuda para poder ajudá-la, entende?

Até quando?

Com preocupação,
Guilhermina – a quase quarentona

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Cuidado na recordação

Comodidade em respeito.
Cansaço se desfigurando em dois corpos.
Loucura nos desejos.
E eu não levaria uma eternidade para estar contigo
Isso é fato.
Ficaria apenas aqui, no presente.
Faria o mínimo de perguntas a você. Talvez, fecharia as portas bem antes de você ousar entrar.
Rasgaria uma foto que um dia estava na cabeceira da minha cama.
Não, não, não.
Juntaria todos os pedacinhos,
Poria durex em cada parte,
E voltaria a admirá-la quando eu fosse dormir.

Desejos? Nada. Nem um pouco a mais? Uma palavrinha enorme quem sabe: ilusão.

Sabe?

“Versos” mostrados como umas tantas rosáceas intimamente ligadas por fios de ilusão. Perfume que emana nos meus orifícios externos do nariz, suscitando momentos passados entre luzes coloridas, e ao mesmo tempo, em preto e branco. São só palavras vindas de uma caixa craniana bastante complicada.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

She's a Carioca


Ela é carioca, she's a carioca
Just see the way she walks
Nobody else can be what she is to me
I look and what do I see
When I look deep in her eyes
Ican see the sea
A forgoten road
The caressing skies
And not only that, I'm in love with her
The most exciting way
It's written on my lips
Where her kisses stay
She smiles and all of a sudden
The world is smiling for me
And you know what else
She's a carioca
Ela é carioca
Ela é carioca, ela é carioca
Basta o jeitinho dela andar
Nem ninguem tem carinho assim para dar
Eu vejo na luz dos seus olhos
As noites do rio ao luarVejo a mesma luz
Vejo o mesmo ceu
Vejo o mesmo mar
And not only that, I'm in love with her
The most exciting way
It's written on my lips
Where her kisses stay
She smiles and all of a sudden
The world is smiling for me
And you know what else
She's a carioca Ela é carioca
_______________________________________
Foto by Bruno Gama, um amigo meu do mundo das pteridófitas. Em breve teu presentinho vai chegar ai na cidade maravilhosa, hein!

Eu não sabia o que escrever
Mas quando me veio a letra da música
Bateu junto com o que eu tava sentindo
E esses versos... Que ainda nem são meus
Fazem parte da dança da minha vida
[ versos de versos ]