domingo, 29 de julho de 2007

The Magic Numbers - I See You, You See Me



I never wanted to love you, but that's ok
I always knew that you'd leave me anyway
But darling when I see you, I see me
I asked the boys if they'd let me go out and play
They always said that you'd hurt me anyway
But darling when I see you, I see me

Its alright I never thought I'd fall in love again
Its alright I look to you as my only friend
Its alright I never thought that I could feel this something
Rising, rising in my veins
Looks like it's happened again
I never thought that you wanted for me to stay
So I left you with the girls that came your way
But darling when I see you, I see me
I often thought that you'd be better off left alone
Why throw a circle round a man with broken bones
But darling when I see you, I see me

Its alright I never thought I'd fall in love again
Its alright I look to you as my only friend
Its alright I never thought that I could feel this something
Rising, rising in my veins
Looks like it's happened again

You always looked like you had something else on your mind
But when I try to tell you, you'd tell me never mind
But darling when I see you, you see me
I wanna tell you that I'll never love anyone else
You wanna tell me that you're better off by yourself
But darling when I see you, you see me

This is not what I'm like [x4]
This is not what I doThis is not what
I'm likeI think I'm falling for you
I never thought - This is not what I'm like
I never thought - This is not what I do
I never thought - This is not what I'm like
I never thought - I think I'm falling for you
I never thought
I never thought -That I could feel this something
Rising, rising in my veins

And it looks likeI feel this something
Rising, rising in my veins
Looks like it's happened again
____________________________
Vocês são tão perfeitinhos, seus fofos-gordos! Queria muito ter ido pro show em Sampa, dia 27/07. Mas não deu, tá? Hahahhaa..

Foto: by Berica (um ser humano que conheci só por causa do Magic! Hahaha.. E resolvi roubar na cara de pau a foto DELE! =P)

Abraços, folks!
=D

segunda-feira, 23 de julho de 2007

What do you think that it means?


Dogs - Damien Rice

She lives with an orange tree
The girl who does yoga
She picks the dead ones from the ground
When we come over
She gives
I get
Without giving anything to me
Like a morning sun
Like a morning
Like a morning sun
The good good morning sun
The girl that does yoga
When we come over
The girl that does yoga
And he lives in a little house
On the side of a little hill
Picks the litter from the ground
Litter little brother spills
He gives
I get
Without giving anything to me
And the dogs they run
And the dogs they
And the dogs they run
The good good morning sun
Side of a little hill
Litter little brother spills
Side of a little hill
Oh and she's always dressed in white
She's like an angel
And she burns my eyes
Oh and she turns
She pulls a smile
We drive her round
And she drives us wild
Oh and she moves like a little girlI become a child, man
She moves my world
And she gets splashed in dating turns away
And leaves me standing
She lives with an orange tree
The girl who does yoga
She's got a roof to keep her warm
When he comes over
And she gives
He gets
Without giving anything to see
And the day it ends
And the day it
And the day it ends
And there's no need for me
The girl who does yoga
When we come over
The girl who does yoga



Perfeito.

Tão perfeito...

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Feliz Dia do Amigo !


Eis que hoje é considerado o Dia do Amigo. Apenas mais uma "data comemorativa" para aqueles que amam seus amigos feito eu. Amigos DO PEITO! E não há nada que possa destruir isso que construímos...

Todos os dias em comunicação via mensagens instantâneas, alguns fins de semana juntos, sessões de filmes, de fotos, de conversas. Amor eu tenho demais pelos meus amigos. Fico triste quando não posso vê-los, quando não consigo falar nem por mensagens instantâneas! E não tenho vergonha de dizer: eu amo você! Porque é verdade.. Tudo que sinto por vocês é verdadeiro e lindo. Mesmo com aqueles que moram longe de mim, imagino o dia em que nos conhecermos. E espero que esse dia chegue logo!

Muito obrigado por vocês serem quem são comigo. Cada um tá no meu coração.

Obrigado Mamãe, Cabeção (Neto), Dan, Crazy Mary (Mariana Bolzan), Felipinho, Clarinha-galega-lindona, Leo Canário, Rê, Kobal & Mah (o casal perfeito), Caio McCready, Zé!, Déborazinha (amiga fantástica!),Nahh, Alini, Carolzinha, Juh e Kekah!

Faltaram fotos de mais umas pessoas. Mas não deu pra eu pegar, okay? Isso não quer dizer que não os amo.

=D

Adoro!

” Like we always did my same old, same old friend”





sábado, 14 de julho de 2007

Por um longo tempo...


The Blower's Daughter - Damien Rice

And so it is
Just like you said it would be
Life goes easy on me
Most of the time
And so it is
The shorter story
No love, no glory
No hero in her sky

I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes...

And so it is
Just like you said it should be
We'll both forget the breeze
Most of the time
And so it is
The colder water
The blower's daughter
The pupil in denial

I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes...

Did I say that I love you?
Did I say that I want to
Leave it all behind?

I can't take my mind off of you
I can't take my mind off of you
I can't take my mind off of you
I can't take my mind off of you
I can't take my mind off of you
I can't take my mind...
My mind...my mind...
'Til I find somebody new
_____________________
- os olhos ficaram desgastados
- as lágrimas caíram sem parar.
- o tempo dirá tudo. Sendo coisa ruim ou não. E não vou deixar de amar.
_____________________

quinta-feira, 12 de julho de 2007

16ª carta e declarações de um conto

Parachutesópolis, xx de Julho de 1987

Voltei para dizer-te que a paixão pela mulher de cabelos vermelhos, pelo garotinho, por você e pela sua amada acaba de entrar em erupção. Como tens estado nesses dois últimos dias? Eu sei que não deu problema nos correios. Simplesmente você não perdeu seus minutos para escrever algo para mim. Acredito no acreditar. Se por acaso - tudo bem que não exista isso - resolver me contar o que está acontecendo, mesmo sendo algo terrível, vou compreender. Afinal, estamos ligados profundamente, amiguinho imaginário. Acabo de delirar nos pensamentos... Vivo esperando dias melhores. Não canso de esperar por esses dias preenchidos de bolinhas coloridas, luzes pequeninas, presentes de um pai-falso, ainda que esse seja, ou represente algo positivo. Mas é apenas um símbolo pueril, diga-se de passagem.

Uma noite viajada para o mundo das fadas. Aquele mundo que havia falado numa outra e carinhosa carta. Hoje cedo, assim que chegava perto do meu trabalho, vi o menininho de longe. Ele brincava com outro carrinho. Isso mesmo! Era um carrinho de cor vermelha, e pneus pretos. O vermelho lembrava àquela mulher que há duas semanas atrás mexeu com meu coração. Eis que ela saiu de uma casa próxima, com uma cesta envolta do braço esquerdo, e pelo visto, tinha muita, mas muita coisa ali dentro! Imaginação, Nobre epígono. Imaginação. Tudo não passava de uma "mera coincidência" nos encontrarmos ali. Desde que eu comecei a trabalhar naquela empresa nunca tinha passado na rua "iluminada", amiguinho. E pensei olhando para a mulher avermelhada: "será que isso sempre existiu?". A verdade é que nunca existiu. Sabendo que a rua era fantasia da minha cabeça, logo a mulher e o garotinho também eram!

Resolvi voltar por onde passei. Flores, árvores, passarinhos estavam mais vivos naquela manhã. Naquela outra rua encontrei uma loja de antiguidades aberta. Entrei para comprar um relógio. Só que não o comprei. Vi um quadro belíssimo, tão belíssimo quanto o conto de fadas que eu estava vivendo! Porque aquele quadro era real. Puramente real. Passaram-se vinte minutos e eu olhando, babando, amando... Até que o vendedor, um senhor barbudo, gordo e simpático questionou-me: - Opa, filho. Belo quadro, não? - Meu sorriso respondeu a sua pergunta. Ele riu do meu jeito bobo... E em seguida falou: - Minha filha quem fez. Ela é minha dádiva! Já não tem mais tempo para estudar porque vive pintando suas telas. Não precisa se espantar, caro rapaz. Todos estes quadros são dela sim. Venha aqui, por favor... - Ele levou-me para uma sala bem climatizada onde havia milhaaaares de quadros, amiguinho imaginário! - Este que está debaixo do lençol branco foi feito há duas semanas. Na minha opinião, o melhor! - Ao tirar o pano, meus olhos começaram a arder, minhas lágrimas desceram sem parar por causa da visão. Realmente ele era perfeito, amiguinho! Tinha uma mulher de cabelos vermelhos, um garotinho brincando com um carrinho, e um homem tropeçando no garoto. Sim! Sim! Era o meu quadro, lam! Era o nosso quadro! A mulher na qual eu imaginava há pouco tempo que era imaginação, era real! O pai dela contou que ela demorou apenas dois dias fazendo aquilo. O menino? Ah, ele é o filhinho dela. Que loucura, não?

Preciso te falar o resto das coisas, tá? Agora meu tempo tá bem corrido e preciso ir. Eu pelo menos não deixarei de escrever pra ti. Espero o tempo que for preciso para receber sua resposta. Ah! Conta para a sua garotinha o que aconteceu comigo aqui em Parachutesópolis, onde o amor aterrissa e aqui fica! Hahaha, okay. Eu sei que não teve graça!

Um enorme abraço!

p.s.: dont weep... sweet. My sweet love... Sleep... And kiss your love... Always love... Sugar love... Need a sweat love!

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Dido [ encanto, você sabe onde ]


Here With Me


I didn't hear you leave,
I wonder how am I still here and
I don't want to move a thing, it might change
my memory, oh I am what I am, I'll do what I want,
but I can't hide.
and I won't go, I won't sleep, I can't breathe,
until you're resting here with me,
and I won't leave,and I can't hide, I cannot be, until
you're resting here with me
I don't want to call my friends, they might wake me
from this dream, and I can't leave this bed, risk
forgetting all that's been
Oh I am what I am, I'll do what I want, but I can't hide,
and I won't go, I won't sleep,and I can't breathe, until
you're resting here with me
and I won't leave, and I can't hide, I cannot be,
until you're resting here with me.


Humhum, adoro-te tanto... Dido, Dido..
Muito obrigado, Little darling. Muito obrigado mesmo, Carla!

=)



terça-feira, 10 de julho de 2007

Pequena libertação ? [ ! ]

Boa tarde.

Eis que a paixão já passou em minha vida. Sim, Renato Russo, foi muito boa mas deu tudo errado. Comunicação = palavra forte pra mim. Palavra que preciso trabalhá-la muito bem! Afinal, quero ser um jornalista, não? E não pretendo ser um jornalistazinho. Quero estar no departamento dos melhores! Sonhar alto é preciso. Apaixonar-se pela profissão nem tanto. Amar sua profissão é tudo! Paixão, algo que se passa? Humhum. Sou apaixonado pela Inglaterra também. Não, não. Eu AMO a Inglaterra! Um dia ei de estar lá naquele país recheado de castelos, guerreiros em seus cavalos, pessoas fechadas, frio e tudo o mais.

Amizade surge do nada, ou quem sabe do tudo. Sentimentos explodem de uma hora pra outra. O corpo saltita cada vez que vê aquela pessoa vindo em sua direção. Aquela pessoa que você pensa: "será que ela vai vir dali? Será que falo algo? Deixo passar? Será que ainda nos encontraremos noutro lugar e seremos bons amigos? Será?". Até quando eu sentirei tais emoções com pessoas que eu nunca troquei se quer um "oi"? Hahaha... São as coisas maravilhosas da vida! Vida!

Às vezes os dias não estão como a gente quer. Lógico que não estão sempre do mesmo jeito, Erick! Não teria graça. A magia está presente nos mínimos detalhes, eu sei. Mas nem sempre ela acontece, flui, do jeito que eu quero. Que NÓS queremos.

"there's a light when my babies in my arms..." Entendeu?

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Post de última ! =)

Não sei bem o que falar neste exato momento, senhores. Começar pelo meu fim de semana? Hum... Tudo bem. Sábado foi super bão. Fui pra aula de inglês ¬¬ [ ainda bem que acaba já dia 14! ] Aprendi lá umas coisinhas chatas... Depois fui comprar insenso pro encanto. Encanto do meu coração... Há! ¬¬ Comprei um DVDzinho, comi um churrasquinho com mamãe lá no centro da cidade.. Ah! Comprei um All Star preto... Huhum! É que o outro eu tava usando desde janeiro de 2004! Poxa, durou bem heim?! =)

Passei a tarde e noite em casa... Sozinho.. \0/ Ouvindo MUITA música da boa [pelo menos o meeeu gosto, tá?] Pensando nas pessoas que apareceram na minha vida nesses últimos tempos... Meses... It's so cool! No domingão fiquei em casa. Sim. Eu tinha que pintar duas camisas pra um amigo. Uma pra namorada escrito: The Magic Numbers (uma banda inglesa pra lá de boa! Por falar nisso, ainda tô devendo um post pra eu mesmo aqui nesse blog louco!). Acabei pintando a camisa dela só a noite. Lá em casa ontem tava feito um cabaré LI TE RAL MEN TE! Hahahahaha... Primos pequenos azucrinando meu juízo... Tias.. Vovó.. Primos do marido de mainha... E as filhas do marido de mãe. ¬¬

Tive que ficar direto no PC pelo menos. Ah! Enjoei um pouco e fui pra casa da Clarinha-galega-gostosa! xD (não estranhem!). É minha vizinha-amiga.

Enfim... Hoje estou aqui no trabalho.. E antes de dar uma saidinha ali.. Resolvi vim postar alguma "merda".

Abraços pra todos que vem ou não meu blog!

=)

sábado, 7 de julho de 2007




Sleep Don't Weep - Damien Rice


Sleep don't weep My sweet love

Your face it's all wet And your day was rough

So do what you must do To find yourself
Wear another shoe Paint my shelf
There's times that I was broke When you stood strong
I think I've found a place
Where I …Sleep don't weep My sweet love
Your face it's all wet
'Cause our days were rough
So do what you must do To fill that hole
Wear another shoe To comfort the soul
There's times that I was broke When you stood strong
I think I've found a place Where I feel I will…
Sleep don't weep My sweet love My face it's all wet
'Cause my day was rough So do what you must do
To find yourself Wear another shoe Paint my shelf
There's times that I was broke When you stood strong
I hope I find a place Where I feel I belong
Sleep don't weep My sweet love My face it's all wet
'Cause my day was rough.
Don't weep, my sweet love My face it's all wet
'Cause my days are rough


Muito obrigado!

=)

sexta-feira, 6 de julho de 2007

15ª carta? Com uma pitada de livro!


Parachutesópolis, 06 de Julho de 1987

Bom dia, amiguinho imaginário!

Terminei de ler nesta madrugada A Garota das Laranjas. Considero-me um número vencedor dessa grande loteria! O livro foi escrito pelo Norueguês Jostein Gaarder, mesmo autor de O Mundo de Sofia, como bons leitores devem saber. Jan Olav, um apaixonado pelo filho Georg e sua garota das laranjas principalmente, redige uma cartinha contando a história da sua magnífica paixão por aquela menina de artes plásticas. O filho só pode lê-la quando estiver na sua adolescência, porque quando criança, não entenderia sequer uma palavrinha do pai. Se não entendia o que o pai escrevia tanto no computador, pelo menos quando o sentia triste corria para fazer um carinho. Sim, o livro mexeu muito comigo também. Tenho certeza o quanto você sabe disso. As fadas não são algo muito “barbie”. Fadas existem sim... Como o próprio pai e filho sabem, vivemos num mundo que é um conto e “talvez” lindo conto de fadas. A magia chega até nós por via de livros, músicas, pensamentos, um árduo sentimento, que engloba uma série de coisas e nos aproxima de pessoas bem lekais! Tudo não parecer ter sentido. Com certeza tem sentido!

Na minha história essas fadas, anjos, bruxas, feiticeiros trazem pessoas simplesmente fantásticas. Não posso esquecer de uma grande amiga que conquistei esse ano. A inteligência é prodigiosa! E assim como os personagens de filmes dramáticos choram, eu também choro. Vergonha? De que? O livro da garotinha das laranjas marcou o nosso contato. Marcou o nosso gostar. Ligou várias coisas que eu não me arrependo de ter dito nestas cartas. Marcou a minha paixão-platônica-impossível com a mulher de cabelos vermelhos. Oh ignorantes! Não sabem o quanto estão perdendo em ler este livro. Amiguinho imaginário, as cartas são a prova de tudo. A surpresa será a prova de tudo. O amor nos denuncia.

P.s.: precisamos conversar muito ainda. Quero saber mais como está sua relação com a garotinha da escola. E outra coisa: apenas começamos uma linda amizade, que jamais esquecerei.

Um abraço!


quinta-feira, 5 de julho de 2007

[ ... ] 14ª carta?

Escrevi tanta coisa, mas acabei vindo postar isso aqui. Os dias já não estão sendo mais os mesmos. Um momento que eu tô tentando aproveitar... Palavras que têm um significado com toda certeza. O gostar, o amor, a paixão, o sonho... E quando tudo isso se junta, faz por onde trabalhar nos meus olhos a fim de vê-los derramar lágrimas.

Tomaria um ônibus, aprenderia a voar... Faria coisas absurdas para te ter do meu lado agora. Você, que está tão longe, é capaz de abrir um sorriso no meu rosto. Tu, que um dia foi você, é capaz de fechar meus olhos para as segundas intenções. Não sei, não sei, e vocês nem tentem saber o que está acontecendo de fato! I need to breath and to scream! Apenas uns escolhidos sabem.

Sleep, dont weep, my sweet love.


p.s: ainda posso ganhar? Mesmo com a distância existente? Mesmo que às vezes a luz das estrelas não chegue até nós? Huhum, a verdade é que é “às vezes”. Mas nossa história não estará pelo avesso sem final feliz. Teremos coisas bonitas pra contar. E até lá vamos viver. Apenas começamos.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

13ª carta .

Parachutesópolis, xx de Julho de 1987

Hoje mais uma vez estive pensando em você, amiguinho imaginário. A mulher de cabelos vermelhos sumiu. Ainda estou de boca aberta com esta notícia. Encontrei o garotinho que a acompanhava naquele dia, esta noite nos meus sonhos in e decifráveis. Quando acordei tinha uma mensagem no meu aparelho telefônico. Uma mensagem carismática, que em seguida fez eu tomar a seguinte decisão: decifrar a mensagem! Como assim? Entrei num vasto pensamento e emoções sobre a vida do mensageiro. O que vi? Palavras simples que tocaram meu coração. Porque sei que tudo aquilo é verdadeiro. Porque sei que existe um sentimento tão grande, puro e verdadeiro. E por mais que eu acabe me enganando, não deixei de viver o tempo presente. O tempo presente dos últimos dias das últimas semanas dos últimos tempos!

O choro calado de uma criatura com corpo de gente e jeito de [ animal ] me convence de que ainda não é o bastante para viver. Porque eu preciso conhecer mais, preciso tocar, preciso sorrir frente a frente. Preciso abrir os olhos pequenos que derramam lágrimas no calar da noite. Mas tenho certeza que gosta sim de mim. Tenho certeza que os três ainda existem. Dançando como um anjo no paraíso assim visto por meus pensamentos ambíguos, essa mulher há de aparecer, amiguinho imaginário.

Vou dormir hoje pensando ainda nas mensagens recebidas. Pensando como será bom esperar o tempo necessário para ficarmos juntos por longos dias. E mesmo que esses dias demorem a chegar, não esqueça: eu vos amei cada tempinho da minha vida.

Manda um beijo pra garotinha da escola. Dá um abraço em você mesmo. Isso, sinta-se abraçado por mim, meu grande amigo imaginário!

Dá para esperar um pouquinho?

Nobre epígono! =)

terça-feira, 3 de julho de 2007

11ª e 12ª carta .

Parachutesópolis, xx de Junho de 1987

Bom dia.

Um bom e novo dia começou. Mais uma vez fiquei sentado na calçada esperando a mulher de cabelos ruivos passar. Mais uma vez fiquei esperando você responder minha outra carta, e até mesmo aparecer de uma vez por todas na minha frente. Acho e tenho até certeza que para aparecer na minha frente será algo mais complicado, não é mesmo? Não viu o caso da mulher de cabelos vermelhos?

Estou escrevendo esta cartinha a fim de acabar com alguma coisa. Até que sei o que é, mas não tenho coragem de dizer. Ué, então por que tô falando essas besteirolas? Olha, amiguinho imaginário-enigmático, não quero que fiques triste comigo. Não posso exigir coisas de você, eu sei. Mas poxa, será que dá pra você entender como é difícil para mim? Eu não consigo mais dormir sem pensar na mulher de cabelos ruivos, sem pensar no meu amigo imaginário, sem pensar o menino que segurou meu braço outro dia e sorriu pra mim. Cara! Eu quero que tudo isso que to sentindo acabe. Não quero enlouquecer de amor... Não quero! Isso é tão ruim.

Então, vamos acabar aqui essa nossa amizade imaginária. Vamos parar de perder tempo pensando bobagens. “Vamos” ? Vou paraaaaar! No dia em que precisar desabafar, pode aparecer. Se você ousar mandar mais uma carta, eu não abro! Mas também não jogo fora. X(

E eu vou fazer de TUDO para não escrever mais isso! Para não fantasiar mais minha cabeça! Nem muito menos a sua. Quantas e quantas vezes só nesses últimos dias eu tenho pensado em vocês três? Que esquisito, amiguinho! Eu queria poder ser alguém especial pra ti. Sabe esses dias que parecem não dizer nada? Pois é exatamente como está hoje. Parece que o dia começou bonito, mas nem tanto. Para isso se tornar mais perfeito, algo deveria ter acontecido ontem. Pelo contrário, aconteceu. Simplesmente você, a mulher de cabelos vermelhos, o menino do abraço e a garotinha da escola não vieram conversar comigo! Porque dói tão quanto perder uma vida... E isso não é mentira. E quando for, é porque nada disso terá mais sentido.

Faz tão pouco tempo que conversamos, amiguinho imaginário, que eu nem sei ao certo o que pensas de mim. Se acha todas essas coisas bobagens... A mulher de cabelos vermelhos olhou nos meus olhos no dia em que tropecei no menino, deixando-me feito um relinchão. O desejo que tenho agora é de poder ver vocês quatro pertinhos de mim. Pes-so-al-men-te! Apenas isso, lam.

Acabou. Por um longo tempo. Acabou.

Boa sorte com sua garotinha de cabelos encaracolados!

Um abraço.

Parachutesópolis, xx de Julho de 1987

Bom dia pássaros, bom dia desilusão, bom dia música, bom dia natureza! Bom dia para aqueles que amam...
O mês acabou de começar, e para todo começo, deve estar sendo preenchido com muito carinho, paz, amor e canções que envolve e laça o coração dos apaixonados. Mas o problema é que não começou bem, poxa! Foi numa segunda que esbarrei no menino e vi aquela mulher de cabelos vermelhos. Hoje é uma segunda também. Porém, tenho certeza de que será uma segunda especial, mesmo eu não tendo visto os três. Hoje, assim como todo dia 02 de Julho, é o aniversário da minha irmãzinha! =D

Para Maria de Carvalho Nobre:

Inspirada como uma flor que nasce na primavera,
Maria venera a família dela.
Maria que não sente a dor,
Maria de todas as Marias.
Maria, o mar que ia e via,
Ali no horizonte a força do que queria.
Maria que tem uma magia no olhar,
No sorriso esplêndido!
Amor, amorzinho do irmão. Amor, amorzinho do papai.
Amor dos irmãos, de mamãe!
É a menininha mááááááárrrrr linda do mundão!
Maria que canta músicas infantis,
Mariazinha que dança forró pé-de-serra
Mariazinha de 3 anos... Muito amor e carinho.
Tudo juntinho num só coração.
Maria que tem um irmão gigaaaaaante! =D
Maria, meu amorzinho que o irmão ama tanto, viu?!

Eu penso que tudo isso vai passar. Penso que é mais um momento... Eu quero tentar chegar perto. Quero me apaixonar pela felicidade de ter as três pessoas ao meu redor. Poder olhar nos seus olhos e dizer que conseguimos! Eu, você, a garotinha da escola, o menininho do brinquedo e a mulher de cabelos vermelhos.

Viver, sorrir, olhar para o mundo e dizer: sleep don’t weep! Viver e crer na mão enigmática fazendo carinho no meu cabelo através de um click.

God, can you hear me? There’s no really heart... Surrender me know that love fulfil my soul. And i want to change myself... And i get try.Alone, so alone. And i’m so unyielding...

Um abraço para alguém especial.

p.s.: eu disse que não ia mais escrever cartas para você. Essa não é pra você! [fazendo cara de raiva] Essa é pra algum ser qualquer que esteja afim de recebê-la... Tá, tá bem. É pra você sim.

=(

segunda-feira, 2 de julho de 2007

9ª e 10ª carta .

Parachutesópolis, xx de Junho de 1987

Oi!
Tenho algumas perguntas para fazer-te. Antes de tudo, como está? Foi para algum lugar hoje? O que tens feito?

Segue abaixo as questões fáceis e enigmáticas:

· O que você pensa sobre o amor? [ seja verdadeiro comigo, cara! ]
· Você acredita em fadas, bruxas, feiticeiras? [ acho que não, né? ]
· O que você acha dessas cartas?
· O que você acha daquela mulher ruiva que te disse numa das cartas?
· Quando você vai dormir, e aquele sono não vem logo, no que pensa?
· Você já dormiu com os fones no ouvido, ouvindo uma mesma canção repetidamente lembrando de alguém especial?
· Que alguém era esse? Conte-me. Ninguém está lendo isso, se não você.
· Realmente, você pensa em ficar com a garotinha da escola?
· O que pensas de mim?
· Eu tenho que parar de idealizar coisas sem sentido? [ acho que tens idéia do que estou falando ]
· Uma pessoa nesse instante, olhou para mim e falou: “menino, você tem um futuro brilhante! Continue sendo essa pessoa maravilhosa. És mesmo carismático!” Amiguinho, você também acha isso?

Bem, aguardo resposta...
Um grande, grande abraço!


Parachutesópolis, xx de Junho de 1987

A nova face se estabeleceu lá em casa. Os pássaros não vieram para uma nova cantoria. As folhas das árvores que caiam no entardecer já não caem mais. O outono se foi, e com ele foram os atrevidos, os loucos de amor, os loucos por amor. Foram os meninos que amam depressivamente as meninas. Foram as meninas que amam as meninas. Um grande número de flores deixaram de ser entregues para os apaixonados. Por que?

Quando não se sabe o que fazer com a pessoa que ama, é melhor voltar a cabeça para outras coisas. Ocupar a mente. Estar rodeado de gente que te faz feliz nem sempre é a única saída. Abraça o teu livro, abraça as tuas cartas. Ouve um cdzinho ou um disco vinil. Muda a estação já gasta da tua vida.

Aprendeste o que é amar? Tens amor? Claro que as estrelas são incógnitas! Meus pensamentos e palavras também são. Embora alguns achem minhas opiniões controversas, estas são certas.

Uma música que está aqui para combinar-se com outra criando um som agradável ao ouvido, é a música que desejo-te. Não agora. Não pode ser agora.

Crianças choram quando olham o macabro. Eu choro quando olho o amor inusitado. Quanto amor nesses papéis fedorentos! “Eu riiiiiiiiioo quando você ri” – falo para ela. “Adoro quando você sorri.”

“adoro quando sorri” ... “adoro quando sorri” ...

Aquelas frases sempre mexendo comigo.

“adoro você, querido!”

Essa última é mais linda. É mais atrevida para balançar meu coração.

Good night, lam!

domingo, 1 de julho de 2007

7ª e 8ª carta .

Parachutesópolis, xx de Junho de 1987

Olá, companheiro!

O que está acontecendo, heim? Você vem, some, vem... Muito ocupado com as coisas da escola? Está apaixonado mesmo, né? Seu eu dissesse que também to, não irias acreditar! Mas entenda, não quero estar apaixonado.

Essa é a segunda carta que mando no mesmo dia. Poxa vida! Ajude-me a decifrar meus pensamentos, amigo do peito! Ajude-me antes que seja tarde. Não quero ir embora e deixar você. Não gostaria de parar de escrever cartas para alguém que só conheço por cartas! Ahh não!

Tenho uma coisa para te mostrar. Fiz nesse instante.

Ele não pára de aparecer,
Aparecer me faz crer que existe.
Ele tem um lápis e um papel,
Mas ele não quer escrever.
Ele tem um pensamento e um coração,
E quer sentir. Apenas sentir o tic-tac do coração.
Ele não gosta, mas diz que gosta,
E o outro acaba gostando.
Ele pensa nele, mas não no outro,
Mas...
Ele tem amor, eu tenho a dor,
Ele pensa no amor, e não teme a dor.
Ele diz palavras magníficas,
E tem o olhar brilhante.
Ela, que na verdade sente o mesmo que ele,
Beija!

Até logo, amiguinho!


Parachutesópolis, xx de Junho de 1987

Olá, meu amigo que nunca responde! Ta, eu sei que responde.

Não consigo mais controlar minhas mãos, canetas e papéis! Vem cá, você tem computador? E-mail? Você sabe o que é um e-mail? É um tipo de carta. Carta eletrônica. Se você estiver com tempo para responder, estou aguardando. Por e-mail é bem mais rápido!

Sei que esta é a terceira carta no dia! Você mal expressou! Cadê você, heim?

Caaara, fiquei sabendo que a cantora é inglesa! Hahaha... Se você não sabe, amo a Inglaterra.

Acho melhor parar por aqui.

Um abraço!

sexta-feira, 29 de junho de 2007

5ª e 6ª carta .

Parachutesópolis, 26 de Junho de 1987

Oi, amiguinho imaginário!

Quarta carta no mesmo dia. Você não tem idéia de como está a parte mais central do meu peitoral! Palavras não são só palavras. Como uma cantora daqui dizia: palavras, apenas palavras. Nãããoo! Não pode!

Todas elas têm um verdadeiro sentimento, amiguinho! Não vou citar exemplos, porque é capaz de você mostrar essa minha carta para outras pessoas. Tudo bem que não sejas assim, e que eu confie em ti. Mas... Que nada! Tenho que falar isso...

Preciso respirar mais sem medo, amigo!

Quarta carta que estou mandando. Isso tá tão bom... Nunca fiz isso. Por que será? O que de fato meu coração ta querendo te dizer? Você aceita minha ajuda? Não? Sim? Respoooonde!

Se você não fala, eu avanço o sinal... Grita pra garotinha! Diz que a ama! Faaala isso! Cara, por mais patético que isso seja, é o que você sente. Mas ela sente o mesmo por ti?

E agora? E agora?
Amiguinho, diz seu nome pra mim? Pode ser apelido... Como preferir!

Um abraço tão forte quanto o último!
p.s.: aguardo resposta!

Parachutesópolis, xx de Junho de 1987

Olá, amiguinho imaginário!

Ontem já passou, já se foi. Não nos falamos mais pelo resto do dia, o que acabou deixando meu coração fechado, triste. Sabe, às vezes penso que seria melhor eu não escrever mais pra você. Acho que estou tomando seu tempo. Alugando seus ouvidos com bobagens. Olho para o lado, ou então baixo a cabeça, e vêm aquelas gotículas junto com o aperto no peito. Mas eu tenho você. Quero compartilhar contigo minhas aflições, minha felicidade, o meu dia, o nosso coração. Estamos juntos, por isso é um só coração. Que merda, Nobre epígono! [ok, eu vou parar de dar um de abestalhado] Te esperei tanto, ontem... Ouvi música que lembrou você... Nesse exato momento estou ouvindo o tal cd. [ mentira que você já respondeu essa carta! Não acredito! Hahahaha...]

Onde você tava ontem?! Foi falar com a garotinha? Diz pra mim se falou! Deu problema no correio? Congestionamento? Hahaha... Fala!

Assisti o filme que comentei na outra carta... Simplesmente Amor. Não era o que eu esperava, mas gostei siiimmm! xD

Cara, eu vi uma foto ontem que achei parecida com a Emanuelli. É esse o nome da garotinha? Sei o dela mas não ainda o seu. Absurdo! Hahaha...

Olha, espero que tenhas um ótimo dia! Um abraço tão mais forte quanto o último!

p.s.: já não tenho mais certeza se fantasmas existem. Não tenho certeza se existe de fato “o acaso”. Deve ter algo escrito. Antes dessas cartas já devia ter algo escrito. As pessoas não aparecem na nossa vida só por aparecer. Tem um propósito. Uma lição. Um exemplo. Novos sentimentos surgem, novas opiniões surgem, e acabam fazendo uma reviravolta na nossa cabeça. O coração saltita a cada novo olhar, ele pára! Ele treeeme de amor! São sentimentos lindos, porém, perigosos!

quinta-feira, 28 de junho de 2007

3ª e 4ª carta .

Parachutesópolis, xx de Junho de 1987

Eis que você está aparecendo, amiguinho imaginário!

Hahaha... Gostas dos meus colchetes, das minhas reticências, minhas vírgulas, pontos? Hoje acordei mais enigmático ainda! Levantei mais cedo... Reparei como o dia está lindo. Um sol muito forte. [ cadê os passarinhos que não cantaram? ] Falo só, beijo só, abraço só, brigo só, sozinho só, caminho só, sorrio junto, juntinho junto, amo junto, talvez. Uma nova idéia surgiu nesses últimos dias, meu amiguinho imaginário. Quero ir mais além. Isso mesmo! Quero ir para o espaço ficar ao lado do brilho das estrelas! Louco, não?

Hoje tenho que voltar meus olhos rasos de água para assistir um filme de romance. Chama-se: Simplesmente Amor. Você já viu? Gostou? Ahhh, não venha contar a história, seu chato! Prometo que contarei quando eu terminar de assistir. E caso tenha assistido, discutiremos sobre.

Vem cá, nunca escreveste nada para mim. Não tens idéia de como sinto falta! Conte-me sobre aquele romance com a garota da escola. Já estás namorando? Bem, mesmo que tu não respondas mais uma carta minha, estou na espera. Super ansioso!

Um grande abraço!


Parachutesópolis, xx de Junho de 1987

Oi, amigo imaginário!

Já é a terceira carta que escrevo para ti no mesmo dia! Quero dizer que acabei de receber sua resposta. Tá certo que nem tanto boa quanto eu esperava. Por outro lado foi uma linda resposta. Ele pulsou... Sei que o seu não pulsou. Devo ter passado rapidinho na sua mente, não?

Amor com amor,
Que mostra o que é viver,
Que muda o nosso dia,
Que faz o sol aparecer.
Paixão com amor,
Que vai e volta,
Que mostra pessoas diferentes,
Que tem sentimentos diferentes,
Que não esquece da gente.
Amor com amor,
Que sinto o doce calor,
Que tenho a lágrima a se formar,
Que vivo mais feliz,
Que beijo mais feliz.

Manda isso pra sua amiguinha da escola. Diz que foi você quem escreveu. Tudo bem, copie minhas purezas de menino poeta.

Um forte, esse foi mais forte, abraço!

quarta-feira, 27 de junho de 2007

2ª carta . . .

Parachutesópolis, xx de Junho de 1987

Nada de novo no novo dia. A mesma fusão do tempo no tempo. Vento ali na esquina, onde passa um menino puxando seu novo brinquedo. Uma coisa surgiu... Um brinquedo lindo dado por alguém especial.

Tropeço na corda que leva o carrinho do menino loiro de olhos de mormaço que conquista qualquer garotinha, e ele ri. Abre um tamanho sorriso, e pega no meu braço. Os meus sentimentos mudaram. Meu coração acelerou... Não porque eu estava tendo a ajuda dele, mas porque uma mulher perto de nós me olhava também com um sorriso admirável.

- Menino! Menino! – eu gritei muito, porém meus gritos não foram suficientes para trazê-lo de volta. Já estava atrasado para o trabalho, só que o tempo deixou de passar no meu relógio sideral. Os astros vieram diretamente onde eu estava, deixaram-me lépido. Um sonho de apenas três minutos ou menos, fez com que eu lançasse tal estado àquela mulher ruiva. Não tenho certeza se uma ruiva natural... O importante é que vivi aquele momento, senão, quando teria de conhecer uma fada daquela?

Um grande abraço, amiguinho imaginário!

Ah, antes que eu esqueça, quando vocês irão aparecer na minha frente?

Até a próxima cartinha...

terça-feira, 26 de junho de 2007

cartas, e mais ...

Parachutesópolis, 22 de Junho de 1987

Olá, amiguinho imaginário!

Posso começar com um bom dia? Então good morning! Hahaha... Todos os dias estão sendo a mesma coisa para mim. Como deves saber, estou trabalhando dois expedientes numa construtora aqui em Parachutesópolis. Meu contrato de estágio acabou, e a empresa resolveu ficar comigo. Isso é muito bom porque preciso ajudar minha mãe e me ajudar. A cada dia o emprego está difícil, porém, não pude deixar que essa oportunidade passasse!

Desde Março tenho vivido uma maratona. Trabalho, cursinho, livros, casa, amigos, música, tempo, pessoas ignorantes... Praticamente uma pressão dentro de um frasco com moléculas. Eu sou uma molécula! Conviver com gente chata é uma das melhores partes, ou seria a pior parte? Administrar contratos, imprimir pensamentos, ajudar os outros, tornou-se uma tarefa bastante cansativa, amigo.

Ontem 21 de Junho, fiz bastante coisa, mas mesmo assim faltou algo para deixar-me mais feliz. O que seria? Fui para o trabalho, almocei, a atividade coordenada voltou a entrar em ação. Saindo desta minha "segunda casa" de segunda à sexta, caminhei até o centro da cidade direto para o cursinho. Simulado! Questões discursivas das matérias específicas de humanas dois. Fui ótimo! ¬¬ Hahaha... Cheguei em casa e o que tinha de especial para mim? Uma pia com louça para lavar! Antes de tudo tentei conectar a internet, mas não deu! Queria falar com meu amigo para jogar 5 minutos de conversa fora, ligava, ligava e o telefone ocupado, A "minha" tia estava pendurada. Hahaha... Resolvi ir tomar banho e depois lavar a tal louça. Mamãe e o excelentíssimo esposo chegou, logo fui dormir.

Num estalar de dedos comecei a chorar na cama. Emo? Não! Não sei até agora o por que. Canseira? Cheio do dia? Procupação? Bah, tão novo e já preocupado com as coisas da vida? Só sei que dormi, tive uma ótima noite. Com quem eu queria sonhar e com o quê, não sonhei. Nem muito menos lembro dos sonhos ambíguos da noite passada!

Meu caro amigo, tenha um ótimo dia...

Abraço grande!

segunda-feira, 25 de junho de 2007

J a m e s B l u n t

Tears And Rain

How I wish I could surrender my soul;
Shed the clothes that become my skin;
See the liar that burns within my needing.
How I wish I'd chosen darkness from cold.
How I wish I had screamed out loud,
Instead I've found no meaning.

I guess it's time I run far, far away; find comfort in pain,
All pleasure's the same: it just keeps me from trouble.
Hides my true shape, like Dorian Gray.
I've heard what they say, but I'm not here for trouble.
It's more than just words: it's just tears and rain.

How I wish I could walk through the doors of my mind;
Hold memory close at hand,
Help me understand the years.
How I wish I could choose between Heaven and Hell.
How I wish I would save my soul.
I'm so cold from fear.

I guess it's time I run far, far away; find comfort in pain,
All pleasure's the same: it just keeps me from trouble.
Hides my true shape, like Dorian Gray.
I've heard what they say, but I'm not here for trouble.
Far, far away; find comfort in pain.
All pleasure's the same: it just keeps me from trouble.
It's more than just words: it's just tears and rain

Muito, muuuuuito linda! Ouçam o disco desse britânico!
James Blunt (de nome completo: James Hillier Blount), (Tidworth, Wiltshire, 22 de fevereiro de 1974) é um cantor britânico. James teve problemas com seu pai que considera música algo sem importância e que vem de uma família de tradição militar forte. Inclusive, o cantor, chegou a servir em Kosovo e ingressou no exército onde chegou a fazer parte da guarda da rainha. Além da carreira no exército britânico, Blunt cursou Engenharia Aeroespacial. A sua musica "You're beautiful" fez um enorme sucesso. [wikipédia]
x]~

domingo, 24 de junho de 2007

T r a v i s

Formação: Glasgow, Escócia em 1991

Fran Healy: vocais
Andy Dunlop: guitarra
Dougie Payne: baixo
Neil Primrose: bateria

Re-offender

Keeping up appearances
Keeping up with the Jones'
Fooling my selfish heart
Going through the motions
But I'm fooling myself
I'm fooling myself
Cause you say you love me
And then you do it again
You do it again
You say your sorry's
And then you do it again
You do it again
Everybody thinks you're well
Everybody thinks I'm ill
Watching me fall apart
Falling under your spell
But you're fooling yourself
Your fooling yourself
Cause you say you love me
And then you do it again
You do it again
You say your sorry's
And then you do it again
You do it again and again and again and again and again
But you're fooling yourself
You're fooling yourself
Cause you say you love me
And then you do it again
You do it again
You say your sorry's
Then you do it again
You do it again
You say you love me
And then you do it again
You do it again
You say your sorry's
And then you do it again
You do it again and again and again and again and again

Alma caridosa, muito obrigado por ter apresentado essa banda. Sensacional...
x)

quinta-feira, 21 de junho de 2007

O Rei do Inverno

I am now again, folks!
O Rei do Inverno, o tal primeiro livro das crônicas arturianas narrada por um dos seus guerreiros Lorde Derfel Cadarn, escrito pelo inglês Bernard Cornwell. Conta a mais fiel história de Artur, sem os exageros míticos de outras publicações. A partir de fatos, este romance genial retrata o maior de todos os heróis como um poderoso guerreiro britânico, que luta contra os saxões para manter unida a Britânia, no século V, após a saída dos romanos. "O livro traz religião, política, traição, tudo o que mais me interessa," explica Cornwell, que usa a voz ficcional do soldado raso Derfel para ilustrar a vida de Artur. O valoroso soldado cresce dentro do exército do rei e dentro da narrativa de Corwell até se tornar o melhor amigo e conselheiro de Artur na paz e na guerra.

xD

Só faltam 45 páginas pra eu terminar de ler, depois volto pro segundo volume O Inimigo de deus, que eu já li ano passado. Hahaha.. Ganhei da minha irmã. Ela começou a trilogia pelo segundo volume. x( E por sinal, o livro está com minha tia. Hunf! Tenho de ir pegá-lo!

See ya, guys!

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Guinevere & Artur


Hello, folks!

Dessa vez os dois estão juntinhos. O rei Artur (Clive Owen) numa cena pra lá de bonita com sua amada Guinevere (Keira Knightley). Primeira vez que vi essa foto achei simplesmente demais!
Artur que nunca foi rei, encontra o amor de sua vida, Guinevere, cuja beleza se espalha pelas bocas de todos os bretões. Guinevere atrevida, linda e inteligente, com rosto corajoso, olhar de desafio... Um mundo de conhecimento e amor dentro de uma só pessoa. A literatura presente nos olhares, nos desejos, na pressa de poder estar sempre ao lado do homem de sua vida. Guinevere feita para um rei que nunca chegou a usar coroa de rei, só, e somento só, representou o herdeiro da Dunnonia. O pequeno Mordred rejeitado por todos... Alguns ainda diziam "viva o rei!", mas a verdade é que o único e eterno guerreiro que poderia defender a Inglaterra das forças do mal dos saxões seria o Artur. Ah, e como amo esse Artur! Daria tudo pra voltar naquele tempo e ver de pertinho o meu amigo imaginário-real. Daria tudo pra ver de pertinho sua casinha, seu castelo, seus lanceiros, guerreiros e amigos todos juntos! Mas o tempo passou, e a história tomou vez de narrar sua vida. Em As Crônicas do Rei Artur, o lorde Derfel Cadarn faz isso, e com um baita sentimento, que por muitas vezes sinto-me o próprio! Hahahaha... Derfel, como dizia o santo Sansum: um piego! Piego dos chatos! Hahahaha.. É um Erick da vida!
xP
"O que Artur mais gostava era de ver os outros felizes. A alegria dele foi sempre mais serena do que a dos outros homens. Desde que ele chegou a Grã-Bretanha, eu nunca o vira bêbado, nunca o vira ser violento e nunca o vira perder o autodomínio exceto num campo de batalha. Tinha uma tranquilidade que alguns homens consideravam desconcertante, pois temiam que ele pudesse ler-lher a alma, MAS EU ACHO QUE ESSA CALMA VINHA DO DESEJO DE SER DIFERENTE. Queria ser admirado e adorava recompensar a admiração com generosidade." - palavras de Derfel, segundo o autor do livro, Bernard Cornwell.
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Bem, é isso. Acho que consegui escrever algumas coisinhas pra esse post. Guinevere sempre falando apaixonada e insistentemente, planejando seus sonhos junto com o rei.
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Abraços!

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Clive Owen, o rei Artur

Fazia um pouquinho de tempo que eu queria postar algo sobre o Clive Owen. Um dos meus atores do cinema predileto! Seu trabalho em O Rei Artur foi tudo de bom. Certo que algumas pessoas podem discordar de mim. Hahahaha...
Estou lendo uma trilogia "As Crônicas do Rei Artur" do também inglês, Bernard Cornwell. Desde já recomendo ao cubo a leitura dessa trilogia. Simplesmente fantástica! Mas voltando ao Owen, adorei quando vi o "tipão" dele no filme fazendo o Artur. Era o Artur que eu sempre via nas páginas do livro. Tanto a voz, quanto o corpo, rosto "pesado" e de guerreiro!
Nos próximos posts vou falar mais sobre esse rei que nunca foi rei segundo a trilogia, sobre o Bernard Cornwell, Owen - de novo-, Keira Knightley e várias coisinhas.
x)

quarta-feira, 30 de maio de 2007

I l í d i o


Concentração na minha mão,
Com cem, cem mil, para concentrar a ação.
Ilusão são, São Pedro, São Sansum,
E ali toma conta da visão que teve lusão,
A luz borrifada sobre os dois casais.
A ave, a Ave Maria! Ave que morreu,
E na terra espalha fedor.
O lacaio mefítico também mora nas profundezas!
Conto um conto, contado pela boca,
Ora fala pilhéria, ora fala inteligência.
Intelecto fazendo frases, frases sendo contadas,
Nesse meu idílio, imponho o augúrio do fim.
Fim que não chega, fim que não se sabe qual é.
Séquito, o séquito se desfaz... Maravilhas atrás.
Destruição. Destruir algo com ação da mão!
Pé, olho... Olhar para não te amar, olhar para
Não desejar. Controlar e talvez amar sem ser amado.
Apenas criar, inovar e respeitar...
Respeitar uma missão, criar uma missão,
Inovar e Renovar uma união.

sexta-feira, 13 de abril de 2007

... e viver a vida só de amor (2)

(depois do jantar)
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- Quando mandei fazer esse janelão - olhando para a janela do quarto - era pra olharmos bem as estrelas e a lua...
- A lua que um dia eu te dei? - olhava pra ele como uma moça de 16 anos.
- Não. A lua que toda noite você dá. Amo muito tudo isso. Sem limites pra sonhar, pra beijar, pra te amar. - ele se ajeitava na cama para abraçar Isaura. Linda, linda Isaura.
- Mesmo com a idade que estamos, sinto um frio na barriga quando você fala essas coisas lindas. O tempo de menina volta...
- O tempo de brotinho volta... Posso te beijar, meu amor?
- Se forem beijos roubados, será bem melhor. Mas já que pede, pode beijar.
E o frio entrava pelo janelão, mechendo as cortinas feitas por Isaura. Estrelas brilhavam sem parecer que eram fantasias da cabeça do autor. E passado cinco minutos, gritos de amor ecoavam no quarto e no corredor ao lado. Realmente estavam voltando aos tempos de recém-casados.
- Oh! Ahhh, pareço um adolescente...
- Humm, você ainda é, meu bobo. Apenas bobo.
- Agora vamos dormir, não é mesmo?
- Sim. Boa noite, meu lindo-jovem-coroa.
- Boa noite, minha coroa boba. Amo-te eternamente.
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(manhã)
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- Humm, bom dia!
- Humm, bom dia meu bobo-coroa!
- Teve ótimos sonhos?
- Acho que não, Luis. Sonhei que você me deixava... - fala quase chorando.
- Querida, não há porquê ficar assim.
- Era estranho. Estávamos numa estação de trem. Eu tinha ido ao banheiro enquanto não chegava a hora do trem partir. Quando voltei pro banco onde você estava sentado, não tinha mais nada. Olhei para o horizonte e no céu apareceu uma imagem com um trem caindo de um penhasco. Você morria, virava um anjinho e vinha me proteger dos males existentes no mundo.
- Muito louco! Foi apenas um sonho assustador, viu?
- Huhum. Vamos logo tomar nosso café, senão perdemos o vôo. Estou anciosíssima pra chegar em Guaracinâmbola. Saudades dos nossos amigos... Aqueles que sabem de todos os nossos segredos!
- Será que outras pessoas vão saber a partir de agora? Ou melhor, daqui a algumas horas de vôo? - perguntou Luis.
- Quem dirá é o tal autor. Adorei ter entendido o que nos faz tornar-se real. Isso daria um bom filme.
- Depende do diretor... O autor da nossa história de amor tem um amigo que poderia trabalhar como diretor. Seria ótimo! Enfim, deixemos de supor coisas que serão ainda reveladas no decorrer destas linhas, linhas e mais linhas.
.
[09:15] decolando, decolando e viajando.
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- Hahaha, olha só as casinhas lá em baixo, querido!
- Minha coroa-boba, você se surpreende muito com as coisas. (risos)
- Nossa, só acho bonito quando vejo essa imagem daqui de cima.
- Imagine deus! Todos os dias vê isso. Agora fazemos parte desse olhar nas alturas! Voando, voando... Iuuuupiiiii... Agora! Vamos querida! Pense junto comigo! Está sentindo o ar, a aproximação do que se diz "paraíso"?
- Siiiimmm, meu eterno amor! Como é mágico! Como é maravilhoso poder dar cambalhotas assim no ar.
- Atenção, atenção! Mantenham seus pés no lugar! - falou uma voz feminina.
- Mas quem ela pensa que é? - perguntou Isaura aos outros passageiros. Isaura os achava estranhos. Uns ensanguentados, outros pelados, sujos, tão magros quanto um palito de dente. Acontece que aquele vôo era diferente do das outras companhias aéreas.
- Senhora, não pode, numa viagem de luxo desse tipo, ficar dando cambalhotas. Terá um tempinho para isso quando pisar em solo verde.
- Desculpe-me moça, eu não sabia dessas regras. A agência onde compramos as passagens, não nos informou sobre isso. Quanta ordem!
- Querida, não adianta reclamar. É capaz de o GRANDE HOMEM puxar nossas orelhas. Muita calma nessa hora.
- Pois bem, já estou calma.
- Ei, ei. O que me diz da sua vida? - perguntou um homem na poltrona ao lado, para o Luis.
- Minha vida foi a melhor de todos os outros seres. O que plantei acabou gerando bons frutos. Agora estou aqui viajando com minha esposa - ele diminuiu o tom de voz - , cá pra nós, ela ainda não sabe onde estamos. (risos)
- Por que a risada, meu berilo? - perguntou Isaura.
- Não, nada. Estou aqui conversando com o... ?
- Oh, não me apresentei. Emanuel. Se quiser pode me chamar de Jesus. (risos)
- Hahaha... Parece mesmo com Jesus, senhor - disse Isaura.
- Concordo - Luis piscou para Emanuel.
- Acho melhor você contar pra sua esposa onde, de fato, estamos - disse Emanuel bem baixinho.
- Humm... Ela vai sentir.
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[no solo verde, mais do que verde]
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- Luis? Meu amor, onde você está? Luiiiiis? Bobo-coroa, nos afastamos sem querer, não é mesmo? - Isaura começava a chorar.
- É meu filho Luis, sua esposa passará por uma fase difícil. Precisamos dar forças em seu coração - falou Emanuel.
- Um vazio está tomando conta do meu coração, Jesus - disse Luis.
- Com certeza. É difícil se separar dessa forma. Do jeito como me separei de minha mãe foi mais terrível. Você acompanhou todos os filmes que fizeram ao meu respeito. Aqueles pregos, a coroa de espinhos, as chicoteadas, o longo caminho em que carreguei aquela cruz... Olhe para você. Estas cicatrizes em seu corpo vão estar sempre na memória dela, dos seus filhos e todos os amigos. Mas perceba o tamanho homem que fostes com tua família. Consegue enxergar aquele lago ali na frente? Muitos casais já se reencontraram lá, tomaram banhos juntos.
- É senhor Jesus.
- Não me chame de senhor. (risos) Sou tão novo quanto você! Morri com exatos 33 anos, e você com 40 e ?
- Hahaha, Jesus! Você é muito diferente do que todos criaram lá em baixo. Quando estava filosofando sobre sua existência na terra, jurava como um mais um é dois, que você era sério, meio grosso.
- Sou um palhaço, meu filho! (risos) Não gosto dessa seriedade, e rosto de chorão que alguns montaram sobre mim. A alegria não pode se tornar triste nunca! Nem mesmo com a Isaura.
- Compreendo, Jesus. Posso ir ver o meu velório?
- Só se você deixar eu ir junto! (risos)
- Lógico, Emanuel! Você é o dono de tudo! (risos)
- Não sou o dono de tudo, meu filho. Falo, falei o que seria bom para as pessoas, antes que viesse acontecer o que vemos hoje em dia no mundo. Pense junto comigo: se fizermos coisas boas, o mundo não poderá ser melhor? Lógico, não é, meu filho?
- Nossa! Nunca imaginei você falando essas coisas - disse Luis.
- Pois bem. Vou falar com Noé para ele emprestar dois cavalos, ok?
- Ok. (risos)
- Pronto. Vamos?
- Vamos!
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[no solo, entre túmulos de mármore]
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- Minha mãe...
- Não, Kardec. Não pode ser verdade que o amor da minha vida partiu - Isaura soluçava e derramava lágrimas.
- Ele está em um lugar bem melhor que este, mainha - disse Clara.
- Ele nunca vai nos deixar, mãe. Estará sempre ao nosso redor nos protegendo - disse o mais velho.
- Jesus, queria que ela me visse... - Luis falava triste.
- Ela não te vê. Não pode. Pode sentir sua presença. Tente falar com o coração dela, meu filho.
- Minha boba coroa, estarei sempre com vocês. Sempre a amei e vou te amar por toda a minha vida. Quero dizer uma coisa: aquela nossa viagem foi linda, mas é uma pena você ter me perdido. Não aguentei o acidente. Você sim. Jesus é bem diferente do que todos pensam. Acho que dessa vez encontrei um verdadeiro amigo homem. Não veja isso como algo de fiéis da bíblia sagrada. Foi tudo muito louco. Uma viagem bastante cansativa. Um dia terei você aqui, bem do meu lado. Minha nova casa te espera. Precisa ser forte, e ter paciência. Emanuel está mandando um beijo e um abraço. Amo-te além de tudo, minha boba-coroa.
- Ohhhhh... Meu Luis! Vamos nos encontrar sim, querido. Cuidarei dos nossos filhos e netinhos - disse Isaura nos braços do Kardec.
- Mãe, mãe... Calma. Papai está aqui ainda. Em nossos corações - disse Kardec.
- Quero, quero cantar um trechinho de uma música pro meu berilo... - Isaura falava e chorava, enquanto o caixão descia o túmulo - É tão difícil olhar o mundo e vê/O que ainda existe/Pois sem você/Meu mundo é diferente/Minha alegria é triste...
- Jesus, não tem como eu voltar? - Luis perguntou.
- Não, meu amigo. O que você tinha de fazer, já fez. Agora viva outra vida... Respire outros ares.
- E minha história acaba aqui?
- Sim. E a da sua família continua...
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[ o finalzinho da história ficou meio sem graça... Pode ser que eu modifique depois... ]

segunda-feira, 2 de abril de 2007

... e viver a vida só de amor


- Ah, o amor, Luis...
- O que tem?
- O amor faz de mim, de você, de todos os seres uma câmara de denúncia. Ele leva nossos sentimentos a agirem como ondas gigantes devastando tudo que já fora levantado. Amor que nos une e separa de um minuto para o outro, ou de um ano para o outro. O amiguinho de todos os apaixonados, que luta para conquistar o amado, se mostra com frases lindas, ora verdadeiras ora falsas.
- Por que está falando isso, Isaura?
- Acabo de lembrar dos tempos em que você mandava cartas para mim. E que tempos! Você pedia ao filho do dono da padaria, para entregá-las a mim. Eu ria com carinho quando via aquele menino correndo pela rua do bondinho das quinze horas. Meu corpo tremia, e subia um calor entre minhas pernas até o pé do pescoço. Cartas que hoje em dia você não escreve mais. Pergunto-me: por quê?
- Isaura, - falou passivamente - os tempos mudaram. Sentimos o mesmo amor um pelo outro. Tivemos filhos maravilhosos, que construíram seus caminhos, e nos deixaram. Viajamos quase toda a Europa. Conhecemos pessoas maravilhosas. Vivemos um grande amor. Uma verdadeira história de amor. Nada acabou. Já me perguntei várias vezes se errei em algo com relação a educação que demos ao Kardec. Mas além de ter dado uma ótima educação, dei o principal, amor. Chorei por dias e mais dias em minha rede branca armada na árvore, pensando que a opção dele não tinha interferido no amor que sempre senti. Ele não deixou de ser um grande filho. Da mesma forma, nosso amor ainda está no ar, minha berila.
- Luis, por que será que o Kardec não conta mais seus segredos sexuais, sentimentais, para nós dois?
- Querida, nossos filhos estão crescidos. São donos do próprio nariz. Eles arranjaram novos amigos, que em alguns pontos, nos substituíram. Amigos são diferentes dos pais. Na maioria das vezes, os pais tendem a recriminar seus lindos filhos, como no caso do Kardec. Fomos diferentes. Aceitamos o lado sexual do nosso filho, que hoje mostra a todos ao redor, como é igual a outro ser qualquer, e é um homem incrivelmente encantador. Amigos, amor, eu disse amigos, não deixam por nada outro companheiro. Eles lutam até o fim por um amor correspondido, por uma união duradoura. Pais, eu disse pais, amor. São os grandes, gigantes como a bomba de Yroshima, amigos.
- Mas é tudo muito estranho nesses jovens de hoje. Não lutam mais por liberdade, porque já a tem.
- Liberdade de ser o que quer, sim. Liberdade para conviver com pessoas ignorantes, eles ainda lutam.
- A Clara, por exemplo, está tão longe de todos nós, mas está com a pessoa que ama. Foi o que aconteceu com nós dois, lembra?
Luis piscou para a esposa dizendo sim.
- Nossa! Você sempre escrevia poesias suas naquelas cartas com perfume de alecrim. Que por uma hora achei que fosse o seu. Mas na verdade era das folhas de papel. Lembra do meu sorriso quando te vi entrar na casa dos meus pais no dia do meu aniversário? Não faça essa cara de quem não sabe, bobo-coroa! (risos) Foi um dos melhores dias da minha vida.
- Um dos melhores? E qual foi o melhor? - Luis sabia. Ma gostava de ouvi-la falar.
- Você sabe sim, bobo-coroa! O melhor dia foi quando você levou-me para passear no Lago das Três Marias. O som dos passarinhos criando a trilha sonora do primeiro encontro a sós. Estava me sentindo uma estrela de Hollywood.
- Eu lembro muito bem, minha coroa-boba. Não conseguia pensar noutra coisa, senão como seria nosso primeiro ósculo. Eu te queria tanto, meu amor. Era o melhor beijo, tinha certeza. Você usava um vestido vesuviano para meus olhos, coroa-boba. Meu coração batia lestamente, a fim de debruçar sobre o teu busto. Eu mostrava uma tremenda sensibilidade romanesca por você.
- Se o seu coração batia tão forte, imagine o meu! (risos) Primeiro beijo de uma "donzela". O seu deveria ser o quarto, quinto, sexto, não é mesmo? - olhava para ele desconfiada.
- Foi o terceiro beijo que estava dando. Mas não me venha com ciúmes a esta altura do campeonato, meu amor. (risos)
- Mas eu era uma estrela de verdade. Fui sua primeira e única mulher, não é?
- Sim. As outras duas eu havia beijado na escola. Os garotos tiravam o meu couro, como se diz hoje, porque eu era um lindo rapaz, escrevia coisas belas, era inteligente, e nos bailes me jogavam para várias garotas atrevidas.
- Eu o observava de longe. Achava lindo mesmo. Vivia cochichando com a Norma sobre você.
- E eu cochichava com meus papéis e canetas. Eram meus melhores amigos!
(telefone toca)
- Alô? - perguntou Isaura.
- Boa tarde. Gostaria de falar com o Sr. Luis Andrade.
- Aguarde dois segundos, por favor.
- Pois não? - disse Luis.
- Sérgio Câmara, da agência de investimentos em agronomia. Como vai?
- Oh, sim! Estou bem. E você?
- Na medida do possível, meu caro. Tenho novos projetos sobre aquela fazenda no sul de Ararágua. Amigos de Guarnambuco estão querendo investir junto com minha agência na sua fazenda. O que me diz?
- Amigo, aquela minha fazenda não está mais em produção há 8 anos. Quem está cuidando dela é meu filho mais velho, Agínio. Se preferir entrar em contato com ele, boa sorte. Mas acho que será perda de tempo. Há 1 mês ele disse que iria vender a fazenda para um grupo belganesence.
- Humm, que pena. Mas dê-me o número dele mesmo assim. Nunca é tarde.
- Ok.
[...]
- Ele queria saber sobre aquela fazenda de Ararágua. - desligando o telefone, falou para Isaura.
- Voltemos ao nosso assunto? - com os olhos brilhando, perguntou ao marido.
- Sim. Falava dos meus melhores amigos, papéis e canetas.
- Oh! Não tinha melhores amigas, a não ser minha mãe e a Norma. (risos) Papéis e canetas?
- Meu amor, eu passava horas e horas debruçado sobre aquela mesinha que tinha no meu quarto. Criava histórias sobre amor, assassinatos, guerras... Incrível como às vezes eu chorava quando lia meus próprios pensamentos.
- Chorar. Como é simples para uma mulher derramar lágrimas. Mas para um homem é tão difícil, não é mesmo amor?
- Se torna difícil para aqueles que se dizem ser machões. Aqueles que não tem amor no coração. Ou acham algo afeminado.
- Percebeu como nossos filhos choraram quanto foram morar noutro lugar?
- Sim. O Agínio não derramou muitas lágrimas. Ele tem pulso firme. Deve ter sido as conversas com papai. A Clara não queria nos deixar, mas sentia falta do seu grande amor. Não gosto de uma coisa: até agora ela não me deu netinhos.
- Nossa, meu coroa! O Agínio já nos presenteou. Você quer mais netinhos pra eles fazerem uma verdadeira zona na nossa casa? (risos)
- Humm... A família cresceria com crianças lindas e trazendo felicidade, minha pérola. Imagine só eu levando-as para passear lá na cachoeira das garças. Tomando banho em águas cristalinas e contando histórias verídicas e ilusórias para os pequeninos! Bem, devo confessar-lhe que isso que o autor está escrevendo sobre nós dois, não passa de uma imaginação fértil ou inteligentíssima. Poderia eu fazer o mesmo com meus netinhos?
- Seria lindo levá-los à cachoeira! Mas não entendi o que quis dizer sobre o autor.
- Amor, tem algum problema de eu contar histórias ilusórias? Não. O nosso autor está fazendo a mesma coisa, e isso deixa-o feliz. Não vê no sorriso dele que nos ama?
- Meu bobo-coroa, você está caducando. (risos) Mas nossa história é verdadeira.
- Sim, querida. Porém, não passa da imaginação do autor. Existem muitas outras histórias de amor, que na verdade são reais.
- Como isso dói em meu coração, meu berilo. - chorando, disse Isaura.
- Venha cá. Deite-se em meu peito. Não se sinta triste com nossa história, amor. Vai ver ele nos criou para sermos mais um amigo. E amigos são diferentes dos pais, não é mesmo? Muitos escritores já tiveram que mostrar algum problema, um sentimento, através de um papel. São belos os personagens, são belas as histórias. Somos uma perfeição na mente dele. Você está se sentindo como aquela Sofia Amundsen?
- Talvez, meu ombro amigo.
- Humm, e como disse o próprio autor da Sofia, na voz de um dos personagens: seremos apenas personagens duma história que um dia alguém escreveu. Acabamos nos surpreendendo com as coisas, dai nos tornamos bons filósofos. Já somos a filosofia, de quem sabe, um filósofo. E muitos chamarão nosso amigo-autor de louco. Teria sentido expressar sentimentos guardados no fundo do coração e depois ser chamado de louco? Não. As pessoas não pensam mais com paciência. Desculpe-me, algumas pessoas. Portanto, quando se deparam com um mundo de informações filosóficas, poéticas, acham tudo muito complexo e chato!
- Estou entendendo. Conseguimos falar algo com ele?
- Já vi que não entendeu... (risos) Nós não conseguimos falar cara-a-cara, certo?
- Certo.
- Mas ele cria nossa conversa, logo estamos dialogando com ele. É muito complicado, querida.
- Humm. Para ele, nosso diálogo está sendo bem real, mas não passa de sua imaginação. Terá um fim?
- Todas as histórias têm um fim, querida. Sejam elas boas ou ruins. Chegará uma hora que ele irá cansar.
- Lógico...
- Parece estranho, mas ele irá cansar de escrever, escrever e escrever! Quem sabe um dia voltará a dar continuidade a nossa vida , ou de outras pessoas que nos rodearam?
- Hum, ou então criar novos amigos! Hahaha... Uma vez o Kardec me perguntou se éramos brinquedinhos de deus. Fiquei imaginando se fôssemos brinquedos dele, do jeito como o mundo anda, ele já teria acabado tudo.
- Eu penso da mesma forma. Nós que vamos acabar nosso próprio lar. Tantas guerras, poluição, preconceitos, malquerenças. Isso realmente dói no coração. O pior de tudo é que a maioria não se conscientiza do caos em que vivemos.Agora lembrei daquele músico cantando: "e meus amigos parecem ter medo de quem fala o que sentiu/De quem pensa diferente/Nos querem todos iguais/Assim é bem mais fácil nos controlar/E mentir, mentir, mentir/E matar, matar, matar/O que eu tenho de melhor: minha esperança...".
- Tão cruel.
- Nossa! Já está na hora de jantarmos. Vamos?
- Vamos, meu amor. A Glória já deve ter arrumado a mesa.
- Hum, querida? Posso ir só de bermuda?
- Está tão frio, meu bobo-coroa. Vista seu pijama. Logo vamos dormir. Esqueceu da nossa viagem amanhã?
- Bem lembrado!
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Pause
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[O maior prazer que estou sentindo em mostrar esse texto, é de tá vivendo linha por linha com personagens ilusórios. Adoro! Muitos casais da idade deles ainda estão com o amor em "chamas". Outros, estão juntos por estar. Deixar estar? Essa foi a primeira parte de uma história curtinha sobre o amor de dois "coroas". Muita coisa que escrevi, e irei escrever, pode não ser compreendido logo de cara. Por isso, é preciso ter paciência e ir montando tudo na sua cabecinha. Estou adorando esse casal. Puts! Pode ser perda de tempo, como o Luis falou, mas realmente isso me deixa feliz. Tira algo que está entalado na garganta! Hahaha... Quem sabe no dia em que eu me formar em Jornalismo, não exponha meus textos num jornal? Tem muita, mas muita coisa pra eu aprender. E se você achou erros de português, volta pro primeiro post, ok? A foto é de Sofia Miranda (não a conheço) ]
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Abraços!