segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Lost Dog


Foto: Via Costeira / Natal-RN (by Nobre Epígono)

Olá.

E eu achei que estivesse perdido feito um cão farejador. A brisa do mar não me contentava mais naqueles dias em que a solidão era minha única amiga. Melhor, os livros eram meus únicos amigos.

Amigos. Ah, doce ilusão. Quem realmente está com você quando mais precisa? Salvam-se alguns, claro. Não posso também chegar ao ponto de negar que tenho "amigos".

Alimentação. Acho que nesta semana meu filho morre dentro da minha barriga. Sim. Há três semanas que sonho com um milk-shake do Girafas, Bob's ou Mc Donalds. Nunca dá certo. Grana, tempo, logo depois, tive tempo. Mas quando fui passar no cartão R$ 5,90, deu "erro no sistema" (ou eu não peguei a conta?).

Praia, sol, mar... Pessoa dez de espírito ao meu lado. Caminhar e esquecer quem eu fiz sofrer. Caminhar e esquecer quem me fez e faz sofrer. Caminhar e saber que você pode mudar algo. Sonhar. Sonhar alto. Sempre querer o melhor... Sempre querer mais. Satisfazer-se com mais. Eu busco mais um pouco de alegria. Busco em alguém que, REALMENTE, saiba como fazer isso. Busco em alguém ou algo que, REALMENTE, quero.

Música. Eletrônica. Luzes. Pessoas. Toques. Dança. Tênis. Sapatos. Vozes. Corpos. Rostos. Química!

"Touch my skin, and tell me what you're thinking.
Take my hand, and show me where we're going.
Lie down next to me,
look into my eyes,
and tell me -- oh tell me what you're seeing." - Take My Hand (Dido)

Bom dia de começo de semana.
;)

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

. comida ê, comida á .




Entrada suculenta.
Banana gostosinha.
Sabor exótico raw.

Comida!

Pensamento:

"Os maus vivem para comer e beber. Enquanto isso, os bons comem e bebem para viver." [Sócrates]

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Sorria. Isso basta!




Oi?

Estou com a edição de dezembro da revista Rolling Stone do Brasil. Na capa principal tem a Madonna (e aja Madonna ultimamente ¬¬). Por trás da capa principal, veio uma com um bebêzinho muito “cutxi-cutxi”!

Desde que comprei, não paro de olhar pra essa criaturinha e dizer: “Mô deus do céu! Tem coisinha mais linda que você, pimpolho?!”. A gente se sente feliz com o sorriso “polêmico” de uma criança inocente dessa, e esquece muitos problemas.

Para me satisfazer mais ainda, encontrei um vídeo bem curtinho que vale a pena conferir no You Tube de um filhote rindo como safado! Olha que coisa mais gostosa: bebêzénho.

Pensamento:

"Só as crianças e os bem velhinhos conhecem a volúpia de viver dia a dia, hora a hora, e suas esperanças são breves." [Mário Quintana]

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

coisas. Coisas simples. coisas



Um filme de vez em quando até que é bom. O último que assisti, há uns dias, foi “Na Natureza Selvagem” (Into The Wild). Não pude assistir no cinema, comprei um DVD pirata (desculpem-me! Mas foi o jeito), porém não estava com ânimo para vê-lo.

Passaram-se dias e dias, até que semana passada resolvi sentar no sofá e deliciar-me com Emile Hirsch fazendo o papel real de Christopher McCandless e ouvir a doce-dura-e-respeitosa voz de Eddie Vedder (mais que fantástico!)!

Into The Wild comove em todas as cenas. Mostra a trajetória de um “riquinho” estudante que está se formando. Para não mais viver com toda a mordomia que possuía e adquirir a própria liberdade, McCandless resolve aventurar-se nos Estados Unidos dos anos 90. Encontra na natureza, respostas da sobrevivência dos seres, amadurecimento, medo, coragem, amigos (diga-se de passagem) com quem aprende várias coisas e cria um laço afetivo. Chris lança-se para um objetivo maior: chegar ao Alasca Selvagem!

Não posso deixar de dizer que chorei muito em algumas partes quando entra a voz do Vedder, e principalmente no desfecho do filme. Vale MUITO a pena conferir!

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Mudando de lugar, estou conhecendo mais um pouco do mundo GLBT. Sim. Em uma
sociedade praticamente homofóbica, como a nossa, as poucas pessoas inteligentes que se prezam, deveriam conhecer “o outro lado da vida”. Em “Como o mundo virou gay? Crônicas sobre a nova ordem sexual”, o jornalista, DJ, autor, tradutor, empresário e agitador cultural, criador do Mix Brasil, André Fischer mostra o lado colorido da sociedade, principalmente, moderna.

Os preconceitos, casamentos, sacanagens, estilos, paradas gay, noite agitada em São Paulo, gays na TV, glossário, homofobia, os ditos heteros que não saem do armário, depoimentos e crônicas escritas pelo Fischer desde os primórdios da sua carreira, recheiam este livro fantástico. Ótima compreensão na leitura, um pouco de humor nas entrelinhas, e dicas para não se trancar no seu armário, fazem do livro uma ferramenta essencial ao crescimento humano.

Um país sem tabus, sem preconceitos, é um país evoluído. Sinal de que há pessoas!

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Eu sei que ela canta mal. Eu sei que ela é uma louca. Eu sei que é fresca. Eu sei que fica dando uma de santinha. Eu sei que se não fosse Madonna, ela não estaria de volta. É sério!

Mas gostaria de dar uma abertura também ao novo cd da Britney Spears. A “ex-princesinha do POP” – sim, porque agora é conhecida como “It’s Britney bitch!” – votou à cena com seu mais novo álbum estreado no dia do NOSSO aniversário, 02 de dezembro, Circus. Mais amadurecida – será que depois de tantos remédios, flashs, clínicas e juízes ela não iria melhorar? -, Spears estreou semanas atrás o hit “Womanizer”, agora “Circus”, mostrando não ser mais a menina de “Baby Onde More Time”. Estou ouvindo muito seu novo cd. Músicas interessantes: Womanizer, Circus, Out From Under, Kill The Lights, Shattered Glass. Até que enjoa, mas dá pra encarar. Outro que estou viciado também, é o American Life (Madonna), os 25 anos do Thriller (Michael Jackson), Immaculate Collection (Madonna), Hard Candy (Madonna)... Melhor eu parar. O que um pré-show não faz com um fã?

Pensamento:

"A melhor coisa em ser solteira é que sempre tem uma pessoa pra ser conquistada. Eu não gostaria que ninguém fosse o Sr. Madonna." [Madonna]

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

16:06 [ segunda-feira ]


- Está na estante, querido.

- Não. Aqui não está. Eu tenho certeza que você deixou lá no escritório...

- Ah...

- Bem, trouxe esse brinco pra você pôr hoje a noite.

- Hmmm. Lindos! Vamos sair?

- Estava pensando em irmos a um barzinho lá na praia grande. O que acha?
- Sabe, amor, é que não estou muito bem.

- O que aconteceu?

- Hoje de manhã recebi um email não muito bom.

- De quem?

- Do Victor.

- Meu deus. O que ele queria dessa vez, Mel?

- Quer conversar comigo... Disse que está com uns probleminhas familiares, e como eu sempre estive do lado dele, ajudando, dando conselhos, pediu pra sairmos. Eu disse que não dava. Ele começou a dizer que era por causa do “seu novo namorado”. Que eu só tenho tempo agora pra esse “seu novo namorado”. Brigamos, brigamos e ele desligou na minha cara.

- E só por isso vai ficar assim e não vamos sair?

- Queria ficar sozinha com você aqui mesmo. Comprei vinho!

- Ahhhh, se eu soubesse! Posso ir ali ao mercado comprar algum macarrão. Que tal?
- Fantástico! Aproveite e compre também chocolates.

- Então tá. Vou lá... [beija-a na boca]

...

- Sabe, eu adoro sentar aqui nessa mesa e ficar olhando você desse jeito. Como pega no talher, como pega na taça, como os seus olhos brilham...

- Ow, Marcelo... Eu também acho tudo isso. Você é um cavalheiro! O meu homem de todos os dias e para todos os dias.

- Quero-te sempre, sempre, sempre comigo, meu amor.

- Eu também, seu besta! [risada]

-Deixa eu dizer que te amo?

-Deixo você dizer e fazer. Quer amor? Continue aqui.


sexta-feira, 28 de novembro de 2008

You are my bitch, do hang your shit on me!


Està chegando a hora de ver Madonna em Sao Paulo. Os nervos estao gritando! Como eu disse em um tòpico antigo... Eu iria para o show. Esse sonho serà realizado sim!

=D

[And I'm not sorry]
[It's human nature]
[And I'm not sorry]
[It's human nature]

And I'm not sorry [I'm not sorry]
It's human nature [It's human nature]
And I'm not sorry [I'm not sorry]
I'm not your bitch don't hang your shit on me [it's human nature]

You wouldn't let me say the words I longed to say
You didn't want to see life through my eyes
[Express yourself, don't repress yourself]
You tried to shove me back inside your narrow room
And silence me with bitterness and lies
[Express yourself, don't repress your self]

Did I say something wrong?
Oops, I didn't know I couldn't talk about sex
[I musta been crazy]
Did I stay too long?
Oops, I didn't know I couldn't speak my mind
[What was I thinking]

And I'm not sorry [I'm not sorry]
It's human nature [It's human nature]
And I'm not sorry [I'm not sorry]
I'm not your bitch don't hang your shit on me [it's human nature]

You punished me for telling you my fantasies
I'm breakin' all the rules I didn't make
[Express yourself, don't repress yourself]
You took my words and made a trap for silly fools
You held me down and tried to make me break
[Express yourself, don't repress yourself]

Did I say something true?
Oops, I didn't know you couldn't talk about sex
[I musta been crazy]
Did I have a point of view?
oops, I didn't know I couldn't talk about you
[What was I thinking]

And I'm not sorry [I'm not sorry]
It's human nature [It's human nature]
And I'm not sorry [I'm not sorry]
I'm not your bitch don't hang your shit on me [it's human nature]

Express your self, don't repress your self
Express your self, don't repress your self
Express your self, don't repress your self
[I couldn't talk about]
Express your self, don't repress your self
Express your self, don't repress your self
Express your self, don't repress your self

Did I say something true?
Did I have a point of view?

Did I say something wrong?
Did I stay too long?

And I'm not sorry [I'm not sorry]
It's human nature [It's human nature]
And I'm not sorry [I'm not sorry]
I'm not your bitch don't hang your shit on me [it's human nature]

I'm not your bitch

I'm not your bitch

[It's Britney Bitch]

Don't hang your shit on me [it's humannature]

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

[ leitura... ]




Pequeno desabafo e libertação de LOVE

Depois de dois meses e uns dias para concluir minha leitura de LOVE – A História de Lisey, encontro-me na mesa do falecido computador para escrever algumas coisas referentes à obra, ao dia, aos meses, ao tempo, ao amor, a morte, ao ódio. Não quero parecer estranho ou normal para você que me lê. – Se é que alguém me lê! – Quero dizer que apesar de ter passado tanto tempo para terminar o dito livro, encantei-me com a viagem complexa que Stephen King fez para descrever o amor e ódio presentes em cada personagem.

Ser casada com um escritor super famoso não deve ser nada fácil. Aposto que Tabitha King sabe do que estou falando. Ou quem sabe o grande mestre do terror também passa pele situação LISEY-SCOTT. O tal escritor conhecido por suas obras como “O Iluminado”, “O Cemitério”, “Carrie, a estranha”, “Dança Macabra”, não navegou muito em LOVE no quesito “terror”. Posso dizer que esperava um pouco mais de suspense numa história que busca entregar a vida amorosa/odiosa de um casal e seus fãs alucinados, de pensamentos nada fáceis de conduzir quando se escreve um livro. Eu buscava mais o MEDO em LOVE. Mas não foi isso que encontrei. Se eu me satisfiz apenas com o terror e suspense gritante de “O Iluminado” e “O Cemitério”, BUUUM!! Quebrei a cara. King está de parabéns quanto à brincadeira com as palavras, frases, músicas e situações que caracterizam o afeto.

Scott Landon é o tipo de homem que possui um conhecimento musical e literário às vistas. É o tipo de escritor que para escrever poucas linhas, talvez incompreensíveis, viaja para outro mundo totalmente desconhecido de pessoas, digamos... “normais” (?). Não que seja uma inteligência incalculável para Landon. Apenas os “Demônios Vazios” vêm e conduzem ‘Scoott’ para Boo'ya Moon, para uma imaginação poderosa. Grandes leitores seus conseguem acompanhar e montar o quebra-cabeça que Scott e Stephen criam.

O amor e o ódio caminham juntos na cabeça dos escritores. Caminham juntos na cabeça dos fãs. E não importa se você vai ser preso, morto, ou a coisa vai infernizá-lo para o resto da vida. ESPANE! Que tal Engatilhar Sempre que Parecer Necessário? Por que não atirar? Por que não deixar para depois? Por que você não senta a joça desse traseiro na cadeira e escreve algo?!

Permita-me sair de cena...

MAIS UMA DOSE! CLARO QUE EU TÔ AFIM!

Correr por ai atrás de bools não dá certo. Trocar palavras por uma RC COLA muito menos! Eu pensei em dizer que amo o que escrevo, porém, atrás se esconde o ódio dos próprios pensamentos. Sinto-me como Lisey, tentando desvendar o quebra-cabeça de Scott. Os dias estão passando tão rápido, e já já chega no período da “mudança de vida”. Momentos de tensão seguem a todo custo por cada hora do dia. Mas o livro é a saída deste para o outro mundo. É o meio mais adequado para se libertar.

Não. Stephen King não me surpreendeu muito com LOVE. Muitos fãs podem me exorcizar com esta afirmação. Vai ver porque a história é complexa. Não, não acho que esse seja o real motivo para a minha discordância literária. É verdade quando se diz que foi apenas o terceiro livro que li do King. É verdade que “O Iluminado” e “O Cemitério” também possuem uma complexidade de pensamentos. Entretanto, não se compara a Lisey. Tenho certeza que preciso relê-lo numa outra estação. Tenho quase certeza que o terror MESMO do King, fugiu em LOVE.

O paradoxalismo fugiu hoje. Leia LOVE. Quebre a sua cabeça! ESPANE!

Agora, volto-me para Carlos Drummond de Andrade. Década de 1950. “Contos de Aprendiz” traz a liberdade na linguagem poética dos romancistas da modernidade, pugnando os ditos cujos parnasianos, que seguiam uma métrica, um preciosismo rítmico e vocabular. Drummond estabelece a poesia irônica, social, metafísica e amorosa. Boa leitura para mim!

Volto logo mais...

Texto escrito em: 13/10/2008

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Você é o desejo, e eu sou a realização !



Londres, 29 de setembro de 2008

Olá, desejo ardente, triste e proibido!

Não dá para não pôr um adjetivo desse tipo em você. Canso-me só de pensar que não o terei nos próximos meses. Canso-me só de saber que você não está nem ai para minhas declarações, infantilidades e vontades proibidas. Até o fim da tarde de hoje esperei por alguma ligação sua, carta, ou, ao menos, uma mensagem no MSN.

Eu sei que o que vivemos anos atrás, quer dizer, semanas... ou melhor, meses atrás, não foram suficientes para deixar-me lá no céu. Porém, atrevo-me a dizer para você que, realmente, aquele beijo foi o mais quente, lindo e delicado já recebido em toda a minha vida. Tudo bem. Não vai adiantar de nada eu me jogar nos teus pés, ou melhor, no teu corpo sadio, atraente e limpo.

Fiquei puta da vida quando soube do seu noivado com a Catarina. Não que eu deseje o mal, não é isso. Apenas queria ter essa chance, essa “boa sorte” de ser sua futura mulher. Por que você mesmo não me contou isso? Afinal, eu fiz e faço parte da sua vida. O que aconteceu com nós dois foi algo de outro mundo. Isso não pode ficar pra trás!

Tenho um amigo que mora em Parachutesópolis, que sempre conversa comigo. Chegamos à conclusão que você é um cego! Não, não, não! Chegamos à conclusão de que “os deuses sabem o que faz”. É inaceitável que a vida tem seus altos e baixos. Que por mais que apareçam essas pessoas especiais, precisamos aprender a perdê-las.

Furiosamente, eu não aceito tudo isso! Eu quero poder dormir mais uma vez e sonhar com o sorriso que me encantou desde o primeiro instante. Viver pensando nos seus lábios e olhos garbos junto aos meus um tanto quanto menores na cor, mas não na essência do amor, levar-me à loucura!

Há três noites que tento escrever algo para você, Paulo. Pode ser que essa tal paixão esteja escapando sem eu nem ver. Os livros que trocamos idéias sobre poesia, língua, histórias e música, continuam na estante da minha casa. As nossas fotos com as meninas, os meninos e sua família, completam a saudade, a paixão e o fogo ardente que sobe pelos pés e vai até a cabeça.

Sim, eu fiquei com outros garotos. Sim, eu fiquei com outros homens. Decididamente, nenhum chegou aos teus pés! Nenhum preenche-me como você. Muitos achavam que eu realmente apenas queria ficar e pronto. Lógico que era apenas para “amenizar” o fogo. A única pessoa que apagará e acenderá e apagará e acenderá o fogo é você.

Talvez eu já não tenha mais chance para ganhar outro beijo e abraço daqueles. Nossos encontros antigos, hoje repousam na saudade. Cadê que você vem me ver? Cadê que você vem me deixar mole, mole, mole de tesão? Cadê que você não sente mais a mesma coisa? Daqui a alguns dias eu viajo para a Escócia. Vou passar mais seis meses estudando lá. Não esperava que minha caminhada no Reino Unido fosse durar tanto! Cadê que você larga sua noiva e vem viajar comigo? Cadê que você me liga, Paulo?!

Eu não agüento mais! Eu não agüento mais esse tédio! Eu não agüento mais essa tristeza por não tê-lo comigo! Eu não agüento mais ter que olhar para a minha mãe, ou minha amiga de Sampanozópolis, e ser questionada quanto a essa situação! Porque você não some dos meus pensamentos?! Louco!

Perdoa-me por tudo que falei! Não, não! Aceita todas estas palavras e desaforos! Continuarei seguindo você até o meu coração EXPLODIR meeeeesmo de aflição. Tudo é você. Esse tudo é essencial para mim. Esse tudo é apenas mais um amor que vai ficar gravado na minha vida. Eu juro, Paulo, que vou te amar e te respeitar por toda minha vida. Eu também juro que não irei respeitar essa minha loucura amorosa.


“It's hard sometimes not to look away
And think what's the point when I'm having to hold this firedown
I think I'll explode if I can't feel this freely now 'cos
If you won't let me fall for you
Then you won't see the best thing I would love to do for you
'Cos I'm bored of hanging out in your cold
And if you find one day, find some freedom and relief
With this freedom maybe, maybe you will find some peace and
With this peace baby, I hope it brings you back to me” – Stoned ( Dido )

Um beijo com muito afeto!

Da sua sempre,

Mariana


sexta-feira, 22 de agosto de 2008

. what at you looking at? .


" Let your body move to the music
[move to the music]
Hey, hey, hey"


Aqui não tem o que você procurava.
Aqui ainda não tem conhecimentos.
Aqui ainda não tem a beleza.
Aqui não mostra a verdade.

Aqui contém luz negra.

EM BREVE, TEXTOS PROVOCANTES!

=]

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Mulher crua, grudenta e doce


“See which flavor you like and I'll have it for you”.

Você vem chegando e cantando isso no meu ouvido, e vou entrando num êxtase profundo. Consegue acelerar o coração em qualquer pista de dança. Pode até parecer uma fantasia, não é mesmo? Mas ultimamente, mais preciso nos últimos 28 meses, venho sentindo tamanha admiração com o tipão de mulher que está nesse corpo jovial. Passam-se os anos, e a originalidade floresce dentro de você. Vão se passando os “hits”, os modismos, mas você continua mexendo os meus esqueletos. Eu sei que agora você deve estar em Nova Iorque ensaiando para sua próxima turner. Eu sei que é impossível, diga-se de passagem, que um dia você leia esse tópico. Porém, sinto que você sente que seus verdadeiros admiradores estão pensando em você, escrevendo sobre você, enfim...

Crie uma nova história. Seja mais ainda polêmica. Beije a boca daquela cantora, dance agarradinha com aquele outro cantor. Descrucifixe os dogmas. Mande pra puta que os pariu aqueles que não dão crédito a “human nature”. Seja Mandona. Seja.

Madonna não tem um pingo de noção no cenário da música. Madonna é metida. Uma mulher que já vai chegar aos 50 anos e, ainda assim, materializa-se como uma menina da sua época de doidices e sacanagens. Audácia!

Sabe, Madonna, és a arte em pessoa. É incrível como algumas pessoas aparecem na nossa vida e marcam tanto. Tenho falado isso comigo, e é como se aquela “tia”, aquela “mãe”, aquela “protetora” estivesse perto. Não dá pra explicar melhor, está vendo? Estou nervoso só de escrever essas besteiras.

Último cd? Um doce de amargo. Uma mistureba de sentimentos... Toques dourados e infantis no meio de tanto pirulito, chiclete, confeito e chocolates! Ambigüidades acirradas. Sem vergonha na cara até umas horas. Comparações demoníacas no final. Vozes de reis, de escravos... A dança como sempre no início da noite. Because the night is a young!

No fim do ano você virá ao Brasil, né? Vamos ver se eu vou conseguir vê-la de perto cantando aquelas músicas maravilhosas. We are waiting u, M-Dolla!

“Which makes me feel like the only one
(The only one)
That the light shines on”
; )

domingo, 13 de julho de 2008

Carta de uma Puta [ I ]

Foto: Google

Postrocópolis, 13 de Julho de 2001

Puta! É o que sou. Eu vivo em muitos bares e boates dessa cidade. Procuro homens que me completem e saibam realmente fazer o trabalho certo. Sim, eu também tenho uma família. Moro com minha mãe, coitada, de 65 anos, e com meu pai de 72. Eles me reprovaram quando souberam do que eu faço na sexta e no sábado. Eu tenho também um filho de 2 aninhos que é uma graça! Um relacionamento quente, com um desses gringos que vêm aqui procurar “mulatas”, e encontram logo uma rapariga feito eu.

Resolvi escrever isso aqui para dizer um pouco de como é minha vida, e deixar mais um registro de minha existência. Meu nome é Paulla Martiniano de Medeiros e Silva, tenho 28 anos, sou formada em Filosofia, trabalho pela manhã e tarde no Centro de Ensino Sobre a Vida para crianças de 8 a 10 anos. Minha frase filosófica é: “Tanto o bem quanto o mal são necessários ao todo”. Algumas pessoas sabem do meu trabalho também como puta. No começo fui super criticada, e algumas mães não queriam que seus filhos interagissem com uma mulher “demoníaca”, era como elas diziam.

O Felipe, meu filho, todas as tardes vai comigo para o CESV. Ele adora as dinâmicas que faço com as outras crianças. Agora ele está ali na caminha dormindo. O pai dele, Jorgen, um norueguês de 42 anos, sempre manda a grana para eu manter o Lipe, e também a uso para mim. Desde que conheci o Jorgen, ele me ajuda em tudo. O carro que tenho hoje foi graças a ele, o apartamento que comprei para os meus pais, foi com a ajuda do Jorgen. Nós não somos casados, nem namorados. Nos dias de hoje estamos classificados como “ficantes”.

Pensei muito nos últimos dias sobre a minha vida como puta. Eu gosto do prazer sexual, de sentir o corpo de cada um no meu, de beijar quase todas as partes dos homens mais atraentes, limpos e educados. Sim, nesse mundo de prostituição, de raparigagem e putaria, existem pessoas! É difícil ao mesmo tempo agüentar quatro transas por noite. Quatro na sexta e quatro no sábado. Os homens são animalescos. Mas o jeito como eles me pegam é interessante, é excitante. Eu gosto daquele calor, quando estamos no motel. Gosto de sentir a pele grossa envolvendo o meu corpo rodado. Eu gosto de sentir as lambidas que muitos dão em minhas curvas, em meus seios grossos, para ser mais exata, no bico dos meus seios! Eu sou uma vadia. Quero parar com tudo isso. Está me cansando, na verdade.

Eu poderia apenas me divertir em algumas noites, ficar com outras pessoas, e parar de fazer programa. Eu posso continuar com esse meu jeito escandaloso, vulgar e nojento. Posso continuar trabalhando como filósofa com aquelas crianças. Posso continuar transando e lambendo o pau daquele norueguês que sustenta meu filho e eu! Não deveria ligar para o que você pensa, para o que você diz, para o que meus pensamentos também me condenam. Mas resolvi mudar pelo meu filho. Apenas por ele.

Sim, eu sou puta mesmo. Eu sou uma rapariga de beira de esquina, seus nojentos! Eu sou a mulher decadente, a mulher que fica com vários, a mulher fácil. Sou também uma mãe descontrolada, controlada, filósofa.

Você já prestou atenção em quem está ao seu redor?

Até mais.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

o tempo com ou sem você

“Nas asas do amor a alma anseia por voar ‘para casa’, para o mundo das idéias. Ela quer ser libertada da ‘prisão do corpo’...” – Platão

São com essas palavras que começo o meu texto destinado a você. Você pode não ser mesmo VOCÊ que está lendo-me. Você pode ser qualquer um que, por natureza, habita no universo louco que fomos jogados para sermos pequenos, grandes e eternos personagens. Talvez não seja isso que eu quero falar neste exato momento. Talvez seja algo tão “normal” para você, que de nada irão adiantar as palavras digitadas aqui.

Eu quero me libertar das correntes que me prendem. Eu quero poder viver mais um pouco imaginando cada olhar seu, cada sorriso, cada coisa que você diz no dia em que estivermos a sós. Isso é tão pequeno diante de tantos outros desejos, ou sonhos. Ah, os sonhos... Eles vêm sem pedir licença, sem bater na minha porta. Se eu pudesse, eu tentaria não sonhar com tudo aquilo. O “aquilo” são seqüências de ações que um dia aconteceram ou poderão acontecer com nós. Mas só de pensar em não querer pensar em você, eu acabo pensando. Sinto que você está em sintonia comigo. Porém, isso não passa de uma ilusão da minha cabeça. Eu preciso parar de me preocupar contigo. Preciso parar de escrever textos e mais textos que levem meus pensamentos diretamente a você.

Não, não. Exatamente às três da manhã, escrevo isso. Na janela batem as luzes da lua oferecendo-me um caminho de volta para casa. Partículas de sentimentos mechem com o meu coração. Agora mesmo sinto uma vontade de ir deitar. Acalmar os neurônios. Mas quem disse que eles ficam um minuto sem pensar em você? Ou sem pensar em parar de pensar em tantas outras histórias?

Vivo um drama, uma alegria e uma recordação toda vez que resolvo escrever sobre você. “A história do pensamento é um drama de muitos atos”. E como!

Já tentei odiá-lo. Sim, apenas odiá-lo. Mas não deu certo. É preciso ter a constante interação dos opostos. O bem e o mal caminham juntos. São necessários ao homem. Você não presta, não presta, não presta e não presta!

- Eu não presto? Por que não?
- Sim, não presta. Porque faz com que eu me sinta assim... Em conflito.
- Quer que eu desapareça de sua vida?
- Por um tempo sim.
- Quanto tempo você esperaria?
- Esperaria até o meu coração sangrar de aflição.

Por que eu criei isso? Por que esse “você” vem na minha cara e diz essas e outras coisas? Não pense que esse texto foi para você. Não, não foi. Não, não é seu. É meu. Foi para mim. Para nós. Eu e a personagem. Não me adore. Não diga que gosta de mim. Não sinta o meu perfume. Não tente ouvir minha voz. Não tente conversar comigo. Não chore, não sorria para mim. Um dia isso pode passar. Apenas faça tudo isso por um tempo. Depois eu quero o contrário. Eu adoro o “você”. Eu adoro a “personagem”. Eu adoro os “capítulos”. Eu tenho medo dos finais. Eu tenho alegria nos olhos de pensar que você um dia será apenas mais uma personagem na minha vida de escritor.


[ ponto final. sem aplausos. Sem alegrias. Sem risos. Mas com saudades. Com saudades infinitas. Saudades infinitas. Infinitas. Finitas. Nitas. Ás. ]


Boa noite.

domingo, 15 de junho de 2008

[ alguém que se esconde n'outro alguém ]

Cansaçópolis, 10 de junho de 2016

Olá, Mariano!

Nada mudou em todos estes anos. Eu continuo com os cabelos pretos e curtos até os ombros. O trabalho continua me cansando, e suas cartas ainda estão guardadas embaixo do colchão. Hoje, dorme um outro homem nesta cama que um dia nós transamos e geramos o Mateus. É, neste ponto posso dizer que minha vida mudou.

O Ângelo trabalha em um laboratório de química de uma fábrica de cosméticos. Estranho, não? Ele é um homem diferente do que você foi comigo. Ele é mais romântico, mais carinhoso, mais charmoso, mais HOMEM. Não que você não tenha sido um pouco disso tudo. Porém, ele torna-se um ser humano diferente justamente porque eu o fiz ficar assim. Ele não é de falar muito. Apenas quando me deito na cama, ou no sofá branco, ele chega perto de mim e põe aquela boca e respiração nas minhas orelhas.

Há três semanas eu descobri uma coisa grave: o Ângelo tem o poder de sumir de repente. Sem contar com as mensagens que eu envio para ele no celular, e não obtenho respostas instantâneas. A última mensagem que mandei foi a seguinte: “Meu amor, eu sei que estás tão longe de mim no espaço, mas não no coração. É bom poder sentir que nada foi em vão. Beijos carinhosos de sua mulher que tanto o estima.” Fui muito profunda, Mariano? Acho que não. Você sabe bem que sempre agi dessa forma ‘piegas de ser’.

Antes de ontem comprei um computador novo, e ontem a noite comecei a escrever o meu “livro de cartas”. Penso em publicá-lo em breve. Lembra que eu te falei uma vez que eu ainda iria escrever um livro? Você esnobava de mim. Pois é, aqui estou escrevendo mais uma carta para a minha obra literária!

Agora tudo mudou, Mariano. Sinto neste exato momento que tudo mudou. Acho que não quero prosseguir uma carta para alguém que me deixou. Tenho certeza que não vou receber respostas suas. Seria melhor eu continuar aqui com o meu Ângelo carinhoso, romântico, não-respondedor de mensagens, do que com você? Ajude-me! Que horrível!
Olha, olha, olha! O Mateus acabou de chegar da escolinha, e preciso ajudá-lo a descarregar sua mochila. Hehehe... Ele vai perguntar o porquê de minhas lágrimas. Nosso filho entende bem quando derramo minhas tristezas... Ele está tão lindo, Mariano! O Ângelo sempre diz: “meninão! Você está cada vez mais parecido com o seu pai!”

Sinto saudades suas. Sinto falta do seu beijo quente. Sinto falta dos seus braços me apertando. Sinto saudades do meu gozo no seu corpo. Àquela fúria de desejos debatendo-se uns contra os outras. Ainda costumo dormir apenas de calcinha e sutiã esperando por você. Ainda deixo a janela do quarto aberta. O Ângelo nem liga, só acha engraçado, sabe? Mas não fala nada de mais.

Um beijo forte, tão mais forte quanto o último!
Guilhermina

PS: se por acaso vier, pode entrar e me tomar, tornar, tomar, tentar o seu corpo no meu.

sábado, 31 de maio de 2008

... e o mundo ainda não acabou.



"Why are we seperated?
Defined by our greed and hatred
Why aren't we all united?
I'm so sick and tired of fighting.
Why aren't we all together
Lets end this fight forever
Why are we still divided?
I'm so sick and tired of fighting.

[Uh Huh, Uh Huh, Uh Huh]
How many tragedies[How many tragedies]
Will we see before we come together
[Uh huh, Uh huh, Uh huh]
It's easy to forget
We have the power to make things better
[Uh Huh, Uh Huh]" ( history - Madonna )


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Olá, tudo bem? Hoje eu cavalguei nas redondezas estrelares. Vi como o universo está diferente, e a terra parece estar em conflito a cada segundo. É incrível como muitos de nós, ou na minha visão daqui de cima, "vocês" lidam com as pessoas e com a natureza no dia-a-dia. Quando eu voltei dos meus afazeres lingüísticos, sentei aqui na cadeira de frente ao computador e comecei a digitar este texto - que não será um dos melhores do meu reino nobríssimo.

Seria tão bom se as pessoas mudassem o jeito de lhe dar com as outras. Poderíamos oferecer mais respeito, mais liberdade de expressão para muitos que se calam, ou estão cansados de aguentar tudo isso aqui. É um circo. Tudo se tornou tão engraçado. As pessoas não se interessam mais por coisas simples da vida. Elas não desejam viajar pelo universo. Não desejam conhecer outros seres. Um ET? Quem sabe...

Eu bati o carro nesta manhã de terça-feira. O homem que dirigia na frente do meu automóvel, xingou-me com nomes que nem meus primos nunca disseram comigo. Cadê o respeito e educação desse homem de meia idade? Não, não mesmo. Ele não sinalizou que ia entrar para a direita. Além disso, deu uma freada tão segura, que aconteceu o acidente. Resolvemos o assunto.
"Beijei a bôca
De quem não devia
Peguei na mão
De quem não conhecia
Dancei um samba
Em traje de maiô
E o tal do mundo
Não se acabou..." ( e o mundo não se acabou - Adriana Calcanhotto )

Antes de ontem eu fui ao supermercado que encontra-se a 5 km de minha casa e vi uma cena vergonhosa: MULHER DE UNS 35 ANOS JOGA LIXO NA RUA. Ótima chamada na capa de um jornal, não? Aham. Mas por que os jornais não põe algo do tipo nos seus jornais impressos e telejornais? Okay, apenas o caso da menina que é jogada do prédio, ou homem que mata outro quando passa por uma faixa de pedestre, ou mulher que espanca idoso, ou prisão não ajuda a recuperação de detentos, ou homem leva trezentos tiros e é encontrado vivo, devem ser MANIFESTADAS?

Ai, tudo isso ainda pode ser mudado. Nós precisamos cuidar do que é nosso. E a futura geração? E os nossos filhos? Eles terão uma vida "confortável"? Onde tá aquela água que você desperdiçou tomando banho, ou lavando o seu mais novo carro que custou 90.000,00? Gente, mudemos a nossa casa!!! Teremos visitas nos próximos anos. Até de extraterrestres! Sim, sim.
Como diz a Madonna em sua música b-side History: "Mas sonhos não são de graça... Nós precisamos mudar."

Por hoje é só... Vou ali em Plutão.
=\

domingo, 18 de maio de 2008

Eu posso te alfinetar também

Hoje eu resolvi sentar-me aqui na cadeira, ligar o computador, abrir o documento do Word e escrever com palavras de homem...

Eu tinha percebido que você vestiu-se diferente na última noite. Eu senti que o seu cheiro era outro. Não que fosse melhor, até porque, nenhum perfume tira de você o cheiro natural. Aquele seu vestido você nunca tinha me mostrado. Os anéis então...

Você me intimou a ir àquele restaurante para conversarmos sobre algo misterioso. Eu lembro bem das palavras: “Oi, querido. Túlio, precisamos ter uma conversinha... Algo sobre ‘metamorfose’!” Metamorfose? Quando ouço essa palavra vêm a minha mente borboletas azuis que tinham acabado de se transformar em fadas. Mas Túlio, jardim escola já passou!

O meu dia tinha sido bem agitado. Muitos problemas no trabalho, uma correria tremenda. Achei que não fosse sobrar tempo para ouvir sua voz. E antes que eu pegasse o telefone e ligasse para você, o contrário ocorreu. No restaurante eu estava tão ansioso para saber que ‘metamorfose’ era, que meu coração acelerava. Juro! Minha mãe sempre diz: “não crie muitas expectativas, meu filho.” Mas eu não crio muitas expectativas. Porém, quando se trata de relacionamento, fico com as mãos soando... Coração acelerado.

“Os meus sentimentos por você não estão sendo mais os mesmos, Túlio”. Foi assim que você me surpreendeu. Foi assim que tomei minha última taça de vinho. Senti-me desnorteado naquele minuto. Precisava você ter pego nas minhas mãos e acariciado como se eu fosse o último cachorro do mundo? Precisava me olhar como se eu fosse um moleque que fica triste porque não ganhou um brinquedo, ou um doce dos pais? Francamente! Depois das reuniões que eu tive naquele dia, depois dos empecilhos que houve durante todas elas, os seus gestos foram as piores coisas que aconteceram!

Eu sou um grosso, então? E você é uma sem noção, né? Sim. Eu não tenho mais 15 anos, Camila. Acho que você deveria ao menos ter conversado com mais maturidade. Não precisava ter feito àquelas caras e bocas de mulher chorona. Bem, se eu tivesse te traído, ou se você tivesse saído com o novo chefe do financeiro lá da sua empresa, tudo bem. Mas não foi isso...

Todos os 3 meses que vivemos juntinhos, foram como um casamento. Sim, porque você dormia direto lá em casa. Gostei muito das nossas noites quentes, das noites frias e do seu jeito de fazer carinho em mim. Não tinha encontrado mulher alguma que fizesse o que você fazia comigo. Isso não é tudo, viu? Comporte-se como MULHER da próxima vez que for dar um pé-na-bunda de um outro homem.

Deixo para você aqui no meu blog, este desabafo, que de mais nada irá te servir. Apenas adocicará o meu fervor. Ambigüidade? Ah, até os seus gestos têm...

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Agradeço a minha leitora Aline Romero, pelas palavras no mundo dela composto de notas noturnas. Ela me presenteou com este selo:
Aline, comentários são apenas OS COMENTÁRIOS. Mas os nossos desabafos nesse mundo de imaginação real e fictícia são mais sábios que eles. Gosto do meu universo assim, sem prédios, sem guerras, malquerenças, sem esquinas, sem complicações. Apenas aquele vasto espaço noturno alimenta a minha sede de brilhar-se em cada ponto de luz nele existente.
Ótimos dias, leitor. E perdão, se eu desapareço daqui por um tempo. É que muitos me chamam noutras galáxias!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Lembranças no Inverno

Eu estava parada de frente ao espelho esperando que aquela mulher respondesse a minha pergunta. Não. Ela não sabia o que responder. Apenas pensava em tantas respostas que pudessem ser formuladas sobre a situação. Ela sentia frio. Sentia o coração acelerar a todo instante. Prendia o cabelo, depois soltava e dava um giro para os cabelos castanhos girarem rapidamente. A mulher notava o quão eu estava feliz. Porém, essa felicidade era momentânea, assim como acontece com pessoas apaixonadas (!). Agora lanço-me para um desafio: “Quando você irá parar de pensar essas coisas?” Ela mais uma vez não soube responder.

Fui até o banheiro, peguei o novo sabonete que comprei em uma loja de cosméticos do shopping e entrei no box. Tudo cheirava a hortelã, até os meus pensamentos cheiravam a hortelã. Era uma veleidade tudo aquilo que percorria em meus cabelos, descia no meu pescoço, parava nos meus seios e adentrava no coração. Este, batendo cada vez mais veloz. Parecia que, não, não parecia. Era verdade! Ele batia tanto, queimava de prazer, ia decolar. Depois essa veleidade desceu para a minha barriga, para minhas partes sensuais e não mais inocentes... Nesta parte eu parei. Continuei acariciando as pernas e lembrava dos dias que fiquei ao lado de um dos homens mais perfeitos que já conheci.

Após o banho, sentei-me na poltrona ao lado da cama. Eu tinha em mãos a caixa onde dormiam as cartas e algumas fotos dele. Como é lindo! Sim, eu disse LINDO! Lindo segundo o dicionário significa: adj. Agradável à vista ou ao ESPÍRITO; belo, formoso, gracioso, delicado, perfeito. Não era só a beleza exterior, juro! Ele possuía um coração tão elegante. Eu sonhava todos os dias em poder tocá-lo. Eu tinha sido flechada pelo anjinho do amor. (que coisa mais infantil para uma mulher prestes a se formar!) Será que ao menos não posso declarar tudo que eu realmente vivia naquela época? Tremia todo o corpo quando eu o via de longe na universidade. Mas uma vez ele estava com os amigos em frente à biblioteca. Há três semanas eu tinha pegado dois livros de literatura francesa e fingi estar indo devolvê-los. Sim, sim. Eu toquei nele! O meu braço direito tocou nele. Tocou o braço dele. Olhou para mim e disse: “Nossa, quanta pressa em devolver os livros!” Ué, como ele sabia que eu tinha pegado? “Ué, como você sabe?” “A menina do controle de livros ficou surpresa quando viu uma aluna de fisioterapia pegando livros de literatura francesa. Ela comentou comigo” “Ah, sim. Quer dizer, não. Bem, eu me interesso tanto por literatura! O que é do homem sem a companhia de um livro? Ah, desculpe-me... Estou atrasada para a aula!”

O que foi aquilo?! Siiiiiimmm! EU ESTAVA TREMENDO por dentro! Corri para o banheiro e chorei, sorri, beijei meu braço que tinha recebido o toque daquele menino. Onde meus pensamentos foram parar?! Parecia um conto de fadas. Sei lá!

Passaram-se oito meses para acontecer o nosso primeiro beijo. Foi tudo. Toquei aquele rosto com um pouco de barba. Acariciei seus braços, seu pescoço, seu cabelo. Um cheiro inexplicável vinha daqueles cabelos também castanhos. Os olhos dele cintilavam como aquelas estrelas que se mostram lá no céu exibindo seus mistérios. A boca dele tocava a minha de forma harmoniosa levando-me para outra galáxia, outro planeta TOTALMENTE DISTANTE. O meu exagero passava do limite. Minhas amigas não entendiam todo esse desespero amoroso. Desespero não. A MINHA FORMA DE AMAR.

Por maldade do destino, ou sabe-se lá por bondade, nós nos separamos. Separamos-nos mesmo. Há 2 meses ele está na Irlanda. Recebeu um contrato para ir trabalhar lá. É, eu estou sim me programando para encontrá-lo e matar essa saudade. Deixou apenas ótimas, lindas e sinceras recordações no meu corpo. Deixou fotos, que muitas eu roubei às escondidas! Hehehe.

Vejo ali fora, no jardim, a chuva caindo e trazendo muitas saudades. Às vezes é melhor a gente não pensar nisso. Bate uma tristeza... Às vezes é bom ocupar a mente com outras coisas. Ou melhor, é melhor, sim, a gente pensar em tudo de bom que aconteceu. Tornamos-nos mais felizes.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Tempo

O tempo veio para transformar
mudar cada situação
amenizar fatos
rir de quem
não ir
mais
a
l
é
m
do que um simples
TEMPO
que
se
foi

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Um recado ao leitor (ponto)

Leeds, 16 de junho de 2005

Estou morrendo. Há muitas pessoas que já estiveram ou estão na mesma que eu. Estou com câncer no cérebro. O tumor maligno e infiltrativo, que destrói os tecidos normais e seus vizinhos, tem crescido incalculavelmente nos últimos 4 meses. A divisão das células do meu cérebro está fora de ordem, daí o aumento anormal delas. Elas dividem-se formando uma massa sólida. Esta massa é o meu sufoco. Vim para Leeds estudar o inglês e trabalhar. Fiz planos quando estava lá no Brasil, e esses planos cessam a cada minuto de minha estadia aqui na Grã-Bretanha.

No dia 18 de abril, fui a uma balada. Não bebi álcool, não ingeri droga. Quando eu e meus amigos estávamos na metade da diversão, meu corpo debruçou-se sobre o chão. A cabeça latejava aceleradamente. Meus olhos derramavam lágrimas de dor. Desmaiei. Acordei no dia seguinte no St. Mary’s Hospital. Meu amigo Schopen, alemão, a Alicia, estadunidense, e o Johan, canadense, vigiavam e protegiam como anjos uma pessoa que haviam conhecido há 3 meses e alguns dias.

Fiz vários exames após uma semana de recuperação. Constou-se um tumor no cérebro. Penso que o grande esforço em ouvir músicas com headphones, contribuiu para a mais nova e dolorosa notícia sobre a minha vida. (risos)

Ei! Você ai! É, você mesmo! Sim, sim, ser humano! Quero dizer-te o quão foi bom poder dividir dias de conversa com você. Aqueles abraços apertados, beijos demorados... Como foi bom dividir meus problemas e soluções com você. Você sabe, consegui concretizar um dos meus sonhos. Mas eu queria você aqui, perto de mim. Não posso e não quero voltar ao Brasil, por isso escrevo este longo recado para você que está a ler-me.

Ei! Pára de prestar atenção nessas outras pessoas ao seu redor. Eu estou aqui. Ainda estou. Dê-me o mínimo de sua atenção e carinho. É fato, eu preciso. Nossa! Quanta transformação nos últimos meses. Vivemos longe um do outro, mas estaremos ligados eternamente através dos poemas, das cartas, das histórias, das músicas que escrevi pra ti. Mas do que adianta tanta escrita, se eu não posso tê-lo fisicamente? É triste dizer: é assim que tem que ser.

Eu estou morrendo. E quero lágrimas, gritos de “volta!”, desespero, tristeza, felicidade, saudade da sua boca, do seu corpo juvenil. Quero antes de tudo, tudo mesmo, que leia esta carta e não interprete-a como algo triste. Você é um vencedor. Você tem o prazer de recebê-la. Você ganhou palavras sinceras. Palavras de despedida. Palavras cuja sintonia cruza os seus neurônios fazendo você refletir sobre tudo que viveu comigo.

Parece inacreditável, mas eu estou mesmo morrendo. Resta-me viver aqui, em Leeds. Resta-me uma rosa e cartas-respostas no meu velório.

Estranho, não?

Um beijo, um abraço, e um toque de minhas mãos no seu rosto, leitor.

Felipe Oliveira Sanches, o canceroso.