terça-feira, 17 de março de 2009

Carta para um amigo [ I ]

foto: Praia da Caiana/RN (by Nobre Epígono)

Praia da Caiana, 17 de março de 2009
Olá, meu amigo Leonardo.
Trouxe todos os meus lápis coloridos, junto com uma resma de papel reciclado, e várias canetas para descrever tamanho estado emocional em que me encontro. Porém, acho que até mesmo 500 folhas não serão suficientes para o tal ato poético e inimaginável. Seria necessário eu escrever uma trilogia ou, quem sabe, uma tetralogia. A confusão resumi-se em CONFUSÃO. Pode acreditar.
De nada adianta eu armar uma rede na varanda na casa do meu avô. Não adianta eu pôr a vitrola dele ao meu lado e ouvir aquele vinil do Bob Dylan, ou ligar o meu minisystem e pôr um cd do Kings Of Leon, ou Caetano Veloso. Os pensamentos, as lembranças maravilhosas tornam-se sufocantes. As lágrimas vêm no rosto. Descem a procura do recanto, da paz de espírito. Mas que paz é essa que antes sufoca minha alma?
Como se já não bastasse, eu tenho o retrato de nós quatro dentro da minha gaveta. Deixo-o lá porque não quero sentir tristeza ao olhar. Mesmo sabendo dos momentos bons que passamos, não quero lembrar da minha culpa. Prefiro ouvir músicas. O retrato marca ainda mais o rosto de nós quatro. As músicas apenas me tiram de órbita.
Eu estou na beira da praia. Agora peguei um graveto e desenhei algo estranho na areia. Acho que são crianças correndo atrás de uma bola. Passei os pés em cima delas. Pus os braços cruzados nos joelhos e baixei a cabeça. Leo, estou chorando. Juro como não queria que esta carta fosse triste. Juro como queria estar feliz. Levantei a cabeça. Ei! Vou gritar... Está vindo... Eu preciso gritar... Ahh... Prec... Ahh... Precis... Ahhhhhhhhhhhhh! Gritei, Leo. Ainda me sinto preso. Ainda estou a querer a companhia de dois anos. Você sabe bem, não é?
Faz um frio aqui. Ao mesmo tempo um calor. Paradoxo. A praia está tão diferente. Vejo que ela sorri para mim. Lembrei de um fim de semana que viemos os quatro. Enquanto aquelas duas ficavam na areia conversando sobre arte e espaço, nós dois pegamos nossas pranchas e “caímos na água”! Que dias, não?! Sim. Claro que eu lembro da cara delas nos olhando e com inveja das ondas que pegávamos.
Como está sua mãe? Sua avó?
Como eu estou? Ah, estou ainda pra baixo. Não sei o que fazer. Sinceramente, ocupo o meu tempo com livros também. Até mesmo eles, os livros, têm me deixado triste. Sim, sim. Leio uma história sobre a infanta da Espanha que tornar-se-ia rainha da Inglaterra. Ela se chama Catarina de Aragão, a princesa leal. O romance com o filho do rei está transformando esse seu amigo num bobo.
Espera. Vou pegar um papel...

domingo, 8 de março de 2009

... just passing the time.

foto: Zumbi beach (by Nobre Epígono)


"Falando absurdos
Virando a noite

Perdendo senso
Derretendo satélites
Falando tudo
Voando a noite
Ouvindo estrelas
Derretendo satélites" - Paula Toller

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Dias, Aline - majestosos gestos.

foto: Flores de Acácia (A.D) by Aline Dias

"No ships come; the aimless wave sway beneath the empty sky." V.W

Eu pensei em começar com algumas palavras da Lispector. A loucura de Virginia transformou minha visão literária em minúsculas gotas de choro de felicidade e tristeza. A escrita da mulher suicida, ou da mulher piegas, envolve-me desde que conheci uma amiga do sul.

O sul não é tão distante quando se têm meios que podem juntar e descrever sentimentos reais. Reais e reais. Os braços, os beijos e as conversas compartilhadas durante algumas noites, trouxeram-me mais vontade de querer conhecer algo. Este algo passa-se como um mistério. O algo aparenta ser um nada. Incrivelmente, vazio. E quando dou-me conta desse algo, percebo a infinidade de coisas que existem nele. Justamente porque desperta a minha curiosidade quanto ser sobrevivente dos atos.

Eis o meu discurso plácido à Aline Dias:

Assim como as ondas de Virginia balançam sob o céu vazio, tuas palavras roxas e, poeticamente, sinceras e loucas, viajam sob o céu estrelado de uma grama numa casa do campo. Luzes brilham num papel envelhecido esperando a gota da tinta cair e desenhar seus pensamentos úteis e inúteis. O último, habita em todos nós que escrevemos para nos libertar desse caos sentimental.

Dedico-te uma música. Dedico-te mil e umas palavras de felicitações. Dedico-te uma cama, um lençol, um travesseiro, um livro (ou quem sabe um homem. Ou quem sabe uma mulher), uma mesa com vários lápis coloridos para você escolher os melhores tons ou os piores e pintar teu céu. Dedico-te a agonia incessante de querer escrever mais e mais. Logo, dedico-te a paz de espírito.

E é preciso viajar nos jardins do Buckingham Palace ou do Jardin des Tuileries para poder trazer uma única flor, mesmo morta, para você. E num outro momento, dentro de uma escuridão fria e amarga, aparecerei com um lampião em uma das mãos para iluminar o seu caminho. Porei novas essências ao seu pano de retalhos com letras miúdas, que equalizam sempre em textos de uma grandiosidade inexplicável.

Têm mais: Virginia tinha inveja dos textos de Katherine Mansfield. Eu tenho inveja da tua simplicidade diante das coisas... Coisas... Mas que coisas? Todas.

Um abraço forte acompanhado de dois beijos nas bochechas!

Obrigado, minha querida.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Parece que continua assim...


É. Parece que nada mudou. Apenas o tempo continua claro lá na praia. Apenas os pensamentos ora voltam-se para você, ora voltam-se para mim.

Buscarei ainda a minha felicidade instantânea... Nem se preocupe.

Passará para lá... para lá... bem para lá...

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Azevedo [autores confundem as histórias]

foto: a hora da escrita por Nobre Epígono

Matou-se porque não agüentava mais toda aquela cobrança. Matou-se porque foi fraca naquele momento. Virginia não fotografava mais como antes. Seu namorado criava histórias de homens com sua mulher. Os homens, que pousavam poucas vezes para ela, babavam-na.

Virginia pulou do apartamento de uma amiga. Depois de porres na madrugada, o ato chocou todo o mundo. Não, Marie não teve culpa na morte de sua amiga. Pelo menos não nesse fato. Pode ter contribuído para a crise de ciúmes de Hugo. Elas sim, mantinham um romance há oito meses com uma loucura, tesão, amor e confidências como namoradas.

Em agosto de 2006, Virginia e Marie viajaram para Paris. As duas amavam toda a Europa. Mas sonhavam juntas em ir para lá. Hugo, professor de lingüista em uma universidade de Londres, desconfiava da viagem, porém não moveu dedos a fim de buscar provas das “mentiras” da fotógrafa.Virginia tinha tantos outros sonhos... Virginia tinha tantas outras fotos para expor... Ela ainda guardava em seu coração e alma tantas declarações para Marie...

Sim. Artur Rodrigues Azevedo, autor brasileiro, preferiu matá-la em sua última obra literária. Sim, Azevedo estava morrendo no hospital. Ele queria apenas uma companhia para sua viagem extra – ordinária!

“Escrever é que é o verdadeiro prazer; ser lido é um prazer superficial.” Virginia Woolf
* * *
E uma menina que veio de um planeta bonito, visitou o meu universo literário e deixou uma mensagem linda. Confesso que na tarde de hoje estava com os pensamentos noutros lugares. Pensei até em acabar com toda essa história de blog. Pensei em queimar meus textos que, às vezes, acho-os em vão. Porém, a mensagem da Larissa "reanimou" o Nobre de certa forma. Ela ainda presenteou-me com este selo:


De acordo com as regras que seguem devo indicar 15Blogs ao Prêmio>>

"Com o Prêmio Dardos se reconhece o trabalho do blogueiro, que mostra através do seu empenho, capacidade para transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, que demonstram sua criatividade, através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras.".Regras para o recebimento:

- aceitar e exibir a imagem do Prêmio;
- linkar o blog do qual recebeu a indicação;
-escolher 15 blogs para o Prêmio.

Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.

Palavras as quais eu me rendi e mergulhei:

http://intersemiotica.blogspot.com/[ não deixem de visitar o inter! ]
http://sorrisosegritos.blogspot.com/
http://criticalwatcher.blogspot.com/
http://notasnoturnas.blogspot.com/
http://do-gmas.blogspot.com/

Sim, sim. Para a Larissa também vale. E são apenas para vocês.

Boa noite!





sábado, 31 de janeiro de 2009

19h39 [ hora de ler livro para uma criança ]


Foto: ap improvisado by Nobre Epígono

- Vem, vem... Deita aqui comigo. Não, não... Deixa a luz acesa. Quero poder olhar nos teus olhos. Tudo bem, pára de fazer essa carinha boba. Traz seu livro que eu leio para você. Meu deus. Como é bobo! Filhote, filhote... amo-te tanto, meu bem.

[respira fundo]

- ... te amo tanto, meu bem. Por mim, eu passaria todas as noites seguintes e manhãs e tardes com você nessa rede. Ou, de repente, cairíamos nesse colchão e passaríamos uma eternidade. Retiro a eternidade da nossa frente. Prefiro mesmo o agora. Vem.. Ponhe a cabeça no meu peito. Consegue ouvir a batida acelerada do meu coração? É você que tá deixando-o assim... Como sinto-me feliz!

[respira fundo]

- Vem, vem logo... beija-me forte!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

retificando a postagem abaixo...

Sim, sim, sim. Mesmo às 23h00, mas você deu sinal de vida.
Dar-te-ei novos discos sem arranhões. Prometo!

Boa noite.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

20h36 [nada de você]


foto: Nobre Epígono em SP by Nobre Epígono

"Eu vou escrever no seu muro
E violentar o seu gosto

Eu quero roubar no seu jogo
Eu já arranhei os seus discos...

Que é pra ver se você volta,

Que é pra ver se você vem,

Que é pra ver se você olha,

Pra mim..." -
Mentiras (Adriana Calcanhotto)

E se ao menos eu pudesse tocar em você. E se ao menos você não me deixasse esperar, eu não teria arranhado os seus discos. Aqueles que também são meus. Nossas músicas estavam neles. Se ao menos você me olhasse de verdade e sentisse o mesmo gosto enlouquecedor que o meu de poder avançar em você.

Porque eu gostaria de beijar. Porque eu gostaria de tocar seus lábios, sua pele, seus olhos, suas palavras...

domingo, 25 de janeiro de 2009

Vida Oculta

foto: Nobre Epígono by Nobre Epígono

Ele chama-se Luciano. Há tempos que não se sente muito bem em sua relação de 4 anos. O trabalho, estudo e uma nova pessoa em sua vida parecem ser as únicas coisas que têm levantado-o um pouco. Os dias estão passando e ele continua preso em suas declarações infantis para essa terceira pessoa. Digo infantis, porque ele trata-a de forma tão delicada e boba que ela acha-o a criança mais inocente do mundo.

O carro está em bons tratos. O celular é um dos últimos dessa tecnologia avançadíssima. O trabalho deixa-o a cada dia realizado. Foi a profissão correta que resolveu investir e dar tudo de si. Tem uma linda casa, um belo quarto, ótimo notebook, roupas charmosas [ou melhor, as roupas deixam-o charmoso], tem dinheiro para viajar para a Inglaterra, França, Estados Unidos, Islândia e quem sabe... Fernando de Noronha. Mas o relacionamento não vai nada bem. Que pena.

ELA se acha uma pessoa interessante. Acredita que pode continuar sendo feliz nos braços dele. Queria poder falar mais coisas para ele. Não esconder tantas outras... Viver um amor de cumplicidade. Mas a história não é bem assim. Luciano, o promotor mais bem pago daquela repartição pública, não acredita em mais um pingo das conversinhas fajutas dela. E pretende tomar uma decisão, não sabe quando.

A terceira pessoa vive em um caos de sentimentos. Queria muito poder estar cada segundo ao lado dele, sentir o cheiro, sentir o toque, o respirar acelerado, lento, sentir o beijo doce e mordidas selvagens e delicadas. Apenas passam-se os dias e ela está se cansando desse jogo de amor. Sente que a paixão chegou, como uma ilusão ou não, e deixa-a caidinha no chão por esse homem tão inteligente, doce e duvidoso, mesmo sendo um promotor.

Ele precisa de mais um tempo para pensar. Ele precisa de mais carinho mesmo que seja virtual ou por telefone. Ele precisa de alguém em que sinta-se bem mesmo. Mas está longe de conseguir isso. O caminho é longo... Às vezes parece passar tão devagar.

- Can we get together?
- I really wanna be with you.

Que domingo bonito. Porém, com revelações bombásticas. É a vida...

Bom início de semana.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Lost Dog


Foto: Via Costeira / Natal-RN (by Nobre Epígono)

Olá.

E eu achei que estivesse perdido feito um cão farejador. A brisa do mar não me contentava mais naqueles dias em que a solidão era minha única amiga. Melhor, os livros eram meus únicos amigos.

Amigos. Ah, doce ilusão. Quem realmente está com você quando mais precisa? Salvam-se alguns, claro. Não posso também chegar ao ponto de negar que tenho "amigos".

Alimentação. Acho que nesta semana meu filho morre dentro da minha barriga. Sim. Há três semanas que sonho com um milk-shake do Girafas, Bob's ou Mc Donalds. Nunca dá certo. Grana, tempo, logo depois, tive tempo. Mas quando fui passar no cartão R$ 5,90, deu "erro no sistema" (ou eu não peguei a conta?).

Praia, sol, mar... Pessoa dez de espírito ao meu lado. Caminhar e esquecer quem eu fiz sofrer. Caminhar e esquecer quem me fez e faz sofrer. Caminhar e saber que você pode mudar algo. Sonhar. Sonhar alto. Sempre querer o melhor... Sempre querer mais. Satisfazer-se com mais. Eu busco mais um pouco de alegria. Busco em alguém que, REALMENTE, saiba como fazer isso. Busco em alguém ou algo que, REALMENTE, quero.

Música. Eletrônica. Luzes. Pessoas. Toques. Dança. Tênis. Sapatos. Vozes. Corpos. Rostos. Química!

"Touch my skin, and tell me what you're thinking.
Take my hand, and show me where we're going.
Lie down next to me,
look into my eyes,
and tell me -- oh tell me what you're seeing." - Take My Hand (Dido)

Bom dia de começo de semana.
;)

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

. comida ê, comida á .




Entrada suculenta.
Banana gostosinha.
Sabor exótico raw.

Comida!

Pensamento:

"Os maus vivem para comer e beber. Enquanto isso, os bons comem e bebem para viver." [Sócrates]

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Sorria. Isso basta!




Oi?

Estou com a edição de dezembro da revista Rolling Stone do Brasil. Na capa principal tem a Madonna (e aja Madonna ultimamente ¬¬). Por trás da capa principal, veio uma com um bebêzinho muito “cutxi-cutxi”!

Desde que comprei, não paro de olhar pra essa criaturinha e dizer: “Mô deus do céu! Tem coisinha mais linda que você, pimpolho?!”. A gente se sente feliz com o sorriso “polêmico” de uma criança inocente dessa, e esquece muitos problemas.

Para me satisfazer mais ainda, encontrei um vídeo bem curtinho que vale a pena conferir no You Tube de um filhote rindo como safado! Olha que coisa mais gostosa: bebêzénho.

Pensamento:

"Só as crianças e os bem velhinhos conhecem a volúpia de viver dia a dia, hora a hora, e suas esperanças são breves." [Mário Quintana]

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

coisas. Coisas simples. coisas



Um filme de vez em quando até que é bom. O último que assisti, há uns dias, foi “Na Natureza Selvagem” (Into The Wild). Não pude assistir no cinema, comprei um DVD pirata (desculpem-me! Mas foi o jeito), porém não estava com ânimo para vê-lo.

Passaram-se dias e dias, até que semana passada resolvi sentar no sofá e deliciar-me com Emile Hirsch fazendo o papel real de Christopher McCandless e ouvir a doce-dura-e-respeitosa voz de Eddie Vedder (mais que fantástico!)!

Into The Wild comove em todas as cenas. Mostra a trajetória de um “riquinho” estudante que está se formando. Para não mais viver com toda a mordomia que possuía e adquirir a própria liberdade, McCandless resolve aventurar-se nos Estados Unidos dos anos 90. Encontra na natureza, respostas da sobrevivência dos seres, amadurecimento, medo, coragem, amigos (diga-se de passagem) com quem aprende várias coisas e cria um laço afetivo. Chris lança-se para um objetivo maior: chegar ao Alasca Selvagem!

Não posso deixar de dizer que chorei muito em algumas partes quando entra a voz do Vedder, e principalmente no desfecho do filme. Vale MUITO a pena conferir!

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Mudando de lugar, estou conhecendo mais um pouco do mundo GLBT. Sim. Em uma
sociedade praticamente homofóbica, como a nossa, as poucas pessoas inteligentes que se prezam, deveriam conhecer “o outro lado da vida”. Em “Como o mundo virou gay? Crônicas sobre a nova ordem sexual”, o jornalista, DJ, autor, tradutor, empresário e agitador cultural, criador do Mix Brasil, André Fischer mostra o lado colorido da sociedade, principalmente, moderna.

Os preconceitos, casamentos, sacanagens, estilos, paradas gay, noite agitada em São Paulo, gays na TV, glossário, homofobia, os ditos heteros que não saem do armário, depoimentos e crônicas escritas pelo Fischer desde os primórdios da sua carreira, recheiam este livro fantástico. Ótima compreensão na leitura, um pouco de humor nas entrelinhas, e dicas para não se trancar no seu armário, fazem do livro uma ferramenta essencial ao crescimento humano.

Um país sem tabus, sem preconceitos, é um país evoluído. Sinal de que há pessoas!

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Eu sei que ela canta mal. Eu sei que ela é uma louca. Eu sei que é fresca. Eu sei que fica dando uma de santinha. Eu sei que se não fosse Madonna, ela não estaria de volta. É sério!

Mas gostaria de dar uma abertura também ao novo cd da Britney Spears. A “ex-princesinha do POP” – sim, porque agora é conhecida como “It’s Britney bitch!” – votou à cena com seu mais novo álbum estreado no dia do NOSSO aniversário, 02 de dezembro, Circus. Mais amadurecida – será que depois de tantos remédios, flashs, clínicas e juízes ela não iria melhorar? -, Spears estreou semanas atrás o hit “Womanizer”, agora “Circus”, mostrando não ser mais a menina de “Baby Onde More Time”. Estou ouvindo muito seu novo cd. Músicas interessantes: Womanizer, Circus, Out From Under, Kill The Lights, Shattered Glass. Até que enjoa, mas dá pra encarar. Outro que estou viciado também, é o American Life (Madonna), os 25 anos do Thriller (Michael Jackson), Immaculate Collection (Madonna), Hard Candy (Madonna)... Melhor eu parar. O que um pré-show não faz com um fã?

Pensamento:

"A melhor coisa em ser solteira é que sempre tem uma pessoa pra ser conquistada. Eu não gostaria que ninguém fosse o Sr. Madonna." [Madonna]

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

16:06 [ segunda-feira ]


- Está na estante, querido.

- Não. Aqui não está. Eu tenho certeza que você deixou lá no escritório...

- Ah...

- Bem, trouxe esse brinco pra você pôr hoje a noite.

- Hmmm. Lindos! Vamos sair?

- Estava pensando em irmos a um barzinho lá na praia grande. O que acha?
- Sabe, amor, é que não estou muito bem.

- O que aconteceu?

- Hoje de manhã recebi um email não muito bom.

- De quem?

- Do Victor.

- Meu deus. O que ele queria dessa vez, Mel?

- Quer conversar comigo... Disse que está com uns probleminhas familiares, e como eu sempre estive do lado dele, ajudando, dando conselhos, pediu pra sairmos. Eu disse que não dava. Ele começou a dizer que era por causa do “seu novo namorado”. Que eu só tenho tempo agora pra esse “seu novo namorado”. Brigamos, brigamos e ele desligou na minha cara.

- E só por isso vai ficar assim e não vamos sair?

- Queria ficar sozinha com você aqui mesmo. Comprei vinho!

- Ahhhh, se eu soubesse! Posso ir ali ao mercado comprar algum macarrão. Que tal?
- Fantástico! Aproveite e compre também chocolates.

- Então tá. Vou lá... [beija-a na boca]

...

- Sabe, eu adoro sentar aqui nessa mesa e ficar olhando você desse jeito. Como pega no talher, como pega na taça, como os seus olhos brilham...

- Ow, Marcelo... Eu também acho tudo isso. Você é um cavalheiro! O meu homem de todos os dias e para todos os dias.

- Quero-te sempre, sempre, sempre comigo, meu amor.

- Eu também, seu besta! [risada]

-Deixa eu dizer que te amo?

-Deixo você dizer e fazer. Quer amor? Continue aqui.


sexta-feira, 28 de novembro de 2008

You are my bitch, do hang your shit on me!


Està chegando a hora de ver Madonna em Sao Paulo. Os nervos estao gritando! Como eu disse em um tòpico antigo... Eu iria para o show. Esse sonho serà realizado sim!

=D

[And I'm not sorry]
[It's human nature]
[And I'm not sorry]
[It's human nature]

And I'm not sorry [I'm not sorry]
It's human nature [It's human nature]
And I'm not sorry [I'm not sorry]
I'm not your bitch don't hang your shit on me [it's human nature]

You wouldn't let me say the words I longed to say
You didn't want to see life through my eyes
[Express yourself, don't repress yourself]
You tried to shove me back inside your narrow room
And silence me with bitterness and lies
[Express yourself, don't repress your self]

Did I say something wrong?
Oops, I didn't know I couldn't talk about sex
[I musta been crazy]
Did I stay too long?
Oops, I didn't know I couldn't speak my mind
[What was I thinking]

And I'm not sorry [I'm not sorry]
It's human nature [It's human nature]
And I'm not sorry [I'm not sorry]
I'm not your bitch don't hang your shit on me [it's human nature]

You punished me for telling you my fantasies
I'm breakin' all the rules I didn't make
[Express yourself, don't repress yourself]
You took my words and made a trap for silly fools
You held me down and tried to make me break
[Express yourself, don't repress yourself]

Did I say something true?
Oops, I didn't know you couldn't talk about sex
[I musta been crazy]
Did I have a point of view?
oops, I didn't know I couldn't talk about you
[What was I thinking]

And I'm not sorry [I'm not sorry]
It's human nature [It's human nature]
And I'm not sorry [I'm not sorry]
I'm not your bitch don't hang your shit on me [it's human nature]

Express your self, don't repress your self
Express your self, don't repress your self
Express your self, don't repress your self
[I couldn't talk about]
Express your self, don't repress your self
Express your self, don't repress your self
Express your self, don't repress your self

Did I say something true?
Did I have a point of view?

Did I say something wrong?
Did I stay too long?

And I'm not sorry [I'm not sorry]
It's human nature [It's human nature]
And I'm not sorry [I'm not sorry]
I'm not your bitch don't hang your shit on me [it's human nature]

I'm not your bitch

I'm not your bitch

[It's Britney Bitch]

Don't hang your shit on me [it's humannature]

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

[ leitura... ]




Pequeno desabafo e libertação de LOVE

Depois de dois meses e uns dias para concluir minha leitura de LOVE – A História de Lisey, encontro-me na mesa do falecido computador para escrever algumas coisas referentes à obra, ao dia, aos meses, ao tempo, ao amor, a morte, ao ódio. Não quero parecer estranho ou normal para você que me lê. – Se é que alguém me lê! – Quero dizer que apesar de ter passado tanto tempo para terminar o dito livro, encantei-me com a viagem complexa que Stephen King fez para descrever o amor e ódio presentes em cada personagem.

Ser casada com um escritor super famoso não deve ser nada fácil. Aposto que Tabitha King sabe do que estou falando. Ou quem sabe o grande mestre do terror também passa pele situação LISEY-SCOTT. O tal escritor conhecido por suas obras como “O Iluminado”, “O Cemitério”, “Carrie, a estranha”, “Dança Macabra”, não navegou muito em LOVE no quesito “terror”. Posso dizer que esperava um pouco mais de suspense numa história que busca entregar a vida amorosa/odiosa de um casal e seus fãs alucinados, de pensamentos nada fáceis de conduzir quando se escreve um livro. Eu buscava mais o MEDO em LOVE. Mas não foi isso que encontrei. Se eu me satisfiz apenas com o terror e suspense gritante de “O Iluminado” e “O Cemitério”, BUUUM!! Quebrei a cara. King está de parabéns quanto à brincadeira com as palavras, frases, músicas e situações que caracterizam o afeto.

Scott Landon é o tipo de homem que possui um conhecimento musical e literário às vistas. É o tipo de escritor que para escrever poucas linhas, talvez incompreensíveis, viaja para outro mundo totalmente desconhecido de pessoas, digamos... “normais” (?). Não que seja uma inteligência incalculável para Landon. Apenas os “Demônios Vazios” vêm e conduzem ‘Scoott’ para Boo'ya Moon, para uma imaginação poderosa. Grandes leitores seus conseguem acompanhar e montar o quebra-cabeça que Scott e Stephen criam.

O amor e o ódio caminham juntos na cabeça dos escritores. Caminham juntos na cabeça dos fãs. E não importa se você vai ser preso, morto, ou a coisa vai infernizá-lo para o resto da vida. ESPANE! Que tal Engatilhar Sempre que Parecer Necessário? Por que não atirar? Por que não deixar para depois? Por que você não senta a joça desse traseiro na cadeira e escreve algo?!

Permita-me sair de cena...

MAIS UMA DOSE! CLARO QUE EU TÔ AFIM!

Correr por ai atrás de bools não dá certo. Trocar palavras por uma RC COLA muito menos! Eu pensei em dizer que amo o que escrevo, porém, atrás se esconde o ódio dos próprios pensamentos. Sinto-me como Lisey, tentando desvendar o quebra-cabeça de Scott. Os dias estão passando tão rápido, e já já chega no período da “mudança de vida”. Momentos de tensão seguem a todo custo por cada hora do dia. Mas o livro é a saída deste para o outro mundo. É o meio mais adequado para se libertar.

Não. Stephen King não me surpreendeu muito com LOVE. Muitos fãs podem me exorcizar com esta afirmação. Vai ver porque a história é complexa. Não, não acho que esse seja o real motivo para a minha discordância literária. É verdade quando se diz que foi apenas o terceiro livro que li do King. É verdade que “O Iluminado” e “O Cemitério” também possuem uma complexidade de pensamentos. Entretanto, não se compara a Lisey. Tenho certeza que preciso relê-lo numa outra estação. Tenho quase certeza que o terror MESMO do King, fugiu em LOVE.

O paradoxalismo fugiu hoje. Leia LOVE. Quebre a sua cabeça! ESPANE!

Agora, volto-me para Carlos Drummond de Andrade. Década de 1950. “Contos de Aprendiz” traz a liberdade na linguagem poética dos romancistas da modernidade, pugnando os ditos cujos parnasianos, que seguiam uma métrica, um preciosismo rítmico e vocabular. Drummond estabelece a poesia irônica, social, metafísica e amorosa. Boa leitura para mim!

Volto logo mais...

Texto escrito em: 13/10/2008

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Você é o desejo, e eu sou a realização !



Londres, 29 de setembro de 2008

Olá, desejo ardente, triste e proibido!

Não dá para não pôr um adjetivo desse tipo em você. Canso-me só de pensar que não o terei nos próximos meses. Canso-me só de saber que você não está nem ai para minhas declarações, infantilidades e vontades proibidas. Até o fim da tarde de hoje esperei por alguma ligação sua, carta, ou, ao menos, uma mensagem no MSN.

Eu sei que o que vivemos anos atrás, quer dizer, semanas... ou melhor, meses atrás, não foram suficientes para deixar-me lá no céu. Porém, atrevo-me a dizer para você que, realmente, aquele beijo foi o mais quente, lindo e delicado já recebido em toda a minha vida. Tudo bem. Não vai adiantar de nada eu me jogar nos teus pés, ou melhor, no teu corpo sadio, atraente e limpo.

Fiquei puta da vida quando soube do seu noivado com a Catarina. Não que eu deseje o mal, não é isso. Apenas queria ter essa chance, essa “boa sorte” de ser sua futura mulher. Por que você mesmo não me contou isso? Afinal, eu fiz e faço parte da sua vida. O que aconteceu com nós dois foi algo de outro mundo. Isso não pode ficar pra trás!

Tenho um amigo que mora em Parachutesópolis, que sempre conversa comigo. Chegamos à conclusão que você é um cego! Não, não, não! Chegamos à conclusão de que “os deuses sabem o que faz”. É inaceitável que a vida tem seus altos e baixos. Que por mais que apareçam essas pessoas especiais, precisamos aprender a perdê-las.

Furiosamente, eu não aceito tudo isso! Eu quero poder dormir mais uma vez e sonhar com o sorriso que me encantou desde o primeiro instante. Viver pensando nos seus lábios e olhos garbos junto aos meus um tanto quanto menores na cor, mas não na essência do amor, levar-me à loucura!

Há três noites que tento escrever algo para você, Paulo. Pode ser que essa tal paixão esteja escapando sem eu nem ver. Os livros que trocamos idéias sobre poesia, língua, histórias e música, continuam na estante da minha casa. As nossas fotos com as meninas, os meninos e sua família, completam a saudade, a paixão e o fogo ardente que sobe pelos pés e vai até a cabeça.

Sim, eu fiquei com outros garotos. Sim, eu fiquei com outros homens. Decididamente, nenhum chegou aos teus pés! Nenhum preenche-me como você. Muitos achavam que eu realmente apenas queria ficar e pronto. Lógico que era apenas para “amenizar” o fogo. A única pessoa que apagará e acenderá e apagará e acenderá o fogo é você.

Talvez eu já não tenha mais chance para ganhar outro beijo e abraço daqueles. Nossos encontros antigos, hoje repousam na saudade. Cadê que você vem me ver? Cadê que você vem me deixar mole, mole, mole de tesão? Cadê que você não sente mais a mesma coisa? Daqui a alguns dias eu viajo para a Escócia. Vou passar mais seis meses estudando lá. Não esperava que minha caminhada no Reino Unido fosse durar tanto! Cadê que você larga sua noiva e vem viajar comigo? Cadê que você me liga, Paulo?!

Eu não agüento mais! Eu não agüento mais esse tédio! Eu não agüento mais essa tristeza por não tê-lo comigo! Eu não agüento mais ter que olhar para a minha mãe, ou minha amiga de Sampanozópolis, e ser questionada quanto a essa situação! Porque você não some dos meus pensamentos?! Louco!

Perdoa-me por tudo que falei! Não, não! Aceita todas estas palavras e desaforos! Continuarei seguindo você até o meu coração EXPLODIR meeeeesmo de aflição. Tudo é você. Esse tudo é essencial para mim. Esse tudo é apenas mais um amor que vai ficar gravado na minha vida. Eu juro, Paulo, que vou te amar e te respeitar por toda minha vida. Eu também juro que não irei respeitar essa minha loucura amorosa.


“It's hard sometimes not to look away
And think what's the point when I'm having to hold this firedown
I think I'll explode if I can't feel this freely now 'cos
If you won't let me fall for you
Then you won't see the best thing I would love to do for you
'Cos I'm bored of hanging out in your cold
And if you find one day, find some freedom and relief
With this freedom maybe, maybe you will find some peace and
With this peace baby, I hope it brings you back to me” – Stoned ( Dido )

Um beijo com muito afeto!

Da sua sempre,

Mariana


sexta-feira, 22 de agosto de 2008

. what at you looking at? .


" Let your body move to the music
[move to the music]
Hey, hey, hey"


Aqui não tem o que você procurava.
Aqui ainda não tem conhecimentos.
Aqui ainda não tem a beleza.
Aqui não mostra a verdade.

Aqui contém luz negra.

EM BREVE, TEXTOS PROVOCANTES!

=]

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Mulher crua, grudenta e doce


“See which flavor you like and I'll have it for you”.

Você vem chegando e cantando isso no meu ouvido, e vou entrando num êxtase profundo. Consegue acelerar o coração em qualquer pista de dança. Pode até parecer uma fantasia, não é mesmo? Mas ultimamente, mais preciso nos últimos 28 meses, venho sentindo tamanha admiração com o tipão de mulher que está nesse corpo jovial. Passam-se os anos, e a originalidade floresce dentro de você. Vão se passando os “hits”, os modismos, mas você continua mexendo os meus esqueletos. Eu sei que agora você deve estar em Nova Iorque ensaiando para sua próxima turner. Eu sei que é impossível, diga-se de passagem, que um dia você leia esse tópico. Porém, sinto que você sente que seus verdadeiros admiradores estão pensando em você, escrevendo sobre você, enfim...

Crie uma nova história. Seja mais ainda polêmica. Beije a boca daquela cantora, dance agarradinha com aquele outro cantor. Descrucifixe os dogmas. Mande pra puta que os pariu aqueles que não dão crédito a “human nature”. Seja Mandona. Seja.

Madonna não tem um pingo de noção no cenário da música. Madonna é metida. Uma mulher que já vai chegar aos 50 anos e, ainda assim, materializa-se como uma menina da sua época de doidices e sacanagens. Audácia!

Sabe, Madonna, és a arte em pessoa. É incrível como algumas pessoas aparecem na nossa vida e marcam tanto. Tenho falado isso comigo, e é como se aquela “tia”, aquela “mãe”, aquela “protetora” estivesse perto. Não dá pra explicar melhor, está vendo? Estou nervoso só de escrever essas besteiras.

Último cd? Um doce de amargo. Uma mistureba de sentimentos... Toques dourados e infantis no meio de tanto pirulito, chiclete, confeito e chocolates! Ambigüidades acirradas. Sem vergonha na cara até umas horas. Comparações demoníacas no final. Vozes de reis, de escravos... A dança como sempre no início da noite. Because the night is a young!

No fim do ano você virá ao Brasil, né? Vamos ver se eu vou conseguir vê-la de perto cantando aquelas músicas maravilhosas. We are waiting u, M-Dolla!

“Which makes me feel like the only one
(The only one)
That the light shines on”
; )

domingo, 13 de julho de 2008

Carta de uma Puta [ I ]

Foto: Google

Postrocópolis, 13 de Julho de 2001

Puta! É o que sou. Eu vivo em muitos bares e boates dessa cidade. Procuro homens que me completem e saibam realmente fazer o trabalho certo. Sim, eu também tenho uma família. Moro com minha mãe, coitada, de 65 anos, e com meu pai de 72. Eles me reprovaram quando souberam do que eu faço na sexta e no sábado. Eu tenho também um filho de 2 aninhos que é uma graça! Um relacionamento quente, com um desses gringos que vêm aqui procurar “mulatas”, e encontram logo uma rapariga feito eu.

Resolvi escrever isso aqui para dizer um pouco de como é minha vida, e deixar mais um registro de minha existência. Meu nome é Paulla Martiniano de Medeiros e Silva, tenho 28 anos, sou formada em Filosofia, trabalho pela manhã e tarde no Centro de Ensino Sobre a Vida para crianças de 8 a 10 anos. Minha frase filosófica é: “Tanto o bem quanto o mal são necessários ao todo”. Algumas pessoas sabem do meu trabalho também como puta. No começo fui super criticada, e algumas mães não queriam que seus filhos interagissem com uma mulher “demoníaca”, era como elas diziam.

O Felipe, meu filho, todas as tardes vai comigo para o CESV. Ele adora as dinâmicas que faço com as outras crianças. Agora ele está ali na caminha dormindo. O pai dele, Jorgen, um norueguês de 42 anos, sempre manda a grana para eu manter o Lipe, e também a uso para mim. Desde que conheci o Jorgen, ele me ajuda em tudo. O carro que tenho hoje foi graças a ele, o apartamento que comprei para os meus pais, foi com a ajuda do Jorgen. Nós não somos casados, nem namorados. Nos dias de hoje estamos classificados como “ficantes”.

Pensei muito nos últimos dias sobre a minha vida como puta. Eu gosto do prazer sexual, de sentir o corpo de cada um no meu, de beijar quase todas as partes dos homens mais atraentes, limpos e educados. Sim, nesse mundo de prostituição, de raparigagem e putaria, existem pessoas! É difícil ao mesmo tempo agüentar quatro transas por noite. Quatro na sexta e quatro no sábado. Os homens são animalescos. Mas o jeito como eles me pegam é interessante, é excitante. Eu gosto daquele calor, quando estamos no motel. Gosto de sentir a pele grossa envolvendo o meu corpo rodado. Eu gosto de sentir as lambidas que muitos dão em minhas curvas, em meus seios grossos, para ser mais exata, no bico dos meus seios! Eu sou uma vadia. Quero parar com tudo isso. Está me cansando, na verdade.

Eu poderia apenas me divertir em algumas noites, ficar com outras pessoas, e parar de fazer programa. Eu posso continuar com esse meu jeito escandaloso, vulgar e nojento. Posso continuar trabalhando como filósofa com aquelas crianças. Posso continuar transando e lambendo o pau daquele norueguês que sustenta meu filho e eu! Não deveria ligar para o que você pensa, para o que você diz, para o que meus pensamentos também me condenam. Mas resolvi mudar pelo meu filho. Apenas por ele.

Sim, eu sou puta mesmo. Eu sou uma rapariga de beira de esquina, seus nojentos! Eu sou a mulher decadente, a mulher que fica com vários, a mulher fácil. Sou também uma mãe descontrolada, controlada, filósofa.

Você já prestou atenção em quem está ao seu redor?

Até mais.